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CRÍTICA

Mães Paralelas: Vale a pena assistir ao filme de Pedro Almodóvar da Netflix?

Divulgação/Netflix

Milena Smit e Penélope Cruz em cena de Mães Paralelas

Milena Smit e Penélope Cruz em cena de Mães Paralelas; filme já está disponível na Netflix

ANDRÉ ZULIANI

andre@noticiasdatv.com

Publicado em 19/2/2022 - 6h20

Indicado a dois prêmios no Oscar 2022, Mães Paralelas (2022) já está disponível no catálogo da Netflix e marca o primeiro filme do aclamado diretor Pedro Almodóvar (A Pele que Habito) distribuído oficialmente por um serviço de streaming.

O longa marca a sétima parceria nos cinemas entre o cineasta e Penélope Cruz, cujo trabalho em Mães Paralelas lhe rendeu uma indicação ao Oscar de melhor atriz neste ano --a quarta na carreira da atriz, que já levou uma estatueta para casa por seu trabalho em Vicky Cristina Barcelona (2008).

Na trama, Penélope vive Janis, fotógrafa bem sucedida perto dos 40 anos que acaba se envolvendo com Arturo (Israel Elejalde), um arqueólogo casado. Como resultado do affair, ela acaba engravidando e decide manter a filha para realizar o sonho de se tornar mãe.

Prestes a entrar em trabalho de parto, Janis conhece Ana (Milena Smit), adolescente grávida que se torna sua companheira, mas ainda não se acostumou com a ideia de ser mãe. As duas logo criam uma forte ligação e trocam contatos após a realização dos partos.

Crédito

Ana (Milena Smit) e Janis (Penélope Cruz)

Ana (Milena Smit) e Janis (Penélope Cruz)

Apesarem de terem se conhecido pela mesma ocasião, a realidade é completamente diferente para as duas. Janis decidiu manter o bebê mesmo contra o desejo de Arturo, que alimentou o adultério por um ano enquanto sua mulher lutava contra um câncer. No caso de Ana, sua filha é fruto de um estupro coletivo, e ela sofre com o descaso dos pais com a sua situação.

Entre surpresas e reviravoltas, os laços entre Janis e Ana se fortalecem. Por meio da ligação entre as duas, Mães Paralelas torna-se um conto de celebração da solidariedade feminina, mesmo com todos os desafios impostos pela maternidade.

O longa, no entanto, vai além de discutir as ligações e os sentimentos causados pela maternidade. Ele a usa como subtexto também para explorar o passado e fazer um discurso político sobre como a história do mundo se torna, de fato, a história de cada pessoa.

É desta forma que Janis se conecta com Arturo. O arqueólogo a ajuda a encontrar uma antiga fossa usada para enterrar corpos de avôs, avós, pais e mães que foram mortos durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939) sob ordem do ditador Francisco Franco (1892-1975).

No final, Mães Paralelas é um relato íntimo da força das mulheres mesmo quando são colocadas à prova contra suas vontades. Nas mãos de Almodóvar, elas tombam e se levantam, sempre mais intensas e determinadas do que nunca.

Assista ao trailer de Mães Paralelas:


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