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É GUERRA!

Disney quer Star+ como arrasa-quarteirão do streaming: 'Não temos concorrência'

DIVULGAÇÃO/PALMEIRAS

Felipe Melo com a camisa do Palmeiras, levantando o troféu da Libertadores 2020 no Maracanã, junto com outros jogadores do clube

Palmeiras, atual campeão da Libertadores, uma das atrações do Star+ para atrair assinantes

GABRIEL VAQUER, colunista

vaquer@noticiasdatv.com

Publicado em 30/8/2021 - 7h00

Com lançamento agendado para esta terça-feira (31), o Star+ já é a menina dos olhos da Disney antes mesmo de sua estreia. Apesar de contar com muitas produções próprias e o catálogo da Fox, o grande diferencial do serviço será o conteúdo esportivo da ESPN Brasil/Fox Sports. Executivos da empresa admitem que, com uma oferta ao público combinada com o Disney+, a plataforma tem um potencial grande para ser um arrasa-quarteirão dos streamings no Brasil.

"Eu vejo a concorrência falando que tem esporte também em suas plataformas e tal. Mas eles têm um evento, no máximo dois [no streaming]. A gente tem 'os' eventos. Quem tem esporte é o Star+", diz Carlos Maluf, chefe de Esportes da Disney Brasil, em entrevista exclusiva ao Notícias da TV.

De fato, a Disney tem motivos para exaltar isto. Por fim de semana, serão ao menos 70 jogos de futebol exibidos, sem contar os outros esportes. Só no US Open, um dos quatro maiores torneios de tênis do circuito, serão 22 sinais disponíveis.

"Vamos fazer uma Olimpíada por dia. E isso com futebol, rúgbi, ciclismo, tênis... Tudo ao mesmo tempo. Ou seja, vai ser um quebra-cabeça sempre. A gente vai ter que encaixar a programação nos dois lados, tanto na TV por assinatura [ESPN Brasil e Fox Sports] quanto no Star+, para ser relevante em ambos. É esse o nosso desafio. Mas o filé de tudo estará no Star+", conclui Maluf.

Nos últimos meses, a Disney comprou quase todos os torneios disponíveis no futebol europeu. Só de maio para cá, chegaram as ligas da Itália e da França, além da Uefa Conference League, da Copa da Itália, da Supercopa da Inglaterra e da renovação do contrato da Europa League. Após a fusão com o Fox Sports, que ocorreu em maio de 2020, a Disney virou a empresa que mais detém direitos de transmissão de eventos no mercado brasileiro, segundo levantamento do Notícias da TV --são mais de 60 contratos.

"A fusão deu muita musculatura, isso foi muito bom. Vieram direitos da Fox, juntou o pouco que tinha a ESPN, com Inglês e Espanhol como carros-chefes, chegamos a pegar o fim do Alemão em 2020/2021, chegou a Libertadores.... E nós fizemos uma equipe que hoje está indo muito bem, com altos índices de audiência", analisou Maluf.

Mas, segundo ele, as compras não ocorreram exclusivamente para bombar a chegada do Star+ ao Brasil. O que ajudou mesmo foi a falta de fôlego dos concorrentes para competir com o dinheiro do conglomerado.

"Não tem nenhuma relação o Star+ com a compra dos direitos. Nós vimos oportunidades de mercado, fomos negociando e vencendo BIDs. A gente notou que a concorrência não tinha tanto fôlego assim. O importante é que, com essa musculatura, com esses direitos, a gente vai poder entregar mais de 70 jogos ao vivo. Além dos jogos da TV em simulcast [exibição na TV e no streaming ao mesmo tempo], vamos produzir mais jogos em português para o Star+, e você vai ter ainda mais 60 sinais chegando", relatou.

Disney no futebol nacional?

Com clubes brasileiros na disputa, o Star+ só terá a Libertadores da América e a Copa do Nordeste como atrativo para quem gosta de futebol. A fome por torneios europeus pode virar uma vontade para os torneios daqui? Não se descarta uma discussão mais para frente. Mas não há nenhuma conversa ativa por enquanto.

"A gente escuta, a gente está no mercado. A gente não é protagonista, como você bem sabe, nesse mercado nacional. Nós temos a Libertadores, que não é bem nacional mas tem times brasileiros, e a Copa do Nordeste. Mas tem a Lei do Mandante aí. A gente não está louco correndo atrás, não somos protagonistas, como eu disse. Vamos seguindo com o que está, que é muito bom, mas não vamos virar as costas. Na hora certa, podemos conversar", avalia Maluf.

Sobre Libertadores, mesmo com uma ótima relação com a Conmebol, a Disney não quer cantar vitória antes da hora. "Nós vamos participar, como participamos de outros. Tem vários fatores que podem mudar o jogo, como a forma que eles vão empacotar. Confiante? Sempre. Se vai ganhar? Já perdemos Champions, já perdemos Bundesliga... Mas que a gente quer renovar, a gente quer", opina o executivo. 

Combo turbinado

Para fechar pacotes, a Disney vai lançar uma oferta conjunta de Disney+ e Star+ ao consumidor, chamado de Combo+. Quem quiser os dois streamings pagará uma quantia de R$ 45,90 por mês. Mesmo com tantas plataformas na praça, a Disney está confiante de que esse valor e o cardápio dos dois serviços vão chamar muito a atenção dos consumidores.

"A Disney neste momento tem uma oferta só, que é a oferta combinada. Agora, teremos o Disney+ e o Star+ com o esporte que atende toda a família. O grande diferencial é o esporte. Ele, realmente, é chave, mas nós temos muito conteúdo. Temos vários provedores como Lionsgate, Sony, NBC, entre outros, e entregamos uma oferta muito grande para o espectador", diz Cristiano Lima, chefe de Conteúdo da Disney Brasil.

"Claro, nós vemos o mercado, e existe realmente uma oferta grande de streaming. A gente aprende com a concorrência, a gente respeita muito a concorrência, mas sabemos que a Disney tem uma oferta combinada poderosa", conclui Lima.


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