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UMBRELLA ACADEMY

Após cancelar séries da Marvel, Netflix investe em heróis problemáticos

Fotos: Christos Kalohoridis/Netflix

Elenco principal de Umbrella Academy reunido em cena da primeira temporada: heróis com defeito - Fotos: Christos Kalohoridis/Netflix

Elenco principal de Umbrella Academy reunido em cena da primeira temporada: heróis com defeito

LUCIANO GUARALDO

Publicado em 14/2/2019 - 5h32

Apesar de ter cancelado Demolidor, Luke Cage e Punho de Ferro, a Netflix não vai desistir das séries de heróis. Nesta sexta (15), a plataforma lança The Umbrella Academy, atração sobre um grupo de superpoderosos que precisa impedir o apocalipse. Mas os maiores obstáculos são eles mesmos: problemáticos, os seis não conseguem trabalhar juntos.

[Atenção: a partir daqui o texto contém alguns spoilers]

Os protagonistas, no caso, têm uma história de origem complexa: em um dia de 1989, 43 bebês nascem em vários lugares do mundo, sem que suas mães sequer estivessem grávidas. Um bilionário excêntrico, Reginald Hargreeves (Colm Feore), tenta adotar o maior número de crianças possíveis, desconfiado de que elas são especiais por causa de suas gestações nada tradicionais. Ele consegue reunir sete delas e forma uma equipe de combate ao crime, a Umbrella Academy.

Extremamente rígido, o bilionário estimula a competição entre seus filhos e os chama não pelo nome, mas por números, de acordo com sua preferência e com as habilidades. O Número Um (Tom Hopper) é forte e ágil, enquanto a Número Sete (Ellen Page) apenas demonstra alguma habilidade no violino.

O clima de rivalidade culminou no fim da Umbrella Academy: o Número Cinco (Aidan Gallagher), capaz de se teletransportar para qualquer lugar do mundo, acabou se perdendo no tempo; o Número Seis morreu em uma das missões; frustrada, a Número Três (Emmy Raver-Lampman) desistiu de ser uma heroína e virou uma atriz de sucesso; já o Número Quatro (Robert Sheehan) se afundou nas drogas.

O único dos seis irmãos que continuou no combate à criminalidade é o Número Dois (David Castañeda), dono de uma mira exemplar e que está sempre interferindo no trabalho da polícia. Número Um, embora ainda acredite no potencial da Umbrella, está isolado na Lua, em uma missão de quatro anos ordenada pelo pai.

Os heróis de Umbrella Academy em versão adolescente: desde jovens em missões perigosas

Tudo muda com a misteriosa morte de Reginald, que força os irmãos a se reunirem, a contragoso, na mansão onde cresceram. O reencontro inclui até mesmo o Número Cinco, que volta do futuro com a sabedoria de um velho, mas ainda com o corpo do adolescente de 13 anos que era quando desapareceu. Ele retorna com a notícia de que o mundo vai acabar em menos de uma semana, e precisa impedir o apocalipse ao mesmo tempo em que todos investigam a morte do homem que os criou.

"Eles não conseguem viver uns com os outros, mas também não suportam ficar longe. Eles são irmãos, ou foram criados como tal, e isso traz uma série de problemas na convivência. Só que eles são mais fortes quando estão juntos, e vão aprender isso com o passar do tempo", explica Tom Hopper.

É sobre super-heróis, mas não é...
Com um excesso de atrações sobre super-heróis na TV atual, Umbrella Academy tenta se destacar dando mais ênfase ao lado humano de seus personagens e nos conflitos que eles têm uns com os outros, do que nos superpoderes ou nos embates com os vilões. "O aspecto dos super-heróis fica bem lá no fundo. Eu sempre digo que a série é sobre quem eles são como humanos", define Hopper.

Ótima notícia para a atriz Ellen Page, que já revelou não gostar de histórias em quadrinhos. Sem precisar se preocupar tanto com lutas ou com a exibição de superpoderes (até porque sua personagem é a mais comum dos irmãos), ela pôde se dedicar a entender o lado psicológico da Número Sete. "Ela foi isolada, rejeitada, então agora que é adulta ela sofre, não consegue ter relações saudáveis. É muito difícil encontrar personagens tão profundos em uma série de heróis", elogia.

The Umbrella Academy é uma adaptação dos quadrinhos de Gerard Way e do brasileiro Gabriel Bá, que atuam como coprodutores. "Geralmente, heróis só lutam contra os vilões, não importa muito quem eles são, ou o que os colocou naquela posição. Essa história é diferente, foi isso que me atraiu para desenhar a HQ e é isso que me atrai no programa de TV também", celebra Bá.

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