Amores Roubados

Amores Roubados tem 'erotismo' para TV aberta, afirma autor

Divulgação/TV Globo

Os atores Cauã Reymond e Isis Valverde em cena do capítulo da minissérie Amores Roubados, da Globo - Divulgação/TV Globo

Os atores Cauã Reymond e Isis Valverde em cena do capítulo da minissérie Amores Roubados, da Globo

DANIEL CASTRO - Publicado em 13/01/2014, às 15h03

O que explica o sucesso de Amores Roubados, maior audiência da Globo em minisséries desde 2007, com médias acima de 28 pontos? Para George Moura, autor da história, é a temática universal da "paixão", principalmente a que envolve Cauã Reymond e Isis Valverde, que supostamente transcendeu a ficção e causou a separação do ator de Grazi Massafera. 

"Como roteirista, o que admiro é a entrega que esses dois jovens atores tiveram para emprestar vida a Leandro (Cauã) e Antônia (Isis). O casal da ficção tem uma química apaixonante e é isso o que interessa para quem vê Amores Roubados", diz Moura. Para ele, Amores Roubados é "erotismo" para a TV aberta.

O diretor José Luiz Villamarim, que já dividiu com Moura a realização de O Canto da Sereia (2012) e com quem voltará a repetir parceria com o remake de O Rebu, concorda. "A história une o folhetim com o thriller, tem paixão e amores de várias latitudes", afirma.

A seguir, entrevista concedida por Moura e Villamarim ao Notícias da TV, por e-mail.

Notícias da TV - Na opinião de vocês, a que se deve o sucesso de Amores Roubados?

George Moura - É difícil conseguir definir o motivo que leva um programa a fazer sucesso na TV. Existem muitas variáveis que precisam ser levadas em conta. Mas talvez a repercussão positiva a Amores Roubados se dê pelo fato de a história tratar de um tema universal e que nunca envelhece: a paixão. Junte-se a isso o desejo de toda a equipe de fazer algo com inquietação e frescor.

José Luiz Villamarim - A história une o folhetim com o thriller, tem paixão e amores de várias latitudes. Existe amor de amante (Leandro e Celeste), de pai (Jaime e Antônia), de mãe e filha (Isabel e Antônia), de namorado (Leandro e Antônia), de marido e mulher (Jaime e Isabel, Celeste e Cavalcanti). Tudo levado com uma grande verdade cênica. Gravamos quase 70% das cenas da minissérie em locações no sertão; foram três meses. Com isso, Amores passa a ser uma história crível, quase real, e pelo visto as pessoas estão apaixonadas por ela.

Notícias da TV - É inegável a qualidade de texto, direção e elenco da minissérie, mas o apelo sexual de Amores Roubados seria mais forte para atrair o público?

Villamarim - Não acredito que o apelo sexual seja o que atrai o público para ver Amores Roubados. Mas, ao mesmo tempo, não vejo como poderia ser contado de forma diferente uma história de um Don Juan nos dias atuais.

Moura - Sexo é um tema de interesse desde sempre. E, se estamos contando uma história de um Don Juan que se envolve com três diferentes mulheres, não poderia ser diferente. Mas as cenas de sexo não são usadas para atrair o público e sim para contar a história. E são cenas de um bom gosto e delicadeza notáveis. É erotismo; afinal estamos fazendo algo para a TV aberta.

Notícias da TV - A polêmica sobre o suposto envolvimento de Cauã Reymond com Isis Valverde ajudou na audiência da série?

Moura -

Eu acho impossível aferir se as fofocas em torno de um suposto envolvimento dos protagonistas ajudaram ou prejudicaram a audiência da minissérie. Como roteirista, o que admiro é a entrega que esses dois jovens atores tiveram para emprestar vida a Leandro (Cauã) e Antônia (Isis). O casal da ficção tem uma química apaixonante e é isso o que interessa para quem vê Amores Roubados.

Notícias da TV - Quais foram os maiores desafios para realizar a obra?

Villamarim - O maior desafio foi revelar o sertão contemporâneo, algo esquecido pelo cinema e pela TV nos últimos anos. A direção dos atores, a prosódia, o figurino, o jeito de gravar as cenas, com a câmera mais solta e na mão, buscam um tom "documental" para a história. É difícil a tarefa de realizar isso, porque estamos muito acostumados a fazer de outra maneira e o impulso é jogar todo mundo para fora da zona de conforto, inclusive eu como diretor.

Moura - Encontrar as equivalências do fascinante romance de Carneiro Vilela (A Emparedada da Rua Nova), que é do início do século 20, e trazer a história para que ela se passe no século 21 e no sertão. A trama é preservada, os personagens são adaptados e a narrativa é recriada. É um exercício fascinante de mergulhar de forma vertical no livro e depois "esquecê-lo" para que ele ganhe outros ares. Mas sempre sem trair a alma do original, que é: do que o homem é capaz quando vive uma paixão.

Notícias da TV - Vocês pretendem repetir a parceria em 2015? Já têm algum projeto?

Moura - Já estamos trabalhando num novo projeto, que é a releitura de O Rebu, novela de Bráulio Pedroso, para o segundo semestre deste ano. A parceira continua. Por enquanto, os projetos para 2015 são apenas sonhos acordados.

Villamarim - Novos projetos juntos, com certeza, virão. Além de projetos pra TV, vamos fazer um filme, rodado na cidade de Cataquases, em Minas Gerais, baseado na obra de Luiz Ruffato. O roteiro é do Moura e se chama Até Onde a Vista Alcança.

José Luiz Villamarim e George Moura visitam locação de Amores Roubados (Estevam Avellar/TV Globo)

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