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Sem dinheiro, Record, SBT e RedeTV! entram na disputa pelo Fox Sports

Reprodução/SBT/Record/RedeTV!

Silvio Santos (SBT), Edir Macedo (Record) e Marcelo de Carvalho (RedeTV!) em montagem fotográfica

Silvio Santos, Edir Macedo e Marcelo de Carvalho: SBT, Record e RedeTV! querem comprar Fox Sports

DANIEL CASTRO

dcastro@noticiasdatv.com

Publicado em 6/3/2020 - 5h24
Atualizado em 6/3/2020 - 18h15

Sócias na Simba, as descapitalizadas Record, SBT e RedeTV! entraram na disputa pela compra dos dois canais Fox Sports no Brasil. Além da joint venture das três emissoras, protagonista de uma ruidosa disputa de forças com as operadoras de TV paga em 2017, apresentou proposta pelos canais o grupo de mídia espanhol Mediapro. O banco brasileiro BTG Pactual representa um cliente no processo junto ao Cade (Conselho Administrativo de Direito Econômico).

As ofertas, cujos valores são mantidos em sigilo, serão analisadas a partir da semana que vem pelo Cade. Até o final do mês, o órgão regulador da competição empresarial deverá decidir se os Fox Sports serão vendidos para um dos três interessados ou se a Disney poderá incorporá-los à ESPN Brasil.

O drama sobre o futuro dos Fox Sports começou em julho de 2018, quando os acionistas do grupo 21st Century Fox aprovaram a venda de boa parte de suas propriedades para a Disney, em uma negociação global de R$ 71,3 bilhões.

A Fox se desfez de estúdios de cinema e TV nos Estados Unidos e seus canais em todos os demais países. Só preservou suas principais marcas (a rede aberta Fox, o canal de notícias Fox News e o esportivo Fox Sports) no mercado norte-americano.

No Brasil, o Cade aprovou a fusão em fevereiro do ano passado, mas determinou que a Disney vendesse os Fox Sports, por já deter os canais ESPN. No entendimento do tribunal administrativo, se a Disney mantivesse as duas marcas, aumentaria ainda mais a concentração no mercado de transmissões e direitos esportivos, e os Fox Sports desapareceriam, seriam incorporados pelos ESPN. Dona do SporTV e dos canais Premiere, a Globo foi proibida de tentar comprar os Fox Sports.

A ideia do Cade era manter a atual configuração da competição no setor, com três grandes forças: Sportv/Premiere, Fox Sports e ESPN. A Disney, no entanto, não aceitou nenhuma das ofertas que recebeu pelos canais.

Diante desse impasse, o Cade decidiu em novembro rever o processo de fusão. Enquanto não houver uma solução, a Disney não pode demitir profissionais dos Fox Sports nem vender a propriedade de seus ativos, como os direitos de transmissão da Libertadores, seu maior trunfo.

Nos últimos meses, o Cade enviou questionários a todas as empresas interessadas na fusão, como emissoras de TV, programadoras e operadoras de TV paga, pedindo sugestões para o problema. As últimas respostas chegaram nesta semana.

A Disney aposta em uma mudança de orientação do Cade, com a aprovação da fusão dos canais esportivos (Fox e ESPN). O anúncio de que o principal executivo dos Fox Sports, Eduardo Zebini, vai deixar a empresa no final do mês, reforçou essa percepção no mercado.

Mas, de acordo com profissionais que acompanham o assunto bem de perto, a tendência é o Cade manter a decisão de obrigar a Disney a vender os Fox Sports. Nessa hipótese, o órgão poderá impor à Disney a melhor proposta entre as apresentadas por Simba, Mediapro e BTG Pactual. Seria melhor do que ter de fechar os Fox Sports, como ocorreu no México.

Grupo espanhol é favorito a comprar canais

Especialista nesse mercado apostam no favoritismo da Mediapro. O conglomerado catalão, com mais de 7 mil funcionários em 58 sedes, gerencia direitos de exibição da Champions League, o principal campeonato interclubes do mundo, e da La Liga, a poderosa liga do futebol espanhol, entre outras grifes. Na Europa e Ásia, revende o Campeonato Brasileiro e a Libertadores. Tem estúdios e centros de produção em Espanha, Estados Unidos, Argentina, Colômbia, Canadá e Oriente Médio.

Já o BTG Pactual, que analisa a possibilidade de negócio para um cliente, nasceu em 1983 como uma corretora de ações no Rio de Janeiro. Hoje, é o quinto maior banco brasileiro. No ano passado, teve um lucro líquido de R$ 3,8 bilhões. Em dezembro, comprou do Grupo Abril a revista Exame, seu primeiro investimento em mídia.

Diante desses competidores, a Simba é de longe a com menor poder financeiro (o faturamento bruto das três redes é menor do que o lucro líquido do BTG Pactual). Para comprar os Fox Sports, dependeria de aportes financeiros de SBT, Record e RedeTV!, que vêm registrando lucros minguados nos últimos anos. Mas a Simba tem capital político, graças ao apoio de suas sócias ao governo de Jair Bolsonaro.


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