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DURAM MENOS

Qualidade dos componentes e detalhes no dia a dia diminuem vida útil das TVs

FOTOS: REPRODUÇÃO

Telespectador vendo jogo de futebol na TV de tela fina da sala

TV de tela fina: redução nos custos de fabricação exige troca de aparelho cada vez mais cedo

EDUARDO BONJOCH

edubonjoch@gmail.com

Publicado em 12/12/2021 - 6h15

As TVs estão durando menos. E, segundo especialistas e profissionais da área, vários fatores ajudam a entender por que isso acontece. Na lista de motivos, estão desde a chegada de novas tecnologias até a queda de qualidade dos componentes para reduzir os custos de fabricação, principalmente entre os modelos de tela menor e com guerra de preços mais acirrada. Mas, com alguns cuidados, dá para aumentar a vida útil do seu televisor.

O primeiro passo é prestar atenção na rede elétrica. "Como as fontes das TVs atuais são muito sensíveis, ela precisa se manter sempre estável", explica Alex dos Santos, especialista na área há 20 anos. "Oscilações bruscas, causadas por raios ou variações de tensão, podem danificar circuitos e queimar o aparelho antes do tempo", diz ele.

Há outro detalhe que pesa no bolso. Alguns fabricantes integram a fonte à placa principal, o que exige a troca de todo o conjunto em caso de defeito. Isso torna o conserto ainda mais caro. Dependendo do caso, o valor pode ultrapassar R$ 500. Para se prevenir deste tipo de problema, a melhor saída é ligar a TV a um filtro de linha, nobreak ou condicionador de energia.

A maresia é outra vilã das TVs. "Televisores instalados no litoral duram bem menos, porque a combinação da umidade com a salinidade danifica precocemente os circuitos", alerta o consultor Paulo Sérgio Correia. Para reduzir este efeito, a dica é cobrir os aparelhos com capas bem fechadas durante os períodos em que não estiverem em uso.

Outros cuidados simples no dia a dia também ajudam a aumentar a vida útil. Na hora de tirar a TV da caixa e transportar o produto, o consumidor deve sempre apoiar as mãos na moldura, evitando apertar ou forçar a tela com os dedos, principalmente se for um modelo com mais de 50 polegadas. Quanto maior a imagem, mais sensível o aparelho.  

Definir o ponto ideal de instalação também é importante. Evite o acúmulo de poeira, que é ruim para os circuitos digitais, e lugares onde o sol bate direto, ou que podem receber alguns respingos de água nos dias de chuva.

Modelos do passado duravam mais de 10 anos

TVs de tubo eram robustas

Quando se fala da durabilidade dos novos televisores, é preciso levar em conta também as mudanças tecnológicas dos aparelhos. "As TVs de tubo, que reinavam no passado, eram mais robustas do que os modelos de tela fina", comenta Vicente Campillos, que conserta TVs há 40 anos. "Elas duravam mais de dez anos, contra dois ou três dos modelos de LED atuais."

Segundo ele, a evolução no processo de formação da imagem também fez surgir defeitos que antes não existiam e, hoje, estão no topo da lista de reparos na assistência técnica que Campillos dirige, na zona sul de São Paulo. "Cerca de 70% dos televisores chegam com problemas no painel de LEDs, indispensável para fazer brilhar os pixels que formam a imagem nestas TVs."

Para o telespectador, o defeito é notado quando surgem alterações nas cores da tela e até vultos escuros com a imagem ao fundo, como se fosse um negativo de filme. "Os estragos variam de acordo com o modelo e o fabricante", esclarece.

Além das características técnicas, a rápida evolução das plataformas e dos aplicativos de smart TV também pesa na redução da vida útil dos televisores atuais. Em geral, os fabricantes só costumam oferecer atualizações durante quatro ou cinco anos. Assim, modelos mais antigos de televisores não conseguem prover uma boa experiência para rodar os aplicativos de streaming nem são compatíveis com os novos serviços.

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