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FERNANDA TORRES

Com país na pior, atriz aposta em destino cruel para Fátima de Tapas & Beijos

ALEX CARVALHO/TV GLOBO

A atriz Fernanda Torres com cara amarrada na frente de um móvel com várias bebidas em cena de Tapas & Beijos

Fátima (Fernanda Torres) em cena de Tapas & Beijos; personagem aplicaria golpes em 2020

DANIEL FARAD, do Rio de Janeiro

Publicado em 4/8/2020 - 16h15

Tapas & Beijos (2011-2015) retorna à televisão nesta terça (4) com um país bem diferente do que encontrou em sua estreia há nove anos. Intérprete da vendedora Fátima, Fernanda Torres aposta que hoje a sua personagem e a amiga Suely (Andréa Beltrão) estariam desempregadas e na fila para receber o auxílio emergencial.

Ela lembra que topou entrar para o seriado em uma época em que o Brasil vivia uma das menores taxas de desemprego dos últimos sete anos. "Era um boom da classe C. Havia no mercado uma busca muito grande por esse público que tinha ascendido. Com essas mudanças de agora, eu não sei, mas acho que estariam todos eles na informalidade", aponta a atriz ao Notícias da TV.

Segundo a artista, a produção era voltada justamente a esse público que chegava a passar 12 horas por dia fora de casa, entre o expediente e a conturbada volta para casa em ônibus lotados e engarrafamentos sem fim. As protagonistas, inclusive, passavam a maior parte do tempo com o uniforme da fictícia Djalma Noivas --e só tinham sossego na hora do almoço ou durante um chope no happy hour.

"A grande questão sempre foi o trabalho. Era um bando de gente sozinha no mundo que fazia a sua família na rua. É sobre essa galera que passa o dia inteiro trabalhando e ainda tem mais duas horas no ônibus antes de chegar nas suas residências", avalia.

Em sua opinião, o maior desafio para a reprise vai ser se conectar com um público que enfrenta uma onda de desemprego e uma crise econômica agravada pela pandemia de coronavírus (Covid-19). "Eu acho interessante até fazer um especial mostrando eles hoje, ou então um filme. O Brasil mudou tanto, é outra coisa. Seria legal saber o que aconteceu com essas pessoas", considera a carioca.

RAMÓN VASCONCELLOS/TV GLOBO

Fátima (Fernanda Torres) e Suely (Andréa Beltrão): expediente pesado na loja Djalma Noivas


Na informalidade

Caso os roteiristas resolvessem voltar à história, Fernanda imagina que, além do auxílio emergencial, a sua personagem também aplicaria alguns golpes para sobreviver. Ela viraria uma espécie de médium trambiqueira. "Fátima estaria atendendo em casa, 'trago o seu amor em três dias' (risos)", entrega.

A filha de Fernanda Montenegro, inclusive, não titubearia a um convite para reprisar o seu papel no humorístico de Claudio Paiva. "A cada trabalho, o ator ganha amigos para a vida inteira, o que não quer dizer que você vai conviver com eles. A gente coexiste com quem está trabalhando naquele momento, mas quando encontro o elenco da série, parece que a gente se viu ontem", derrete-se.

Ela, contudo, brinca que não levou só coisas boas do programa. "Eu também não consegui me desvencilhar do neuroma de Morton [espessamento da pele em torno de um nervo que ocasiona dores] que se instalou no meu pé depois de cinco anos em cima do salto", exagera a intérprete.

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