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PACTO BRUTAL

Documentário de Daniella Perez traumatiza nova geração: 'Difícil de assistir'

REPRODUÇÃO/HBO MAX

Daniella Perez em imagens do documentário da HBO MAX

Até famosos nascidos após a morte de Daniella Perez, como Marina Ruy Barbosa, se chocaram

IGRAÍNNE MARQUES

igrainne@noticiasdatv.com

Publicado em 29/7/2022 - 6h20

O documentário sobre Daniella Perez tem chocado até o público que sequer era nascido em 1992. A morte da filha de Gloria Perez, descoberta por muitos só agora, 30 anos depois, deixou internautas chocados e até traumatizados. Houve quem usasse as redes sociais para cobrar punição e questionar o sensacionalismo da cobertura e o machismo ao redor do caso. "Difícil de assistir", classificou um usuário do Twitter. 

"Assistindo ao documentário Pacto Brutal sobre o assassinato de Daniella Perez. Eu ainda não tinha nascido. Minha mãe disse que chorou muito quando ela morreu, que ela era linda e estava no auge da carreira. Ela disse que lembra como se fosse hoje. Que o Brasil parou", começou Bruna, uma internauta do no Twitter.

"Assisti aos primeiros episódios da série documental da Daniella Perez. Difícil de assistir. É triste demais, revoltante. Faltam palavras. Eu não conhecia o caso, eu não era nem nascido. Enfim, a impunidade e injustiça desse país são revoltantes", reforçou Ângelo Miranda na mesma rede social 

Até a última quarta (27), a HBO Max havia lançado apenas dois capítulos da produção, que foi dirigida por Tatiana Issa e Guto Barra. O primeiro deles dava uma visão poética da vida de Daniella, abordando a atriz em seus momentos mais simples, dando voz aos sonhos que, na sequência, seriam interrompidos pelo horror exposto na segundo episódio. 

Daniella morreu com 18 facadas de punhal após uma emboscada de Guilherme de Pádua, seu então par romântico na novela De Corpo e Alma, que era escrita por Gloria. Ele e a mulher na época, Paula Thomaz, que também participou do crime, não foram ouvidos na série. 

Os depoimentos de Gloria, Raul Gazolla --na época marido de Daniella--, familiares e amigos deram o tom do horror que se viveu. "Assisti ao documentário da Daniella Perez e fiquei extremamente abalada vendo a dor profunda do Raul Gazolla ao perder o amor da sua vida tão cedo de uma forma super cruel", lamentou uma internauta identificada apenas como Clara no Twitter.

"Muito doido o sentimento que a série/documentário sobre o assassinato de Daniella Perez consegue gerar em quem assiste. Eu, que não era nascido quando o crime aconteceu e conhecia superficialmente o caso, estou aqui ensandecido e tomado pelo ódio. Que coisa maluca esse sentimento", reforçou Deleon na mesma rede social. 

Episódios finais

Os três episódios finais --a série conta com cinco capítulos ao todo-- abordaram principalmente a luta de Gloria para provar a culpa de Pádua no crime. Foi ela quem conseguiu uma mudança na Lei de Crimes Hediondos depois de recolher, entre 1993 e 1994, mais de um milhão de assinaturas. 

A escritora também convenceu os frentistas de um posto de gasolina a darem depoimento. Os homens tinham presenciado a agressão de Pádua a Daniella, que aconteceu momentos antes de ele decidir levá-la para um matagal e esfaqueá-la. 

Foi também Gloria quem descobriu o nome e o endereço do responsável por lavar o carro de Pádua após o assassinato. Ela passou quase um dia inteiro sentada no meio-fio, na frente da casa dele. 

"Quando a gente acha que não dá pra ser mais horrível e inacreditável os novos episódios do documentário da morte da Daniella Perez, eles vão lá e te dão mil socos no estômago", escreveu Tássia Dornelles no Twitter.

"Vendo os novos episódios sobre a Daniella Perez, e a história só piora", concordou Ale na mesma rede social, entregando que não sabia do caso por completo. "Me faltam palavras pra expressar a minha indignação/tristeza sobre esses novos episódios do caso", reforçou Alana.

Para completar, os episódios finais também abordam o fato de que, naquela época, tentou-se ligar Daniella a Pádua no sentido amoroso, como se os dois tivessem tido um caso nos bastidores e, por isso, a pena do ex-ator pudesse ser abrandada. A própria Paula Thomaz chega a negar a hipótese. 

As associações do crime também se voltam à possibilidade de um ritual, ao mesmo tempo em que Pádua passa a ter um comportamento psicótico na prisão. Ele escreveu um livro enquanto esteve preso, mas o material nunca foi publicado. 

Gloria revelou ainda que, após a morte da filha, ela passou a lidar com outro tipo de temor. "Surreal como muitas pessoas não se importam com a dor do outro. Mesmo depois de ter perdido a filha de forma brutal e estar vivendo os piores anos da vida, a Gloria ainda tinha que lutar pra que não roubassem os restos mortais da Daniella do túmulo", lamentou Srta Lycia, outra internauta.

Reação de famosos

Não à toa, até famosos mais jovens, como Marina Ruy Barbosa, demonstraram enxergar o caso de um modo diferente agora que o crime não está apenas no imaginário.

"Acabei de assistir aos primeiros episódios da série Daniela Perez. Muito louco como sempre sempre, sempre tentam colocar a culpa da mulher. Sociedade extremamente machista", lamentou. 

"Sim, nem depois de prenderem o culpado deixaram ela em paz, ficaram insinuando que ela dava em cima dele... Um horror!", concordou uma seguidora da atriz, identificada apenas como -A. 

"Exato. Aí pra amenizar: 'Ah, ela dava em cima'. Aham, senta lá. Nojo desse tipo de situação. A mulher não fazia nada, estava lá gravando novela, tendo que ter boa convivência com os colegas pra contracenar. E aí a mulher que é a bruxa, always [sempre]. Só por existir", respondeu Marina. 


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