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Jurnee Smollett

Atriz de Aves de Rapina diz que sofre assédio em Hollywood desde os 12 anos

Divulgação/Warner Bros.

A atriz Jurnee Smollett como Canário Negro em Aves de Rapina (2020)

Jurnee Smollett em Aves de Rapina (2020); atriz diz sofrer assédio em Hollywood desde os 12 anos

REDAÇÃO

Publicado em 12/8/2020 - 22h20

Jurnee Smollett, intérprete da heroína Canário Negro  no filme Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa (2020), revelou em entrevista que sofreu assédio em Hollywood em quase todos os seus trabalhos desde os 12 anos. A atriz, ativa na indústria desde os três, diz ter sido abordada por produtores, atores e roteiristas.

A atriz, que está no elenco da série Lovecraft Country, que estreia neste domingo (16) na HBO, disse ao The Hollywood Reporter que a nova produção é uma das poucas na qual não foi abordada por alguém da equipe.

"Não sei se eu posso falar com segurança que trabalhei em alguma coisa além de Lovecraft que eu não tenha sido assediada sexualmente desde os meus 12 anos. Seja por assistente, diretor, ator ou produtor", afirmou.

Um dos primeiros trabalhos de Jurnee na indústria foi na série Cosby (1998-1999), estrelada pelo até então ícone da comédia americana Bill Cosby. Em 2018, o ator foi condenado pelo abuso sexual de dezenas de mulheres ao longa da carreira.

Em uma das situações relatadas à publicação, a atriz disse ter sido vítima de uma brincadeira feita por um companheiro de elenco antes de uma cena de sexo. "Ele disse que meus peitos iriam balançar com o vento. Isso não é legal", continuou. Sem entrar em detalhes, a nova Canário Negro da DC revelou já ter pedido para deixar um projeto após uma tentativa de abuso deixá-la muito mal.

Para assinar o contrato e participar de Lovecraft Country, Jurnee destacou ter deixado claro para a produção que qualquer tipo de assédio durante as filmagens seria inaceitável.

Para finalizar, a atriz destacou o momento atual das mulheres em Hollywood e disse que não se arrepende de nada do que fez para denunciar o problema da indústria. "Antes, nós mulheres precisávamos pedir para sentar na mesa. Agora nós contruímos nossa própria mesa".

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