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ESTREIA

Amor e ódio, vilã maluca e reviravoltas: 5 razões para assistir A Favorita no Globoplay

Divulgação/TV Globo

Patricia Pillar e Claudia Raia caracterizadas como Flora e Donatela, as protagonistas de A Favorita (2008)

Patricia Pillar e Claudia Raia caracterizadas como Flora e Donatela, as protagonistas de A Favorita (2008)

FERNANDA LOPES

Publicado em 25/5/2020 - 5h07

A novela A Favorita poderá ser acompanhada pelos telespectadores a partir desta segunda (25), no Globoplay. Ela inaugura o lançamento de um pacote de 50 folhetins antigos que estarão disponíveis na plataforma de streaming. A trama de João Emanuel Carneiro foi uma das produções da teledramaturgia nacional mais marcantes dos anos 2000, por ter sido inovadora, tido boas atuações e uma história cheia de revelações.

A novela é centrada em duas mulheres, Flora (Patricia Pillar) e Donatela (Claudia Raia). Muito próximas no passado, elas se desentenderam na juventude, e Flora passou anos na cadeia por um crime que supostamente cometeu. O grande diferencial é que, a princípio, o público não sabe qual das duas é a heroína, a mocinha, e qual é a vilã que está sempre mentindo.

Tanto Claudia Raia quanto Patricia Pillar se lembram com muito carinho e orgulho da novela e acham que será uma boa opção de entretenimento para os telespectadores durante a quarentena. "A Favorita é uma bela história, bem feita, bem dirigida, que mexe com o público. Acho que é uma grande provocação e acho que as pessoas querem ser provocadas", sugere Claudia.

Confira cinco razões para acompanhar A Favorita no Globoplay:

divulgação/Tv globo

Donatela e Flora tiveram uma relação muito próxima, que se transformou em ódio e rancor


Amor e ódio entre irmãs

Segundo Claudia e Patricia, A Favorita é uma grande história de amor. Mas não aquele romântico ao qual o público está acostumado: é uma história de amor entre duas irmãs, que foi se transformando em ódio e crueldade. Essa é, por si só, uma premissa mais original e curiosa do que a exibida em grande parte das novelas.

"Flora morava sozinha com seus pais e, de repente, teve que acolher uma menina vizinha pra ser sua irmã. Isso desembocou em ciúme, competição, desde a infância. São personagens muito humanos. A gente vê que a Flora é muito infeliz. Por mais que ela tenha se dado bem, é infeliz, ela não teve amor. Amava aquela irmã, mas se sentia inferiorizada", defende Patricia Pillar.

"Eu acho que a Donatela também era uma mocinha infeliz, perseguida. O grande amor da vida dela foi a Flora, que a decepcionou. Acho que é muito interessante ver essa história nesse momento, de total desamor. Quase que elas não sobrevivem sem o amor uma da outra, e aí atiram pra tudo quanto é lado, resolvem no ódio, na competição. Foi a grande relação da vidas delas", complementa Claudia Raia.

Relações humanas

A Favorita é uma novela de 2008, mas escapa da sina de muitas atrações que envelheceram mal, ou seja, cujos temas ou abordagens ficaram datados, em ressonância com a realidade atual. Ainda que parte do público já saiba como a história se desenvolve e termina, há muitos embates, revelações e cenas interessantes, com personagens mais "reais": nem 100% bons, nem 100% maus.

"A novela é sobre gente, seus ódios, suas carências. Tanto Flora quanto Donatela são muito falhas", observa Patricia. "O assunto da condição humana é atemporal, não sai de moda. Quem acompanha A Favorita leva um tapa na cara. São coisas que você reconhece na sua vida, coisas pelas quais já passou, já viu", opina Claudia.

Reviravolta

A Favorita inovou ao só revelar quem era a verdadeira mocinha e a vilã no capítulo 60. A partir daí, muitas reviravoltas acontecem nas vidas de Donatela e Flora até que os outros personagens descubram tudo sobre as duas --assim como o público.

Claro que o mistério não tem a mesma graça agora que os passados e motivações das personagens já são conhecidos. Mas as viradas da trama mantêm um certo grau de interesse, e as atrizes acreditam que os telespectadores poderão observar suas atuações com outro olhar.

"Eu tentei construir a personagem para que ela fosse verossímil nas duas possibilidades [de ser vilã ou mocinha] o tempo todo. Minha tentativa era que em cada cena ela pudesse fingir ou falar a verdade, pra não dar bandeira e, pra quando todo mundo soubesse, que conseguisse ver que tinha essa outra pessoa morando ali dentro", explica Patricia.

"Agora as pessoas podem perceber um pouco mais o trabalho da gente, de construção de tudo. Podem ver um outro lado da moeda", diz Claudia.

divulgação/tv globo

A vilã Flora divertiu a plateia ao cantar o clássico sertanejo Beijinho Doce na novela A Favorita


Vilã maluca

Após o capítulo 60, Flora revela toda sua maldade, seu rancor e sua vontade de acabar com a vida de Donatela. Apesar de muito cruel e de ter atitudes totalmente criminosas, a personagem também divertia o público. Na reta final da novela, por exemplo, a cena em que ela canta Beijinho Doce fez a canção das Irmãs Galvão cair na boca do povo novamente.

Patricia Pillar também se lembra, às gargalhadas, de uma cena em que Flora colocou todas as roupas de Donatela e foi até a cadeia em que a inimiga estava presa só para fazer pirraça. "Eu chegava dizendo que tinha roubado tudo dela; amante, filha, roupa, tudo... Virou uma alegria só, foi muito divertido. A novela era pesada, mas eu achava a Flora engraçada. Ela era tão perversa que tinha um absurdo naquilo, acho que ela se divertia", conta a atriz.

Boas atuações

A Favorita é uma oportunidade de ver vários atores consagrados da Globo em ótimos momentos de suas carreiras, como Murilo Benício, Mariana Ximenes, Glória Menezes e Ary Fontoura --este tem uma cena muito marcante em que cospe na cara de Claudia Raia, por exemplo.

Para as protagonistas, a novela foi uma chance que elas tiveram de se mostrarem em personagens diferentes do que faziam mais frequentemente. "Venho de papéis de comédia, faço mais do que drama. Um papel com esse peso da Donatela foi bem importante pra mim. Foi um dos grandes personagens da minha vida. Sou muito grata por ter tido essa oportunidade", resume Claudia.


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