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CRÍTICA

Noite Passada em Soho: Anya Taylor-Joy brilha em suspense intrigante e irregular

Divulgação/Universal Pictures

Anya Taylor-Joy e Thomasin McKenzie em cena do filme Noite Passada em Soho

Anya Taylor-Joy e Thomasin McKenzie em Noite Passada em Soho; filme estreia nesta quinta (18)

ANDRÉ ZULIANI

andre@noticiasdatv.com

Publicado em 18/11/2021 - 6h20

Estrela de O Gambito da Rainha (2020), Anya Taylor-Joy brilha mais uma vez como a protagonista de Noite Passada em Soho (2021), filme que estreia nos cinemas nesta quinta-feira (18). Dirigido por Edgar Wright (Em Ritmo de Fuga), o longa entrega um suspense soturno e intrigante, mas se perde em sua irregularidade.

Na trama, a jovem Eloise Turner (Thomasin McKenzie) é uma jovem do interior da Inglaterra que conquista o sonho de entrar em conceituada faculdade de Moda em Londres. Ela recebe uma bolsa de estudos e se muda para o dormitório da instituição --sua primeira experiência sozinha na cidade grande.

Por ser considerada uma forasteira entre suas colegas de curso, Eloise sofre para se encaixar em sua nova realidade. Apesar de determinada, ela precisa lidar com o trauma da morte da mãe, que sofria de esquizofrenia e acabou tirando a própria vida.

Em busca de um lugar para chamar de seu, a jovem trabalha como garçonete em um pub para pagar o aluguel de um pequeno quarto no bairro do Soho, antigo ponto de encontro de jovens e boêmios que habitavam Londres nos anos 1960. O que parecia ser a sua salvação, no entanto, acaba levando Eloise a uma viagem sobrenatural e perigosa.

Durante os seus sonhos na antiga casa, Eloise tem visões da vida de Sandie (Anya Taylor-Joy), uma aspirante a cantora dos anos 1960 que também veio a Londres em busca de seus sonhos. Ambas alugaram o mesmo quarto no sobrado de Soho, e a jovem estilista começa a acompanhar passo a passo da jornada de Sandie rumo à glória.

DIVULGAÇÃO/UNIVERSAL PICTURES

Anya Taylor-Joy e Matt Smith

"Viciada" por suas viagens sobrenaturais, Eloise passa a se inspirar em Sandie para criar. Entusiasta de décadas passadas, a estilista chega a mudar de estilo e aparência para se tornar ainda mais parecida com a jovem de seus sonhos.

O que antes era a hora favorita de Eloise, no entanto, acaba se tornando um pesadelo. Ela acompanha o encontro de Sandie com Jack (Matt Smith), um homem galanteador que se apresenta como empresário, mas leva a cantora a uma derrocada cheia de desprezo e humilhações.

Como se ver a ascensão e queda de Sandie não fosse o bastante, Eloise passa a ser perseguida na vida real por fantasmas que habitam seus sonhos. Nestes momentos, Noite Passada em Soho abraça o seu lado mais sombrio e abandona seus elementos de thriller psicológico para focar no horror.

É na tentativa de manter o equilíbrio entre os gêneros que o longa de Wright se torna irregular. Como suspense, o filme intriga e tem seus melhores momentos. Enquanto terror, apesar das ótimas atuações de suas protagonistas, a produção não funciona, tornando-se capenga e um tanto maçante.

DIVULGAÇÃO/UNIVERSAL PICTURES

Thomasin McKenzie em Noite Passada em Soho

Assim como Em Ritmo de Fuga (2017), uma de suas obras mais aclamadas, Wright abusa do visual e da ótima trilha sonora para resgatar a atmosfera soturna e vibrante da Londres dos anos 1960. Todo o glamour da época está ali, mas não sem destacar os perigos que tornavam o Soho uma das áreas mais sombrias da capital.

Pode-se dizer que Noite Passada em Soho é uma carta de amor e ódio do diretor à Londres dos anos 1960. Em peça de divulgação do filme, Wright revelou que a tendência do publico em romantizar épocas passadas sem analisar a fundo como era a realidade de outrora o incentivou a criar a trama.

"Eu amo Londres e amo os anos 1960, mas com a cidade tenho uma relação de amor e ódio, porque ela pode ser brutal e bela na mesma medida. Está sempre mudando. Com tudo isso em mente, é fácil romantizar décadas anteriores, mesmo aquelas em que você não viveu. Talvez seja perdoável pensar que viajar no tempo seria incrível. Mas fica no ar essa dúvida incômoda: seria mesmo?", indagou o diretor.

Soho parece o interrogatório mais explícito de Wright sobre seus impulsos sentimentais e, simultaneamente, seu trabalho mais estilisticamente grandioso. Mas o centro dessa história também é a exploração violenta e lúgubre das mulheres.

Noite Passada em Soho não é apenas o filme mais sombrio de Wright, mas também seu trabalho mais esteticamente grandioso. Não fosse tão irregular, seria um resultado ainda mais satisfatório.

Assista ao trailer legendado do filme:


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