Quarta Temporada

Supergirl abandona romance para virar ativista e combater crimes de ódio

Imagens: Divulgação/The CW

Melissa Benoist, ex-Glee, na quarta temporada de Supergirl, estreia da Warner deste domingo (28) - Imagens: Divulgação/The CW

Melissa Benoist, ex-Glee, na quarta temporada de Supergirl, estreia da Warner deste domingo (28)

JOÃO DA PAZ - Publicado em 28/10/2018, às 06h51

O romance de Supergirl, interpretada por Melissa Benoist, ficou para trás. A quarta temporada da série da prima do Superman desliza o amor para o lado e adota um tom político mais forte, aumentando sua relevância na imensidão de atrações de heróis da TV. Em uma trama melhorada, a alienígena vira ativista e combate crimes de ódio.

A série retorna neste domingo (28), às 23h40, na Warner. A produção da rede The CW mergulha de cabeça no debate sobre diversidade e respeito a minorias travado nos dias de hoje. Para tanto, emula acontecimentos do mundo real na vida dos personagens da história. Uma solução criativa que funciona e incentiva o telespectador a analisar a realidade por uma outra perspectiva.

No mundo de Supergirl, a presidente dos Estados Unidos, Olivia Marsdin (Lynda Carter), está prestes a celebrar o segundo aniversário da Lei de Anistia Alien, que dá aos habitantes de outros planetas a liberdade de visitar a Terra quando quiserem, além de conceder a eles direitos iguais aos dos humanos.

Uma boa parcela da população norte-americana rejeita a lei, pois se sente prejudicada na concorrência por empregos. National City, cidade da Supergirl, é tomada de ataques contra locais visitados por gente de fora da Terra. Líderes defensores dos direitos de aliens são ameaçados e sofrem violência.

A heroína do planeta Krypton, que usa a identidade secreta de Kara Danvers, fica de queixo caído ao notar que pessoas comuns, acima de qualquer suspeita, estão por trás das agressões. E quem não age fisicamente contra os extraterrestres alimenta o ódio em comentários e textos na internet.

É tudo muito similar à sociedade contemporânea, na qual minorias como homossexuais, negros, nordestinos e latinos sofrem perseguições, veladas ou na cara dura. Na Terra real, no entanto, não há uma heroína disposta a protegê-los.

Com tudo isso, Supergirl assume o desafio de não ser apenas uma série básica de herói. Para o telespectador com um viés mais conservador, a trama pode não cair bem. Mas, inegavelmente, com essa roupagem mais política, Supergirl deixa sua marca ao mostrar que está antenada com a atualidade e não faz vista grossa.

Consternada, Supergirl (Melissa Benoist) pede paz e união aos moradores de National City 

Homem pode, mulher não?
Entre os telespectadores norte-americanos, a Supergirl solteirona provocou calorosos debates. Na verdade, Supergirl nunca foi uma série blasé e sempre gerou controvérsias. A reação do público ao ver a heroína pela primeira vez foi de espanto, pelo visual teen da personagem e por ter um comportamento que a rebaixava, reafirmando clichês femininos.

Sem um crush, a Supergirl terá tempo para se dedicar a cuidar de National City e minar o movimento antialien. E livra o fã do romance meloso que tomou conta da segunda e terceira temporadas. Agora, se o Superman consegue dar conta do recado com sua eterna parceira Lois Lane, por que sua prima não pode o mesmo?

Essa questão movimentou o núcleo de fãs. Tem aqueles que acham um sopro de ar fresco ver a Supegirl sem namorado, devido à canseira de episódios passados. Outros argumentam que, para uma mulher se sentir empoderada, ela não precisa necessariamente estar solteira. 

A atriz transsexual Nicole Maines vive uma jornalista sob a tutela de Kara Daners (Melissa)

Pioneira
A quarta temporada de Supergirl tem outra novidade importante. Pela primeira vez, uma série de televisão apresentará uma super-heroína transexual. A escolhida foi a atriz, também trans, Nicole Maines. Ela interpreta Nia Nal, jornalista em começo de carreira que está sob a tutela de Kara Danvers, a Supergirl. Conforme a história avança, Nia irá se transformar na poderosa Dreamer.

Eis mais uma investida de Supergirl na diversidade. Na segunda temporada, a irmã adotiva de Kara, Alex (Chyler Leigh, ex-Grey’s Anatomy) assumiu sua homossexualidade, o que impactou positivamente uma telespectadora americana, chamada de Mary. Ela viu a personagem assumir ser lésbica e viver feliz, o que fez a fã sair da depressão e desistir do suicídio, conforme relatou no Twitter.

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