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JULIANA BAIOCO

Brasileira quebra barreiras do machismo ao fazer facas na televisão

Divulgação/History

Com boné e óculos escuros, Juliana Baioco se debruça diante de uma ferramenta de cutelaria no programa Desafio Sob Fogo

A engenheira Juliana Baioco prepara faca em prova do Desafio Sob Fogo: pioneira entre as mulheres

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 12/8/2020 - 7h10

A terceira temporada da versão latina de Desafio Sob Fogo, que estreia nesta quinta (13), terá uma novidade: pela primeira vez, uma mulher participa do reality. A honra e a pressão de quebrar essa barreira machista cabem à brasileira Juliana Baioco. Ela, aliás, se interessou pelo mundo das facas justamente assistindo à competição do History.

"Independentemente do gênero, homem ou mulher, a arte da cutelaria é muito bonita, e participar foi uma experiência muito gratificante para mim. Mas, sem dúvida, tem um peso maior ser a primeira mulher, espero que isso abra caminho para que outras venham a ingressar nesse mundo", conta a engenheira de 34 anos ao Notícias da TV.

Juliana diz que nunca foi vítima de preconceito por ser uma mulher em um universo majoritariamente masculino, mas reconhece que não sabe dizer se já falaram mal dela pelas costas. "O ser humano pode ter um comportamento na sua frente e outro atrás, né? Eu não sei essa parte de trás, mas pela frente todo mundo foi muito tranquilo. Nunca tive problema com relação a machismo", minimiza.

Como trabalha com engenharia de petróleo, ela se diz acostumada a realizar tarefas masculinas, o que ajudou na hora de competir com sete homens no Desafio Sob Fogo. "Eles foram muito receptivos. Acho que é o oposto do preconceito, eles têm um carinho ou um zelo maior comigo por ser mulher (risos). Nunca teve uma repulsa por eu estar 'invadindo' o espaço deles. E sei lidar muito bem com isso."

Mais brasileiro do que nunca

Depois que os brasileiros venceram as duas primeiras temporadas do Desafio Sob Fogo América Latina, o programa foi remodelado para sua terceira edição: agora, ele se chama Desafio Sob Fogo Brasil e América Latina, e os participantes tupiniquins têm mais espaço: agora são quatro, a metade exata dos concorrentes. Além deles, estão na disputa um argentino, um colombiano e dois mexicanos.

"A cutelaria brasileira cresceu muito nos últimos anos, não só na qualidade das facas, dos produtos, mas na quantidade de cuteleiros. Acredito que grande parte disso se deve ao programa. Mas não teve panelinha entre a gente, não (risos). O que teve foi muito companheirismo entre todos os participantes, independentemente da nacionalidade, todo mundo queria fazer o melhor possível", entrega.

Como ela mesma se interessou pela fabricação de facas ao acompanhar o reality, Juliana se prepara para ver a estreia da temporada com um misto de sensações.

"Acho que vou ficar com vergonha de me ver, mas ao mesmo tempo sou fã. Então, vou ficar animada para acompanhar episódios novos (risos). Estou ansiosa para ver como fica tudo editado, porque na gravação nós temos as três horas de provas, e não vai passar tudo na TV. Vou ver como se fosse tudo novidade", confidencia.

De mulher para mulher

Ciente de que pode servir de inspiração para mais mulheres se aventurarem na cutelaria, assim como ela se inspirou em outros participantes do Desafio Sob Fogo, a capixaba dá a dica.

"Se você gosta, tem interesse, não tenha vergonha desse rótulo de 'atividade masculina', isso não existe. Acho que o importante é ter paixão por aquilo. Eu pretendia fazer uma faca só, mas gostei tanto que não parei mais (risos). O processo é transformador, e é uma arte apaixonante", resume.

A terceira temporada do Desafio Sob Fogo Brasil e América Latina estreia nesta quinta-feira (13), às 23h, no History. A apresentação é do galã argentino Michel Brown, que os fãs do canal pago conhecem como o protagonista da série Hernán: O Conquistador. Confira o trailer dos novos episódios:


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