Final de temporada

Despedida de protagonista e audiência fraca ameaçam o futuro de Arquivo X

Divulgação/Fox

Gillian Anderson na 11ª temporada de Arquivo X; atriz se cansou de viver a agente Dana Scully - Divulgação/Fox

Gillian Anderson na 11ª temporada de Arquivo X; atriz se cansou de viver a agente Dana Scully

JOÃO DA PAZ - Publicado em 21/03/2018, às 05h30

Arquivo X encerra nesta quarta (21) o seu 11º ano cercado de incógnitas: será mais um final de temporada ou o desfecho definitivo da série? A audiência em queda e a saída da atriz Gillian Anderson ameaçam a sobrevivência da cultuada ficção científica. A rede Fox se cala sobre o futuro do drama, mas os fãs já podem dar adeus à agente Scully.

Desde o primeiro episódio, exibido no distante ano de 1993, Gillian interpreta Dana Scully, a cética detetive do FBI. A atriz comentou em entrevistas ao site TV Line e à revista TV Guide que se cansou e não pretende continuar com a personagem.

Mas sua declaração mais forte ocorreu durante o seminário da TCA (Associação dos Críticos de Televisão dos Estados Unidos), realizado em janeiro deste ano:

"Eu não quero ficar presa a uma coisa só durante meses e meses. Eu quero me desafiar como atriz e é por isso que eu escolhi essa carreira. E é tempo de eu pendurar o chapéu de Dana Scully. Eu estou falando sério: Isso [a 11ª temporada] é o fim para mim."

Dito isso, haveria vida em Arquivo X sem Gillian? Para o criador da série, Chris Carter, sim. Inicialmente, ele afirmou categoricamente que o drama não poderia continuar sem a dupla de agentes Dana Scully e Fox Mulder (David Duchovny). Depois, Carter voltou atrás. Disse que Arquivo X ainda tem muita história para contar.

Carter pode até ter uma solução na manga caso Gillian mude de ideia e desista de aposentar Scully. Desde a terceira temporada, Arquivo X flerta com a imortalidade da agente; então, ele não deve matá-la. Fazer com que Scully desapareça neste final de temporada é uma solução para deixar os telespectadores na expectativa por novos episódios ou até servir como ponto-final para a jornada da personagem.

O fato é que, independentemente da ausência de Gillian, os executivos da Fox têm bons argumentos para acabar com a série. Em sua décima temporada, exibida em 2016 após 14 anos fora do ar, Arquivo X foi muito bem de audiência, com média de 9,5 milhões de telespectadores por episódio. A atual temporada, no entanto, perdeu 60% desse público. Na TV aberta, audiência é tudo.

E não faria muito sentido continuar a história sem a dupla original. As caraterísticas opostas de ambos equilibram a série: Scully é mais cética acerca dos eventos sobrenaturais e procura ser bem metódica, enquanto Mulder acredita na existência de extraterrestes e em teorias conspiratórias do governo. Carter terá de elaborar uma história muito convincente para vender ao público uma Arquivo X sem Scully.

Busca pelo filho
O último capítulo da 11ª temporada vai ao ar nesta quarta (21), na Fox, às 23h. A história dá seguimento a acontecimentos apresentados em outros quatro episódios das últimas duas temporadas e promete encerrar a busca de Scully e Mulder pelo seu filho, William, interpretado por Miles Robbins.

O jovem tem superpoderes, provavelmente decorrentes de experimentos feitos depois que Dana Scully o entregou para adoção. Na atual temporada, o vilão Canceroso (William B. Davis) alegou que engravidou a agente com um DNA alienígena para criar o primeiro super-humano. William tem várias habilidades especiais, e uma delas é se passar por outra pessoa.

Mulder acredita ser o pai biológico de William e, neste final de temporada, ao lado de Scully, ele vai atrás do filho. Pelo que já foi mostrado nas chamadas do episódio, em um determinado momento, o agente irá se deparar com Canceroso, que lhe apontará uma arma. Não poderia haver uma circunstância melhor para dar um sumiço em Scully no meio dessa confusão toda.

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Arquivo X

Arquivo X

Ficha técnica: Drama, Ficção Científica, EUA, 1993. Criação: Chris Carter. Elenco: David Duchovny, Gillian Anderson, Mitch Pileggi, William B. Davis, Robert Patrick, Annabeth Gish. Disponível na Fox e no Now.

Por que assistir: A série que revolucionou o gênero policial ao trocar o crime da semana pelo monstro da semana, nos anos 1990, continua interessante e viva até hoje. Seus episódios cheios de teorias de conspirações governamentais sempre deixam o telespectador em uma encruzilhada, se acredita ou não nos eventos sobrenaturais apresentados.

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