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NOVIDADE NA NETFLIX

Cheia de drama e tretas familiares, Alguém Tem Que Morrer é perfeita para noveleiros

Divulgação/Netflix

Alejandro Speitzer e Cecilia Suárez em cena de Alguém Tem Que Morrer (2020)

Alejandro Speitzer e Cecilia Suárez em Alguém Tem Que Morrer; minissérie é aposta certa para noveleiros

ANDRÉ ZULIANI

andre@noticiasdatv.com

Publicado em 20/10/2020 - 6h50

Segredos, romances proibidos, tretas familiares e preconceito: todos esses elementos estão em Alguém Tem Que Morrer (2020), nova minissérie espanhola que estreou na sexta-feira (16) na Netflix. Cheia de dramas e histórias paralelas, ela é a mais nova aposta do serviço para chamar a atenção dos noveleiros de plantão.

Assinada pelo mexicado Manolo Caro (A Casa das Flores), a produção traz um elenco recheado de rostos conhecidos de outras produções latinas do serviço de streaming --bem como as novelas de Manoel Carlos reuniam vários dos principais atores do alto escalão da Globo.

Entre os nomes, estão Ester Expósito (Elite), Alejandro Speitzer (Desejo Sombrio), Carlos Cuevas (Merlí), Cecilia Suárez (A Casa das Flores) e Ernesto Alterio (As Telefonistas), todos com participações relevantes em outras produções da Netflix. A cereja do bolo fica por conta de Carmen Maura, que apesar de estar em seu primeiro papel no serviço, já foi musa do aclamado cineasta Pedro Almodóvar (A Pele que Habito).

Na trama, situada nos anos 1950, o jovem Gabino (Speitzer) retorna para a sua cidade, na Espanha,  anos após ser enviado ao México por sua família para ser criado pelos avós. Ao chegar, ele apresenta Lázaro (Isaac Hernández), um amigo mexicano e dançarino de balé clássico.

Já nos primeiros instantes de Gabino na Espanha, Alguém Tem Que Morrer mostra que há muito mais por trás de sua ida para o México do que foi apresentado. A tensão misteriosa entre o jovem e sua avó, Amparo (Carmen Maura), a matriarca da família, deixa isso claro para o espectador.

Como a história é situada nos anos 1950, muito da repressão e do conservadorismo da época são retratados na narrativa, bem representada nas opiniões políticas e socias de Amparo e Gregorio (Alterio), filho da megera e pai do protagonista.

Nesta época, a Espanha vivia sob o regime ditatorial do general Francisco Franco (1892-1975), iniciado após a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Durante o seu governo, o ditador perseguiu, torturou e matou homossexuais, fatos que marcam o principal arco narrativo da minissérie. Gabino é gay, e sua amizade com Lázaro inicia rumores que trazem consequências terríveis para a família.

Além da homofobia presente na alta sociedade espanhola na época, Alguém Tem Que Morrer ainda abre espaço para romances proibidos, adultérios e jovens burgueses mimados: o puro suco de uma clássica novela das nove.

O ponto negativo da produção, no entanto, é o tempo de duração. Com três episódios de quase uma hora cada, o roteiro da minissérie parece não conseguir sustentar tantas tramas paralelas que completariam a principal.

Por acelerar a história, o texto de Caro pode acabar confundindo alguns assinantes da plataforma. São tantas movimentações que chega a ser difícil simpatizar com certas escolhas.

É ao chegar em seu ápice que, quando menos se espera, Alguém Tem Que Morrer decreta o final. Para o noveleiro que não está acostumado com possíveis segundas temporadas, isso pode ser frustrante. Caso tivesse mais dois episódios, a experiência de assistir à produção poderia ser mais completa.

Confira abaixo o trailer legendado:


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