Segunda chance

Como a TV dos EUA trabalha para reviver Roseanne sem a comediante demitida

Imagens: Divulgação/ABC

Sara Gilbert em cena da décima temporada de Roseanne; atriz pode ser a protagonista de spinoff - Imagens: Divulgação/ABC

Sara Gilbert em cena da décima temporada de Roseanne; atriz pode ser a protagonista de spinoff

REDAÇÃO - Publicado em 19/06/2018, às 04h56

Líder de audiência nos Estados Unidos entre o público adulto, a série Roseanne tem tudo para ganhar uma sobrevida. A ABC não quer perder por nada sua galinha dos ovos de ouro, após se ver forçada a cancelá-la por causa de um tuíte racista da protagonista Roseanne Barr. Nos próximos dias, a emissora deve anunciar uma série derivada da comédia, sem o envolvimento da comediante demitida.

Há três semanas, os executivos da ABC tentam encontrar uma solução para salvar a série que causou um alvoroço neste ano e que seria sua principal atração na próxima temporada. De acordo a mídia especializada dos EUA, o maior entrave para tirar o novo projeto do papel está prestes a ser vencido.

Basicamente, a produtora Carsey-Werner quer comprar toda e qualquer participação que Roseanne tenha na série original, criada pelo produtor Matt Williams, mas baseada em uma personagem da humorista. Segundo o site da revista The Hollywood Reporter, ambas as partes chegaram a um acordo. Assim, Roseanne receberia uma boa quantia em dinheiro e cederia seus direitos.

Segundo o site Deadline, tanto a ABC quanto a produtora Carsey-Werner só topam fazer um spinoff de Roseanne se a comediante não participar de nenhuma forma do novo projeto, sem nenhum envolvimento criativo ou financeiro (lucro com reprises ou venda ao mercado internacional, por exemplo).

Nova série
O filhote de Roseanne tem dois formatos em potencial. O primeiro seria chamado de Darlene, com foco na personagem Darlene Conner (Sara Gilbert), herdeira da protagonista. A outra alternativa teria o nome de The Conners. Essa segunda opção manteria a estrutura da série original, sobre uma típica família de classe média.

Independentemente de qual caminho a ABC escolher para o spinoff, todos os atores principais de Roseanne têm presença assegurada exceto Roseanne Barr, é claro. E tudo conforme o contrato assinado anteriormente. John Goodman, Laurie Metcalf e Sara receberiam US$ 300 mil (R$ 1,1 milhão) por episódio.

O esforço da ABC faz sentido porque a rede voltou a ser relevante na TV americana. Na próxima termporada, ela teria com Roseanne um dos comerciais mais caros da TV. A série ficaria no mesmo patamar publicitário de This Is Us (NBC), Empire (Fox) e The Big Bang Theory (CBS).

A ABC crê piamente que vai se livrar de Roseanne Barr e que um filhote da comédia vai nascer. Quase um mês depois do cancelamento da produção, ainda não anunciou a substituta da série nas noites de terça (às 20h). Guardou o horário para o spinoff.

Os atores John Goodman e Roseanne Barr na décima tempora da comédia líder de audiência

Queda de uma estrela
A derrocada de Roseanne Barr teve início em 29 de maio. Ela foi ao Twitter comentar uma notícia e comparou uma conselheira do ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama a um macaco. "[Valerie Jarret] é um bebê nascido [de um cruzamento] da Irmandade Muçulmana com O Planeta dos Macacos [filme]". Valerie nasceu no Irã, mas seus pais são norte-americanos.

Poucas horas depois, a ABC se posicionou. "O tuíte de Roseanne é repugnante, detestável e inconsistente com nossos valores. E decidimos cancelar a série dela", disse a presidente de Entretenimento da rede, Channing Dungey, que é negra.

Daí para a frente, Roseanne viu sua fama escapar pelos dedos. A ex-queridinha da América, sucesso absoluto no final do século passado, foi demitida da agência de talento que a representava, todas as reprises da comédia saíram do ar e ela caiu em desgraça. As desculpas da humorista causaram pouco efeito positivo.

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