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Pandemia de Covid-19 atrapalha tradicional crossover da franquia NCIS; entenda

Divulgação/CBS

Com colete à prova de balas e segurando uma arma, Chris O'Donnell tem expressão séria em cena de NCIS: Los Angeles

Chris O'Donnell na 12ª temporada de NCIS: Los Angeles, exibida no Brasil pelo canal A&E

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 21/3/2021 - 7h05

Além de paralisar gravações e encurtar temporadas de séries nos Estados Unidos, a pandemia da Covid-19 atrapalhou os tradicionais crossovers da franquia NCIS. Ou seja, dificilmente personagens situados em Los Angeles vão aparecer na série que se passa em Nova Orleans ou vice-versa --um baque ainda maior por se tratar da temporada derradeira desta última.

"Não temos nada planejado até o momento, e acho difícil que aconteça algum crossover neste ano", adianta Chris O'Donnell, protagonista de NCIS: Los Angeles, em entrevista ao Notícias da TV. "Por causa das restrições do coronavírus, ficaria muito difícil fazer isso. A esperança é que no ano que vem a gente consiga."

Para retomar as gravações em meio à crise de saúde mundial, os produtores tiveram de implementar uma série de protocolos de segurança e higiene. O elenco fixo é testado cinco vezes por semana, e O'Donnell explica que até os atores convidados --aqueles que aparecem em um único episódio-- precisam fazer uma rígida quarentena e passar por testes durante alguns dias até receberem a liberação para pisar no estúdio.

A situação é tão complicada que até mesmo o elenco de NCIS: Los Angeles não se vê mais com tanta frequência. Os personagens foram divididos em duplas, e são raras as interações diretas entre dobradinhas diferentes. Callen, personagem de O'Donnell, tem passado a maior parte de suas cenas com Sam (LL Cool J), enquanto Kensi (Daniela Ruah) contracena mais com Deeks (Eric Christian Olsen), por exemplo.

"[A pandemia] Não influenciou tanto na história, mas sim na maneira como gravamos. Não temos mais cenas com oito personagens juntos. As duplas ficam separadas, resolvem os casos de forma mais individual. E vão ter muitas videoconferências. São diferenças sutis, mas necessárias para manter todo mundo em segurança, porque essa é a prioridade", valoriza o ator de 50 anos, famoso por viver o super-herói Robin na década de 1990.

A mudança na maneira de gravar trouxe um ponto negativo para o galã: a saudade dos colegas de trabalho. Afinal, a série está no ar há 12 temporadas, e boa parte do pessoal nos bastidores acompanha O'Donnell desde o começo.

"Eles são como família, e agora não os vejo mais, porque eu estou no grupo laranja [da equipe] e eles no amarelo. Eu vou para o estúdio, ensaio a cena, saio, aí o pessoal da iluminação vai lá fazer o seu trabalho, e só depois que eles saem eu posso voltar", justifica.

"Não tem aquela sensação de camaradagem que teríamos normalmente, não lanchamos mais todos juntos. Mas no fim das contas, todo mundo está feliz de trabalhar e de poder colocar episódios novos no ar para os fãs. Se temos algumas inconveniências pelo caminho, esse é o preço que pagamos para trabalhar nesse momento", finaliza.

A 12ª temporada de NCIS: Los Angeles é exibida no Brasil toda sexta-feira, às 21h40, pelo canal A&E. A expectativa é que a atual leva de episódios seja mais curta, com 18 capítulos no lugar dos 22 ou 24 tradicionais, mas O'Donnell torce para que produzam mais apesar dos vários obstáculos na pandemia.


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