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Na HBO

Estupro, drogas e mistério: Como I May Destroy You se tornou a série do momento

Divulgação/HBO

Michaela Coel em cena de I May Destroy You, com cabelo chanel rosa, em meio a rua de Londres, com olhar vago

A atriz, produtora-executiva e roteirista Michaela Coel em cena de I May Destroy You, sua série na HBO

FERNANDA LOPES

Publicado em 26/7/2020 - 6h50

Michaela Coel sabia, ou ao menos desconfiava, que sua série I May Destroy You seria sucesso quando fosse lançada. Tanto que recusou uma oferta de US$ 1 milhão (R$ 5,2 milhões) da Netflix para manter seus direitos sobre a obra. A atração, disponível no Brasil na HBO, chega à metade e já é considerada uma das melhores séries do ano, cheia de cenas de sexo, uso de drogas, abuso e adultos tentando lidar com a vida.

Em I May Destroy You, o telespectador acompanha a vida de Arabella Essiedu (vivida pela própria Michaela), uma escritora britânica de origem ganesa. Após ter muita repercussão com um conto publicado na internet, ela tem a missão de escrever um novo livro. Atrasada com seus prazos na editora, Arabella sai em uma noite para desanuviar os pensamentos e encontra um amigo num bar.

A partir daí, a série não é mais linear. Arabella não se lembra bem do que aconteceu naquela noite, mas tem flashes de um homem lhe estuprando em um banheiro. Ela foi alvo do golpe "boa noite, Cinderela" e tem de encarar a polícia e os próprios pesadelos para tentar reconstruir o mistério sobre o que aconteceu.

Mas I May Destroy You avança ainda mais em temas delicados. Um episódio do passado da protagonista mostra como o consumo excessivo de drogas já era frequente e prejudicial na vida dela. Em outro arco, Arabella sofre mais um estupro, em uma circunstância totalmente diferente, e começa a perceber que precisa mexer em alguns pontos de sua vida se quiser mudar esses padrões.

Ainda que toque em pontos controversos, como abuso sexual, uso de drogas, racismo e homofobia, a série não se mostra propositalmente transgressora e provocativa demais, como Euphoria, nem como uma campanha social para conscientização dos jovens.

I May Destroy You se constitui mais como um retrato de uma geração, de pessoas com cerca de 30 anos que tentam encontrar seus propósitos, ter relacionamentos melhores e ficarem mais em paz em relação à carreira e à saúde mental.

A produção é considerada a terceira melhor série lançada em 2020, com base no levantamento do site Metacritic, que compila críticas de veículos especializados. Está atrás apenas de Mrs. America (inédita no Brasil) e O Clube das Babás (Netflix).

Michaela Coel, autora, protagonista, roteirista e produtora da série, colocou parte de suas experiências na história --ela mesma já passou por um caso de abuso sexual na época em que gravava Chewing Gum (2016), série que protagonizou na Netflix.

Com a nova série-sensação, ela espera que os telespectadores se sensibilizem com a jornada de Arabella e também analisem mais a si mesmos, seus traumas e as situações que precisam resolver. "A série está clamando por introspecção. Nós sabemos olhar para fora. Mas não se esqueçam de também olhar para dentro", disse Michaela Coel ao site Vulture.

I May Destroy You vai ao ar às segundas-feiras, às 23h, na HBO.

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