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LONGA CARREIRA

De Tieta a viúva Porcina: Cinco curiosidades sobre Betty Faria, que completa 80 anos

DIVULGAÇÃO/TV GLOBO

Betty Faria em Tieta, seu papel mais marcante na TV, e como viúva Porcina na primeira versão de Roque Santeiro

Betty Faria em Tieta, seu papel mais marcante na TV, e como viúva Porcina na primeira versão de Roque Santeiro

FERNANDA LOPES

fernanda@noticiasdatv.com

Publicado em 8/5/2021 - 7h05

Betty Faria completa 80 anos neste sábado (8), e 56 deles ela passou trabalhando na TV. A atriz é uma das divas de sua geração e se consagrou em seus papéis na teledramaturgia, como nas novelas Pecado Capital (1975) e Tieta (1989). Mas nem todas as histórias de sua carreira são conhecidas do grande público.

Em 1975, ela chegou a interpretar a viúva Porcina na primeira versão de Roque Santeiro, que não foi exibida pela Globo por proibição da Censura Federal. Décadas depois, Betty confessou que odiava a personagem.

Sua protagonista de maior sucesso veio em 1989, com Tieta. A própria atriz foi quem teve a ideia de levar a história para a TV. Ela ganhou dinheiro até depois da novela, por vender produtos inspirados em Tieta.

Confira cinco curiosidades sobre Betty Faria e sua carreira na TV:

divulgação/tv globo

Betty Faria e Lima Duarte em Roque Santeiro

Quase viúva Porcina

A atriz já havia gravado capítulos de Roque Santeiro em 1975, no papel da famosa viúva Porcina, quando a novela foi barrada pela Censura Federal. Dez anos depois, a novela foi de fato produzida, com outro elenco, e a personagem acabou interpretada por Regina Duarte, em um de seus principais trabalhos na Globo.

Betty Faria, por sua vez, não tem pudores de dizer que detestava Porcina. "Eu vivi 30 capítulos, mas eu não gostava dela. Achava muito vigarista, muito ordinária", contou ela durante participação no É de Casa, em 2020.

"Eu odiava a viúva Porcina, achava ela de quinta, era uma pessoa detestável. Hoje estaria naquele grupo que fica lá na frente do palácio da Alvorada, de bandeira. Eu tinha implicância com ela", alfinetou a atriz, em relação aos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, em entrevista ao Conversa com Bial também no ano passado.

divulgação/tv globo

A atriz revelou que já sofreu assédio

Denúncia de assédio

Uma das maiores musas da TV brasileira dos anos 1970 e 1980, Betty Faria confessou que já vivenciou situações de assédio por seu trabalho. No entanto, ela falou sobre estes casos de cabeça erguida e deixou claro que é preciso que os homens aprendam a respeitar as mulheres.

"Não digo 'sofri' porque não sou vítima, mas passei por muito assédio e soube sobreviver a ele. Todas as mulheres bonitas e gostosas da minha geração passaram por assédio. Eu me saía bem. Há assédio desagradável, cafajeste, de todos os tipos. Aprendi alguns jogos de cintura. Com uns, me aborreci, com outros, tomei atitudes mais sérias. Os homens precisam nos respeitar mais, a sociedade precisa gostar mais das mulheres", disse ela em entrevista ao jornal O Globo em 2019.

divulgação/tv globo

Betty Faria fez muito sucesso em Tieta (1989)

Tieta by Betty Faria

A ideia de levar o livro Tieta do Agreste para a TV foi da própria Betty Faria, que comprou os direitos diretamente com Jorge Amado (1912-2001), com a ideia de transformar a história em minissérie. Mas José Bonifácio de Oliveira, o Boni, então superintendente da Globo, quis fazer da obra uma novela, com autoria de Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares.

No papel da protagonista Tieta, Betty Faria chamou a atenção pelo corpo sarado (ela passou a fazer musculação justamente para ficar delineada para o trabalho) e pelas roupas e maquiagens que usava. Tanto que lançou a grife Tieta by Betty Faria, com biquínis, óleos bronzeadores e batons, por exemplo, como os que ficaram populares com sua personagem.

divulgação/Tv Globo

Francisco Cuoco e Betty em Pecado Capital

Mocinha batalhadora

Betty Faria marcou a teledramaturgia ao interpretar Lucinha, a mocinha fora do padrão de Pecado Capital (1975). Diferentemente das protagonistas tradicionais vistas na grande maioria das novelas até então, que eram doces e sofridas, Lucinha era uma protagonista operária, batalhadora e de personalidade forte.

Mas a própria Betty Faria não queria ter interpretado a personagem. Segundo o site Teledramaturgia, ao ler a sinopse de Pecado Capital, Betty não se identificou com a personagem e achou que tinha mais a ver com Regina Duarte. O diretor Daniel Filho, então marido de Betty, foi quem a convenceu a aceitar o papel, que acabou se tornando um dos mais marcantes de sua carreira.

divulgação/TV Globo

A atriz em entrevista ao Conversa com Bial

Longe dos vícios

Betty Faria já falou abertamente sobre consumo de drogas lícitas e ilícitas em sua juventude. Hoje, no entanto, ela afirma que está longe dos vícios --não fuma maconha desde 2016, por exemplo.

"Sou uma velhinha saudável, careta, não me drogo, não bebo, nem um cigarrinho eu fumo. Estive na Europa e vi produtos medicinais, acho ótimo que a Anvisa esteja liberando o cannabidiol para fazer remédios, é um avanço. Como o nosso presidente gosta muito do Trump, podia imitá-lo nisso, né? (risos). Com minha idade, estou bonitinha, saudável, posso dizer que sou uma sobrevivente de tudo, de droga, sexo e rock and roll", comentou em entrevista ao jornal O Globo em 2019.


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