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DE CORPO E ALMA

Guilherme de Pádua tomou papel de Alexandre Frota em novela de Gloria Perez

REPRODUÇÃO/HBO MAX

Montagem com imagens de Guilherme de Pádua e Alexandre Frota, ambos no início dos anos 1990

Guilherme de Pádua e Alexandre Frota; ambos foram considerados para o mesmo papel na Globo

FERNANDA LOPES

fernanda@noticiasdatv.com

Publicado em 1/8/2022 - 6h30

Quando Guilherme de Pádua confessou ter assassinado Daniella Perez (1970-1992), sua colega de cena na novela De Corpo e Alma (1992), muita gente se perguntou e até questionou Gloria Perez sobre por que um criminoso como ele foi contratado pela Globo para um papel de tanto destaque. A verdade é que o personagem Bira foi escrito para ser interpretado por Alexandre Frota, mas Guilherme de Pádua acabou ficando com o papel por uma decisão tomada a toque de caixa por outro autor e um diretor da emissora.

Naquele ano, Alexandre Frota era um dos principais jovens galãs da TV brasileira. Ele estava no elenco da novela das sete Perigosas Peruas (1992), no papel de Jaú, um dos personagens do núcleo principal.

"Eu estava fazendo uma novela das sete, uma novela de muito sucesso. E o Roberto Talma [na época diretor-geral de De Corpo e Alma] me chama pra fazer o Bira. O [Carlos] Lombardi [autor de Perigosas Peruas] não me libera da novela das sete pra fazer a novela das oito", explicou Frota em depoimento à série documental Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez, da HBO Max. 

"A escolha dele [Pádua], a maneira como ele chegou na novela, é uma coisa assim que a gente tem que pensar em destino. Esse papel do Bira foi escrito pro Alexandre Frota", lamentou Gloria Perez na série.

Com Frota impossibilitado de aceitar o papel na novela das oito, Gloria e as equipes de direção e produção da Globo tiveram que encontrar outro profissional rapidamente. 

"Essa escalação foi um acaso. Inclusive foi uma coisa de última hora, que a gente correu atrás porque não tinha nem mais tempo", disse Vanessa Jardim, produtora de De Corpo e Alma. 

Gloria explicou que a escolha de Pádua não foi por algum talento ou trabalho especial dele que tivesse chamado a atenção, mas sim porque ele estava disponível no catálogo de atores registrados na Globo e tinha aparência que condizia com o que era esperado para o personagem. 

"Eu estava na sala do Roberto Talma quando ele escolheu esse rapaz. Como ele escolheu? Precisava preencher o papel, e ele mandou buscar na produção de elenco algumas fichas de rapazes na faixa dos 20 anos que correspondessem a determinado tipo físico. Ele não foi escolhido na rua. Ele era um ator cadastrado, quem deu carteira de ator pra ele foi o teatro", falou a autora.

Guilherme de Pádua já havia trabalhado em peças de teatro no Rio de Janeiro --numa delas, homens ficavam nus e com pênis eretos no palco. Na Globo, ele havia feito apenas uma participação na novela Mico Preto (1990).


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