Preconceito exacerbado

'Crioulo, negão, macaco': As maiores atrocidades racistas das novelas

Renato Rocha Miranda/TV Globo

Em Duas Caras (2007), Evilásio (Lázaro Ramos) sofreu com o racismo de Barreto (Stênio Garcia) - Renato Rocha Miranda/TV Globo

Em Duas Caras (2007), Evilásio (Lázaro Ramos) sofreu com o racismo de Barreto (Stênio Garcia)

REDAÇÃO - Publicado em 02/04/2018, às 05h54

Crime inafiançável, o racismo sempre está na boca de personagens detestáveis das novelas. Em O Outro Lado do Paraíso, Nádia (Eliane Giardini) é um exemplo de preconceito totalmente sem filtro. Antes dela, outros personagens da TV já causaram muita humilhação e controvérsia com xingamentos pesados e discriminações em público.

No ano passado, uma cena de preconceito em Malhação  deu o que falar: a novela mostrou um policial militar com tratamento muito mais truculento e racista com um garoto negro do que com a namorada dele, descendente de japoneses. A polícia reclamou dessa representação realista.

Já em I Love Paraisópolis  (2015), a personagem Soraya (Letícia Spiller) tinha atitudes parecidas às de Nádia. Se sentia superior, não aceitava a ascensão social de Patrícia, sua psicóloga, e a tratava com desprezo. Ao praticar ato racista em um restaurante, ela foi presa em flagrante.

Relembre esses e outros casos de racismo exacerbado nas novelas:

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Sophie (Yara Charry) foi amparada por Iolanda (Christiane Torloni) após discriminação

Velho Chico (2016)
Afrânio (Antonio Fagundes) era um latifundiário arcaico, de valores extremamente conservadores em Velho Chico (2016). Ao saber que seu neto estava namorando uma garota francesa e negra, ele deixou bem claro sua contrariedade.

Quando Sophie (Yara Charry) se sentou à mesa de jantar para interagir com a família, Afrânio declarou: "Mas é uma negrinha! Precisava atravessar o Atlântico pra isso? Com o tanto que temos aqui". Mais tarde, ele comentou com seu genro: "Nessa casa, não passa da cozinha. Miguel (Gabriel Leone) não entende que somos a elite deste país. Eu não sou preconceituoso, mas esse país é racista".

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O jovem Anderson (Juan Paiva) foi enquadrado por um policial branco em Malhação

Malhação (2017)
Em maio do ano passado, uma cena de Malhação mostrou uma abordagem policial a Anderson (Juan Paiva) e Tina (Ana Hikari) numa blitz. O rapaz negro disse que era namorado dela, descendente de japoneses, mas os policiais não acreditaram e fizeram chacota. "Deixa ela, mano", disse Anderson. "Escuta aqui, não estou falando contigo, rapaz, e mano é gente da tua cor", afirmou o policial.

O oficial ainda falou que levaria o "negão" direto para a cadeia e perguntou ao pai de Tina se ele queria que a corporação desse "um jeito no garoto". A Polícia Militar publicou uma nota de repúdio à maneira como a Globo retratou a corporação.

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Sem limites para a maldade, Carminha usou a palavra "macaco" para se referir a negros

Avenida Brasil (2012)
Grande vilã da teledramaturgia nacional, Carminha (Adriana Esteves) também mostrou seu lado racista em Avenida Brasil. Ela vivia em pé de guerra com uma de suas inimigas, a cabeleireira Monalisa (Heloísa Perissé). Em uma das brigas, soltou a seguinte frase: "Vai para o Divino fazer chapinha em cabelo de macaco!". Divino era o bairro popular da novela, com vários personagens da classe C. Ninguém questionou a fala da megera.

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A preconceituosa Soraya (Leticia Spiller) foi presa por injúria racial em I Love Paraisópolis

I Love Paraisópolis (2015)
Vilã de I Love Paraisópolis, Soraya sempre teve comportamento prepotente e preconceituoso, principalmente em relação a sua própria psicóloga, Patrícia. Durante a novela, após ser desprezada por seus familiares, ela tentou uma aproximação com a profissional.

Em um restaurante, Soraya pagou a conta de Patrícia e seu namorado, que agradeceram. "Não seja rude, Patrícia. Todos me abandonam! Até você me abandonou", disse a megera. Patrícia respondeu que a relação entre elas era apenas profissional, e Soraya falou: "Tinha que ser preta!". A psicóloga chamou a polícia, e a vilã foi presa por injúria racial.

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Evilásio (Lázaro Ramos) e Júlia (Débora Falabella) tiveram romance não aceito pela família

Duas Caras (2007)
Duas Caras mostrou os conflitos do romance entre Evilásio (Lázaro Ramos), um rapaz negro da favela, e Júlia (Debora Falabella), moça da alta sociedade carioca. Os dois enfrentaram muito preconceito da família dela. Em uma das cenas, Evilásio provou um vinho sofisticado num jantar de família e fez comentários divertidos.

O pai dela (Stênio Garcia) não gostou de ver um negro tão à vontade em sua casa e esbravejou: "Que crioulo metido à besta! Peço desculpas aos meus convidados por estarem envolvidos com esse tipo de gente. Se é que isso é gente".

Quando Júlia mandou o pai pedir desculpas, ele falou: "Imagina eu, pedir desculpas a um tição". No final da trama, o casal venceu o preconceito e teve um filho.

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