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FLORESTA PRODUÇÕES

Consolidada em realities, produtora investe em mercado de novelas: 'Não sai de moda'

REPRODUÇÃO/MTV E REPRODUÇÃO/YOUTUBE

Montagem com Caíque Gama no De Férias Com o Ex e Maitê Proença na novela Dona Beija

Caíque Gama, no De Férias Com o Ex, e Maitê Proença na novela Dona Beija; produtora investe em novelas

ERICK MATHEUS NERY e GABRIEL VAQUER

erick@noticiasdatv.com

Publicado em 7/10/2021 - 7h00

De Férias Com o Ex, Top Chef, Soltos em Floripa e Shark Tank Brasil são algumas das atrações desenvolvidas pela Floresta, uma das principais produtoras de conteúdo do país. Com uma forte bagagem nos realities, a empresa decidiu se aventurar em um novo mercado, o das novelas. Dona Beija, remake da trama exibida pela Manchete em 1986, será a primeira produção neste gênero que, na visão da empresa, "nunca sai de moda".

"O brasileiro é um grande consumidor de novelas. Apesar de ele também gostar de filmes, séries e realities, esse é um formato que nunca sai de moda no país. Somado a isso, temos as plataformas de streaming se interessando em oferecer esse tipo de conteúdo. Dona Beija foi um grande sucesso na época, e acreditamos que tem tudo para voltar a cativar o interesse do público, com um roteiro inovador e mais tecnologia, o que com certeza assegurará mais qualidade para o telespectador", defende Adriana Silva, vice-presidente e diretora-geral da Floresta, em entrevista ao Notícias da TV.

A executiva explica que a entrada no universo das novelas já estava presente nos planos da empresa e que esta aposta foi amadurecida ao longo dos últimos anos, com produções de séries ficcionais como O Dono do Lar (Multishow) e Bugados (Gloob).

"Hoje temos uma atuação muito forte voltada para produtos de não-ficção. Agora, estamos reforçando nossa atuação também na ficção, e vamos desenvolver os mais diversos formatos. Há demanda, tanto por parte dos canais como dos consumidores. O digital mudou a forma como o mundo consome informação e conteúdo. Com o advento do streaming, o audiovisual também precisou se adaptar. Mesmo um formato popular como novela pode sim ser um produto premium, ter qualidade técnica, valor de produção, elenco. É isso que vamos fazer", adianta a profissional.

Dona Beija é um clássico que mantém uma narrativa moderna e contemporânea. É impressionante como questões sociais do século 19 ainda precisam ser debatidas hoje em dia. Nós adquirimos os direitos da obra da Manchete e vamos incorporar novos temas à história, contando ela de uma forma ainda não vista.

Onde a novela será transmitida? Será na Globo, com quem a produtora tem parceria no desenvolvimento das séries O Anjo de Hamburgo e Rio Connection? Pode ser na Record, onde é exibido o Top Chef? Ou, quem sabe, uma plataforma de streaming, como o Prime Video, que já trabalhou com a empresa no reality Soltos em Floripa?

No mercado, a aposta é que Dona Beija será a primeira novela brasileira da Netflix, tendo em vista que a gigante do streaming contratou Elisabetta Zenatti como chefe de conteúdo da plataforma no Brasil. A executiva foi a fundadora da Floresta e, em junho deste ano, vendeu suas ações para a Sony e deixou o comando da produtora.

Para a reportagem, Adriana assegura que o martelo não foi batido: "Nós ainda estamos conversando com diferentes players. Não há nenhuma definição neste momento. O dinamismo que nosso mercado vem passando fortalece as produções locais. Há uma demanda que precisa ser suprida e, quanto mais produtos de qualidade forem feitos, mais oportunidades serão geradas para todos. Além disso, nossa relação com todas as plataformas e canais vem de muitos anos, baseada em confiança e entregas de excelência".

Presença nos realities

A Fazenda e Power Couple Brasil, principais realities de confinamento da Record, também já foram produzidos pela Floresta em edições anteriores. Segundo a diretora, existe uma grande demanda e interesse do público por produções deste gênero.

"Temos um foco no desejo de quem está do outro lado da telinha. É verdade que já temos uma boa bagagem em produção de realities. Trabalhamos com alguns formatos já conhecidos, mas a adaptação para o Brasil requer alguns cuidados, uma vez que nossa cultura é diferente. As dinâmicas, interações entre os participantes, tendências, tudo isso é considerado e faz parte da inovação", pontua Adriana.

Adriana Silva, diretora da Floresta (Divulgação)

Na visão da profissional, com o avanço da guerra do streaming, o mercado seguirá um caminho no qual os canais e plataformas focarão nas estratégias, enquanto as produtoras ficarão com a produção do conteúdo. "Por isso é importante ter uma boa estrutura, de qualidade, para conseguir entregar produtos que serão levados para muitos outros mercados", afirma.

Juntamente com a Sony, a Floresta também mira o mercado internacional. As séries frutos da parceria com a Globo são gravadas em inglês justamente com este propósito. A estreia de O Anjo de Hamburgo está prevista para o fim do ano, no Globoplay.

"Nosso objetivo é expandir cada vez mais o alcance das nossas produções, impactando o maior número de pessoas possível com conteúdo de qualidade. Como fazemos parte da Sony, temos acesso a uma enorme variedade de recursos, inclusive distribuição internacional. Já conseguimos apresentar para eles algumas produções nacionais que chamaram a atenção no exterior. Desta forma, acreditamos que há cada vez mais uma grande oportunidade de levarmos conteúdos nacionais para fora", finaliza.


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