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NOVA ESTRATÉGIA

Daniel e Leonardo voltam aos palcos, mas lucro dos shows já tem dono; entenda

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Montagem com Daniel e Leonardo sorridentes em ensaios fotográficos

Daniel e Leonardo em ensaios fotográficos; shows dos artistas foram comprados por investidores

ERICK MATHEUS NERY

erick@noticiasdatv.com

Publicado em 12/9/2021 - 6h40

Com a volta à normalidade ocasionada pelo avanço da vacinação contra a Covid-19, artistas como Daniel, Leonardo, Raça Negra e Roupa Nova já se preparam para retornarem aos palcos com grandes apresentações. Porém, os lucros não irão apenas para o bolso dos cantores e das suas equipes. Investidores também receberão uma parcela dessas quantias e já estão animados com essa nova oportunidade de negócio.

"De um lado, há pessoas que esperam ir a shows e terem suas vidas normalizadas. De outro, existe um anseio muito grande dos próprios artistas de voltarem a se apresentar. Estamos, portanto, em um momento estratégico, em que temos uma boa visibilidade de retomada desses eventos", defende Filipe Mattos, chefe de situações especiais da XP Asset, ao Notícias da TV.

Em parceria com a Opus Entretenimento, a gestora captou R$ 260 milhões em um fundo de investimentos em direitos creditórios, conhecido no mercado como FIDC. Este valor será usado para a compra dos shows de grandes artistas da música brasileira, que podem ser realizados de dois a cinco anos, conforme cada contrato.

Essa tese de investimento começou a ganhar força no mundo da música brasileira nos últimos meses. Por exemplo, Gusttavo Lima vendeu, por R$ 100 milhões, toda a sua agenda de shows de 2022 para o fundo For Even. A oferta da XP Asset animou tanto os investidores que conseguiu ser a maior operação no setor de entretenimento no país dos últimos dez anos.

"A recepção foi muito positiva, não só porque a análise macro faz muito sentido, mas também porque conseguimos trazer um produto com bom retorno, mas baixa correlação com o portfólio dos investidores.
É como se conseguíssemos trazer um produto com bom nível de rentabilidade", explica o executivo.

Do ponto de vista de tese, há diversos mitigantes de risco, também porque fizemos isso com um parceiro com vasta experiência no setor de entretenimento, a Opus. A oferta foi fechada, com R$ 260 milhões, por uma questão de pipeline [ciclo de vendas] e de que estamos em negociação com outros artistas. Se tivermos novas operações dentro de um período de quatro meses, teremos que fazer com os investidores que já aportaram no fundo, já que eles têm preferência. Depois de quatro meses, novidades podem ser abertas a outros investidores, em uma eventual nova oferta.

Porém, como se ganha dinheiro neste negócio? "Há duas modalidades: revenda de shows, com rentabilidade atrelada a um ganho dentro do preço. Basicamente: 'Comprei por R$ 100 e vendi por R$ 150'. A outra modalidade é a produção. Ou seja, vamos para bar, alimentação, bilheteria e patrocínio, e outras variáveis que envolvem a execução desses eventos. Nessa modalidade de produção, todo o lucro efetivo fica com o fundo", detalha Mattos.

Início de relacionamento

O profissional reforça que esta entrada no setor do entretenimento também pode representar o início de um relacionamento com os artistas para futuras oportunidades financeiras: "Para além de shows, há também o segmento de direito autoral ou de imagem. No fim do dia, essa operação é uma entrada em um segmento pouco explorado pelo mercado brasileiro, e que abre caminho para outras áreas correlatas".

"Nosso objetivo é apoiar os talentos brasileiros, ajudando-os com impulso de receita e projetando a música brasileira, inclusive no exterior, com a realização de turnês", complementa.

A tendência é que os negócios atrelados ao mundo do entretenimento, prejudicados pela pandemia, voltem com força. Segundo a 22ª Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia, realizada pela PwC Brasil, esta fatia do mercado deve crescer 4,7% até 2025, quando movimentará US$ 38 bilhões (R$ 197 bilhões).

"Esse momento é histórico para o segmento artístico nacional. Nós paralisamos nossas atividades presenciais durante a pandemia mas, ao mesmo tempo, dobramos nossa atuação digital com conteúdos próprios e aproveitamos para construir produtos inéditos para a volta aos palcos. A música tornou-se ainda mais forte no atual período e temos convicção do papel do entretenimento na vida dos brasileiros", pontua Matheus Possebon, vice-presidente da Opus Entretenimento.


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