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ESTREIA NO TELECINE

Mulheres ao Poder exalta revolução feminista e 1ª negra campeã do Miss Mundo

FOTOS: REPRODUÇÃO/Pathé

Keira Knightley e Gugu Mbatha-Raw com expressões sérias em cena do filme Mulheres ao Poder (2020)

Keira Knightley e Gugu Mbatha-Raw em Mulheres ao Poder (2020), que estreia no Telecine hoje (8)

DÉBORA LIMA

debora@noticiasdatv.com

Publicado em 8/3/2021 - 6h55

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, o Telecine exibe com exclusividade o drama Mulheres ao Poder (2020) nesta segunda (8). Baseado em uma história real, o filme exalta a revolução promovida pelo Movimento de Libertação das Mulheres, que protestou no concurso Miss Mundo em 1970. Além disso, o longa narra a vitória de Jennifer Hosten (Gugu Mbatha-Raw), a primeira negra campeã do concurso de beleza.

Dirigida pela britânica Philippa Lowthorpe, a trama mostra a vida de Sally Alexandre (Keira Knightley), uma mulher divorciada e mãe de uma menina. Ela começa a história tentando uma vaga para estudar na faculdade de História.

Assim que entra na entrevista da instituição, suas características físicas é que são mais notadas pelos homens que a sabatinarão --eles, inclusive, chegam a dar notas para a beleza da candidata. Os responsáveis pela seleção ainda fazem de tudo para menosprezar os conhecimentos da jovem e apontam que ela não dará conta dos estudos por ter uma filha.

Mesmo desacreditada, a protagonista consegue entrar na universidade. No entanto, ela segue enfrentando o machismo durante o curso. É quase impossível não sentir uma pontada de revolta quando os colegas e o próprio orientador a impedem de dar sua opinião sobre os assuntos discutidos. Ou então quando a estudante é interrompida pelos homens no meio de sua fala --atitude nomeada como manterrupting nos dias de hoje.

É no ambiente acadêmico que Sally conhece a ativista Jo Ann Robinson (Jessie Buckley) e o Movimento de Libertação das Mulheres. Quando começa a se envolver com os grupos feministas, ela passa a extravasar as ideias revolucionárias que sempre teve e a lutar contra a opressão masculina.

As mulheres que foram presas após protesto

União feminina

A primeira reunião do movimento traz sentimentos contraditórios às mulheres que assistem ao filme. Primeiro, há identificação e sororidade com as personagens, que estão ali lutando pelos seus direitos nos anos 1970.

Porém, em seguida, é possível se entristecer ao perceber que as pautas levantadas por elas há 51 anos ainda são discutidas em pleno 2021. As estudantes exigem, por exemplo, o direito ao aborto legal, a equiparação salarial, controle sobre o próprio corpo e sobre o método de contracepção que utilizarão. Tais assuntos, infelizmente, continuam sendo vistos como tabu.

Para dar voz às suas reivindicações, as mulheres decidem fazer uma manifestação pacífica durante a 20ª edição do Miss Mundo para protestar a favor da melhora da condição feminina na Inglaterra e no mundo. Elas ainda fazem uma crítica ao patriarcado, ao padrão estético inalcançável promovido pelo concurso e à objetificação da mulher.

Com o grito de guerra "Não somos bonitas, não somos feias. Estamos com raiva", as feministas conseguem fazer barulho em frente ao Royal Albert Hall, atrapalhar a transmissão do evento e virar manchete nos principais veículos de imprensa.

As "arruaceiras" acabaram presas e processadas, mas entraram pra história e deram um passo importante para que a igualdade de gênero um dia se torne realidade.

Jennifer (Gugu Mbatha-Raw) ganha o concurso

Representatividade

A intervenção ao evento, no entanto, não foi a única surpresa da noite. A 20ª edição do Miss Mundo foi marcada também pela vitória de Jennifer Hosten, a primeira negra a ganhar o título. A Miss Granada superou o favoritismo da --branca e loira-- Miss Suécia Maj Christel Johansson (Clara Rosager) e levou a melhor.

Após o fim do concurso de beleza, há uma conversa sincera e importante entre Sally e Jennifer. A ativista tenta explicar para a modelo que sua raiva não é direcionada às candidatas a miss, mas sim à opressão da mulher sendo mostrada como entretenimento familiar.

A personagem de Gugu Mbatha-Raw, então, explica que a vitória dela representa muito mais do que a estudante imagina. Jennifer diz que pode servir como um exemplo para muitas meninas negras, que entenderão que não precisam ser brancas para conquistar os seus sonhos e ter um lugar no mundo.

O longa evidencia o poder da união entre as mulheres e ganha ainda mais força ao ser exibido no Dia Internacional da Mulher, quando podemos relembrar as conquistas políticas, sociais e econômicas femininas. A produção traz ainda mais sentido ao lema: Juntas somos mais fortes!

Com o selo Première Telecine, Mulheres ao Poder chega nesta segunda (8) com exclusividade no Telecine Premium, às 22h (horário de Brasília). O filme também está disponível no Telecine Play, streaming da rede. Greg Kinnear (Pequena Miss Sunshine), Loreece Harrison, Lesley Manville, Keeley Hawes, Rhys Ifans, Emma Corrin (The Crown) e Phyllis Logan (Downton Abbey) completam o elenco.

Em março, o Première dedica seus lançamentos ao Dia Internacional da Mulher e seleciona longas com direção e protagonismo feminino. Ainda estão na lista: Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre (2020), De Frente com Meu Ex (2019) e Banana Split (2019).

Assista ao trailer de Mulheres ao Poder:


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