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SOM 3D E IMAGEM 4K

Para ver TV do futuro, consumidor precisará de conversor ou aparelho novo

FOTOS: REPRODUÇÃO

Casal no sofá ativa recursos de áudio da nova TV digital pelo controle remoto

Na nova TV digital, o telespectador poderá aumentar o som do narrador de maneira independente

EDUARDO BONJOCH

edubonjoch@gmail.com

Publicado em 3/2/2022 - 6h15

Na nova TV digital brasileira, prevista para 2024, os canais abertos serão gerenciados por aplicativos. Além de ver a programação em resolução 4K, o telespectador poderá navegar em conteúdos online oferecidos pelas emissoras e explorar opções de áudio imersivo. Mas, para aproveitar essas novidades, será necessário adquirir um conversor ou trocar de televisor, como em 2007, quando a primeira versão do sistema estreou no Brasil.

"O processo de transição será lento e gradual, como na substituição do sinal analógico pelo digital, que só agora está chegando às cidades menores e deve seguir até o final de 2023", afirma Luiz Fausto, coordenador do Módulo Técnico do Fórum SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre). "A opção inicial será a aquisição de conversores, porque ainda não dá para saber se teremos televisores compatíveis à venda assim que o projeto for aprovado", diz ele.

Chamado de TV 3.0, o projeto que vai definir os rumos da TV digital brasileira passou pelas primeiras avaliações em 2021. A expectativa é definir e testar todas as tecnologias a serem adotadas no novo padrão até 2023, ano em que também serão elaboradas as normas técnicas do sistema, antes de seguir para o Ministério das Comunicações. 

Testes seguem até 2023

A parte de áudio está bem avançada. Com a escolha do padrão MPEG-H Audio, as emissoras poderão oferecer ao telespectador uma experiência mais imersiva, com a sensação de sons 3D chegando de um lado para outro, de frente para trás e de cima para baixo, e personalizada. "Nas transmissões esportivas ao vivo, por exemplo, o sistema permitirá aumentar apenas o volume do narrador ou da torcida, de forma independente", explica Fausto.

As áreas de vídeo e de interatividade ainda carecem de mais testes, antes das definições finais. Mas, já se sabe, por exemplo, que qualquer transmissão de TV digital aberta pelo ar terá, no mínimo, resolução Full-HD, como já acontece nos dias atuais, com tecnologia HDR, que deixa as cores mais vivas e brilhantes. A opção de ver programas em 4K (ou Ultra-HD) também marcará presença, embora detalhes técnicos ainda estejam em estudo.

Já a resolução 8K, que é quatro vezes superior à 4K, deve ficar restrita ao conteúdo online. A razão é simples. Segundo Fausto, as exigências técnicas para este tipo de transmissão na TV digital aberta limitariam a reutilização do mesmo canal por emissoras regionais, com programação e anunciantes próprios. Essa característica tem prioridade na TV 3.0 por movimentar as economias locais.

Mistura de TV aberta com internet

A nova TV digital será baseada em aplicativos, que vão gerenciar a apresentação do conteúdo, integrando a TV aberta com opções de streaming oferecidas pelas emissoras. "A ideia é que o telespectador alterne naturalmente entre os dois mundos", afirma Fausto.

Podem aparecer sugestões para ver capítulos anteriores da novela na internet, enquanto você assiste à trama em tempo real. Ou surgirem recomendações de conteúdos parecidos com o que você está vendo ao vivo para acompanhar na web, inclusive em serviços pagos. Ou até dicas de compras, com acesso direto a sites de vendas com os produtos que aparecem na tela, uma antiga promessa da TV digital.

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