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Netflix cresce abaixo do esperado pela primeira vez em 15 meses e cai na Bolsa

Divulgação/Netflix

Max Jenkins e Molly Parker em Perdidos no Espaço, única novidade de destaque da Netflix - Divulgação/Netflix

Max Jenkins e Molly Parker em Perdidos no Espaço, única novidade de destaque da Netflix

REDAÇÃO

Publicado em 17/7/2018 - 12h59

Pela primeira vez desde março do ano passado, a Netflix teve um crescimento abaixo do previsto: entre abril e junho, ganhou 5,2 milhões de assinantes, abaixo dos 6,2 novos clientes esperados para o trimestre. O desempenho fez as ações da plataforma de streaming caírem 12% na abertura da Bolsa de Nova York nesta terça-feira (17).

Em uma carta direcionada aos acionistas na segunda (16), a Netflix informa que o segundo trimestre de 2018 foi "forte, mas não excepcional" _o crescimento foi o mesmo registrado no mesmo período de 2017. No fim de junho, a empresa somava 130,4 milhões de assinantes no mundo todo, 57,3 milhões deles nos Estados Unidos.

A última vez que a previsão de crescimento da gigante de streaming não se concretizou foi no primeiro trimestre do ano passado. Mas, na ocasião, a expectativa era de ganhar 5,2 milhões de assinantes, e a companhia conseguiu adicionar 5 milhões. A meta bateu na trave, ao contrário do que ocorreu agora.

O desempenho deixou a desejar pois a empresa não lançou nenhuma série de grande sucesso nesses três meses. A carta da empresa aos acionistas destaca apenas um lançamento, Perdidos no Espaço, um remake da série de 1965.

De resto, só produções que ganharam novas temporadas, como 13 Reasons Why, Santa Clarita Diet, Jessica Jones, Luke Cage, Glow e a brasileira 3%.

Para amenizar a situação da empresa, a mensagem ressalta o ótimo resultado obtido pelas séries da Netflix nas indicações ao Emmy: a plataforma obteve 112 nomeações e, pela primeira vez em 18 anos, a HBO foi desbancada da liderança.

"As 112 indicações incluem cinco melhores séries ou minisséries e contemplam 40 produções diferentes. É um reconhecimento aos criadores fantásticos com que estamos trabalhando nas mais variadas formas de fazer TV", diz a carta.

Sem medo da concorrência
Na mensagem aos acionistas, a Netflix reconhece que terá concorrentes de peso no mercado de streaming. "A HBO e a Disney estão focadas em lançar serviços de entretenimento na internet. A Amazon e a Apple também estão investindo em conteúdo. Nunca existiu uma época melhor para ser um criador de conteúdo, ou para consumi-lo. Nós acreditamos que há espaço para todos serem atrativos", minimiza.

Apesar de noticiar um lucro de US$ 384 milhões (R$ 1,4 bilhão) em suas ações no trimestre, a Netflix tem gastado mais do que arrecada. Em três meses, a companhia esbanjou US$ 559 milhões (R$ 2,1 bilhões) a mais do que recebeu. E não faz planos de mudar: em 2018, o valor pode chegar a US$ 4 bilhões (mais de R$ 15 bilhões).

"Nós vemos o débito como a fonte mais eficaz de capital para a companhia. Obviamente, adoraríamos chegar naquele ponto em que conseguimos financiar nosso conteúdo por conta própria e organicamente, e já visualizamos um momento em que isso vai ocorrer. Mas, até lá, achamos que a nossa estratégia é a mais correta", declarou o diretor financeiro David Wells em conversa com acionistas.

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