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CRÍTICA

7 Prisioneiros: Rodrigo Santoro brilha em filme da Netflix sobre horror da escravidão

Divulgação/Netflix

Rodrigo Santoro e Christian Malheiros em cena de 7 Prisioneiros

Rodrigo Santoro e Christian Malheiros em cena de 7 Prisioneiros, novo filme nacional da Netflix

ANDRÉ ZULIANI

andre@noticiasdatv.com

Publicado em 11/11/2021 - 6h15

Uma das principais estreias de novembro da Netflix, 7 Prisioneiros (2021) é um dos melhores filmes nacionais originais da plataforma. Um dos únicos atores brasileiros com experiência em Hollywood, Rodrigo Santoro brilha em uma trama sobre os horrores da escravidão no Brasil do século 21.

Dirigido por Alexandre Moratto, 7 Prisioneiros conta a história de quatro jovens pobres do interior de São Paulo que aceitam uma proposta de trabalho na capital para tentar mudar a vida de suas famílias. Sem saber o que esperar, ele chegam à metrópole paulistana dominados por sonhos e ambições.

No centro do quarteto está Mateus (Christian Malheiros, de Sintonia), jovem de 18 anos que aceita a proposta para tirar sua mãe do trabalho na roça. Ele e os amigos são recebidos por Luca (Santoro), gerente de um ferro-velho que se apresenta como um chefe atencioso.

A missão dos jovens é retirar cobre de restos de itens metálicos e juntar os montes para fazer entregas pela cidade. Além de os jovens receberem cama e comida no local, suas famílias ganham uma boa quantia em dinheiro para que os meninos possam buscar uma vida nova em São Paulo.

DIVULGAÇÃO/NETFLIX

Rodrigo Santoro como o vilão Luca

Em poucas semanas, o que parece um sonho se torna pesadelo. Luca não cumpre o acordo feito com os garotos e jamais paga o salário acertado anteriormente. Para piorar, Mateus e os outros fazem jornadas longas e exaustivas de trabalho, com pouca comida e sem a possibilidade de tomar banho ou falar com suas famílias.

Para mostrar os horrores do trabalho escravo contemporâneo, 7 Prisioneiros é um filme que vai direto ao ponto. A escalada da esperança ao desastre é feita de forma ágil, sem dar qualquer respiro para a audiência ou para as vítimas. Dentro deste recorte, o desespero de Mateus e seus amigos é quase palpável e ficam nítidos os esforços para que eles não cedam à loucura.

Desde o começo, Mateus se destaca como o "macho alfa" do grupo. Depois de tentativas falhas de escapar, ele passa a jogar o jogo de Luca com o intuito de comprar a sua liberdade em poucos meses. Para isso, ele é obrigado a trabalhar junto com o vilão, mas começa a perceber que ele também é apenas a peça de um quebra-cabeça complexo e podre.

Conforme a cumplicidade entre Mateus e Luca aumenta, o protagonista começa a ganhar privilégios e a entender que a realidade é ainda mais cruel do que ele imaginava. Nas palavras do personagem de Santoro: "Fique feliz, garoto. É o seu trabalho que faz a cidade continuar de pé".

Em sua essência, 7 Prisioneiros abre um questionamento interessante. Dentro da realidade de Mateus, o que uma pessoa faria para sobreviver em uma realidade tão cruel? Quais são os limites impossíveis de se ultrapassar?

Mesmo com uma conclusão abrupta, o longa é competente ao causar o horror de ver que realidades como a de Mateus e Luca continuam existindo em um país conhecido por ter sido o último no Ocidente a abolir a escravidão. Infelizmente, ainda há muito o que evoluir no Brasil.

Assista abaixo ao trailer do filme:


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