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DRAMA

Cogitado no Oscar, Judas e o Messias Negro é relato doloroso do racismo nos EUA

Divulgação/HBO Max

Daniel Kaluuya (centro) em cena do filme Judas e o Messias Negro

Daniel Kaluuya (centro) em Judas e o Messias Negro; filme estreia nos cinemas nesta quinta-feira (25)

ANDRÉ ZULIANI

andre@noticiasdatv.com

Publicado em 25/2/2021 - 6h45

Um dos filmes atingidos pela decisão da Warner de lançar suas produções direto para o streaming nos Estados Unidos, Judas e o Messias Negro (2021) estreia nos cinemas do Brasil nesta quinta-feira (25) cercado de expectativas. Cogitado para receber indicações ao Oscar, o drama é um relato doloroso sobre como era o racismo institucional no país nos anos 1960.

Estrelado por Daniel Kaluuya, astro de Corra! (2017), o longa conta a história do ativista de direitos humanos Fred Hampton (1948-1969), ex-presidente do partido dos Panteras Negras de Chicago, e mostra sua força como representante do movimento negro após as mortes de referências como Martin Luther King Jr. (1929-1968) e Malcolm X (1925-1965).

Com apenas 21 anos, Hampton já era visto pelo FBI como uma ameaça ao país. Para impedir que sua influência ganhasse proporções maiores, o agente especial Roy Mitchell (Jesse Plemons) recruta Bill O'Neal (LaKeith Stanfield), um ladrão de carros --e também negro-- da cidade que é subornado pelo oficial para se infiltrar entre os Panteras Negras e conseguir informações.

A escolha do diretor Shaka King é dar espaço em tela para os atores contarem as histórias de seus protagonistas de forma separada. Ao mesmo tempo em que vemos Kaluuya como um líder entre os ativistas e rei da oratória, acompanhamos o drama de O'Neal e sua aparente aproximação do movimento negro enquanto serve como infiltrado (ou rato, como dizem os norte-americanos) para o agente Mitchell.

O relato é duro, e King não mede esforços para explanar a brutalidade da polícia para com os negros nos anos de Hampton. Todas as informações expostas no filme foram reveladas por O'Neill em documentário exibido na TV em 1989. Foi por ordem de J. Edgar Hoover (um perverso Martin Sheen), chefe supremo do FBI, que a perseguição por todo país teve início.

Para quem se questiona como era possível se submeterem a esse tipo se ordem, o roteiro coescrito por King coloca a explicação na boca do agente Mitchell. "Os Panteras e a Klux Klux Klan são a mesma coisa", diz ele, citando os supremacistas brancos responsáveis pela morte de milhões de negros.

Na visão das autoridades, o grupo de Hampton buscava a igualdade por meio da guerra e da desordem. Eram um perigo para o país e a representação de que o comunismo se aproximava cada vez mais de seus cidadãos. Do lado de O'Neal, ele tinha a consciência de que o presidente do partido não era nem de perto um terrorista.

Como o ativista, Kaluuya brilha ao se impor como um líder que cativa até mesmo grupos de rivais de Chicago --era seu sonho reunir vários movimentos em um só, a chamada Coalizão Arco-Íris, sem diferenças de cor ou nacionalidade. O ator faz jus ao nome de Messias no título e torna impossível não se identificar com suas palavras enquanto discursa para seus seguidores.

Mesmo que não seja selecionado para a lista do Oscar, Judas e o Messias Negro se iguala a obras recentes como Uma Noite em Miami (2021), Infiltrado na Klan (2019) e A Voz Suprema do Blues (2020), produções tão provocantes quanto didáticas ao expôr, mais uma vez, os horrores do racismo nos EUA e as consequências vistas até hoje em uma sociedade que ainda sofre com esse drama.

Confira abaixo o trailer legendado do filme:


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