ÚRSULA CORONA

Após superar tumor, ex-global revive drama de atriz morta em elevador

Reprodução/TV Globo

Úrsula Corona durante participação no Encontro com Fátima Bernardes: depois de susto, vida para a frente - Reprodução/TV Globo

Úrsula Corona durante participação no Encontro com Fátima Bernardes: depois de susto, vida para a frente

LUCIANO GUARALDO - Publicado em 02/04/2018, às 05h48

Em 2015, a atriz Úrsula Corona sofreu um baque ao ser diagnosticada com um tumor na cabeça. Curada e com uma filosofia mais positiva de vida, ela volta a encarar a morte de frente na série Segundo Take, do canal pago Arte 1. É que, na produção, que refaz cenas famosas de filmes nacionais, Úrsula interpretará uma personagem que foi de Anecy Rocha (1942-1977), morta de forma trágica ao cair em um fosso de elevador.

Úrsula, atualmente com 35 anos, prefere não relembrar o drama que viveu três anos atrás. "Vida para frente, não gosto de falar nem de pensar nisso", desconversa ela, que na época preferiu esconder a doença até dos próprios pais.

Agora, a atriz se comove com a tragédia de Anecy, irmã do cineasta Glauber Rocha (1939-1981). "Ela morreu muito jovem, enfrentou preconceitos. Sendo irmã de quem era, casada com o [diretor] Walter Lima Júnior, as cobranças e as desconfianças eram imensas. Mas ela se provou mesmo com uma carreira tão curta porque mostrava uma maturidade enorme na hora de interpretar", elogia.

Na série Segundo Take, ainda sem previsão de estreia, diretores contemporâneos recriam cenas icônicas do cinema brasileiro. Esmir Filho, por exemplo, dirige Renata Gaspar em uma reimaginação do documentário Santiago (2007), de João Moreira Salles. Já Úrsula estará na reencenação de A Lira do Delírio (1978), de Lima Júnior.

"É uma releitura, sem desrespeitar a obra original. Pelo contrário, é uma valorização desses trabalhos, e uma apresentação dos clássicos para a nova geração", adianta a atriz, que contracenará com Paulo Tiefenthaler e será dirigida por Lírio Ferreira.

Úrsula conta que já tinha assistido ao filme que recriará na TV há muito tempo, mas decidiu não revê-lo para não se influenciar pela atuação de Anecy Rocha.

"A proposta é desconstruir tudo, para depois reconstruir. Se eu tivesse assistido novamente, não ia conseguir me distanciar. O que eu fiz na preparação foi reler o roteiro completo. Mas estou entregue à visão que o Lírio tem", adianta.

Sucesso na terrinha
Depois de atuar em novelas como O Beijo do Vampiro (2002), Floribella (2005) e O Astro (2011), Úrsula se mudou para Portugal. Lá, participou de Sol de Inverno (2013) e Ouro Verde (2017). Morando na Europa, a atriz volta para o Brasil sempre que um projeto nacional chama a sua atenção _como aconteceu com Segundo Take.

"A distância entre lá e aqui é só uma noite de sono num avião, não é problema. Tudo na vida é uma questão de organização do tempo. Eu me planejo e consigo cuidar da família, do trabalho, da minha ONG. As pessoas reclamam muito que não tem tempo para isso ou aquilo, mas é besteira. Assim que eu terminar a série vou para Londres, depois gravo um filme em Portugal. Tempo todos têm, o que falta é disciplina."

Sucesso com os fãs lusitanos, Úrsula tem procurado oportunidades no Brasil. "Quero dar mais atenção ao meu país. Tenho muito interesse por séries, que é um mercado em crescimento. Acho legal estar experimentando coisas novas, o aprendizado é constante. Estou com 28 anos de carreira e ainda me sinto novata."

Assunto 'proibido'
No ano passado, a atriz lembrou ao Notícias da TV como encarou o diagnóstico de câncer de frente. "Fui em nove médicos diferentes. Sete me disseram que eu precisaria passar por uma cirurgia, fazer quimioterapia. Só a Cencita Cordeiro, do Inca [Instituto Nacional do Câncer], e a Mônica Gadelha, do Instituto Estadual do Cérebro, falaram que meu caso não era assim. E não foi mesmo."

Curada do tumor e depois de excluir a doença de seu vocabulário, Úrsula explica que os momentos ruins mudaram sua perspectiva de vida.

"Eu sempre tive uma visão positiva, nasci dando risada, tenho até foto disso. Mas é claro que houve uma potencialização depois do ocorrido. Acho que a gente tem dois caminhos na vida: o positivo e o negativo. Eu optei por encarar tudo de forma positiva", define.

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