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CHOROS E BRIGAS

De pandemia a bullying: Por que está todo mundo descompensado no BBB21?

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

A cantora Karol Conká com expressão de indignação dentro da casa do BBB21

Karol Conká no BBB21; cantora teve reações exacerbadas e discussões agressivas na casa

FERNANDA LOPES

fernanda@noticiasdatv.com

Publicado em 4/2/2021 - 7h10

O clima está tenso, a energia está pesada e os relacionamentos estão sempre entre faíscas no BBB21. Em pouco mais de uma semana de reality show, os participantes já se envolveram em inúmeras discussões, machucaram uns aos outros e ainda choram constantemente. A descompensação emocional pode ser consequência de diversos fatores, tanto externos quanto internos.

As dificuldades e percalços psicológicos que os brothers vêm enfrentando são o tema do 25º episódio do podcast O Brasil Tá Vendo. No programa, os repórteres do Notícias da TV recebem como convidado o médico psiquiatra Jairo Bouer, especialista em sexualidade e comportamento humano.

Segundo ele, antes mesmo da entrada dos participantes no programa, um fator já tornava a vida de todos muito mais difícil: a pandemia de Covid-19, com a qual convivemos desde março de 2020.

"Acho que a pandemia tem um peso grande para a saúde mental e os aspectos emocionais que estamos vendo nesse BBB21. Quem entrou já viveu quase um ano inteiro de confinamento, com todo o estresse que a gente viu neste ano. Saúde mental já era uma questão muito séria no Brasil, e o que a gente viu foi um aumento dessas questões [como ansiedade e depressão], em quem já tinha histórico e em quem não tinha. Sem dúvida a pandemia tem um efeito. Parte do que a gente está vendo tem a ver com este efeito", afirma.

Além das mudanças e preocupações trazidas pela pandemia, outra sensação comum a todos os confinados é a de pressão, tanto em relação ao medo do cancelamento quanto às necessidades de agradar ao público, competir com os concorrentes, formar grupos e estratégias e sobreviver no jogo.

Mas nem todos reagem da mesma maneira sob pressão. Enquanto alguns permanecem como "plantas" no jogo, outros têm respostas exacerbadas. Destacaram-se os casos de Lucas Penteado e Karol Conká.

"Em duas festas, Lucas teve quadros de descompensação. Ele fica mais agressivo, mais inadequado, passa a tomar algumas atitudes que incomodam, talvez ofendam e 'machuquem', do ponto de vista emocional, outros participantes. A bebida é um desinibidor de comportamentos, é um dado importante. E, se a gente olhar um pouco o discurso dele, ele conta muitas histórias de preconceito, discriminação, violência durante a vida dele", pontua Bouer.

"Essas questões todas eu trago não pra aliviar ou condenar, mas, ao longo da vida, quando a gente passa por sucessivas situações de bullying, violência, preconceito, exclusão, isso pode marcar o jeito com que a gente encara o mundo e a forma com que a gente reage a situações extremas. Talvez ele reaja de uma maneira um pouco mais agressiva ou instável ao que está acontecendo" complementa o médico.

Bullying: a vítima, o agressor e a plateia

Em resposta às atitudes de Lucas, Karol Conká também demonstrou uma reação intensa, mas de outra maneira. Em alguns momentos dentro do programa, ela assumiu o papel de bully, ou seja, a pessoa que pratica bullying contra seu alvo, de forma muito agressiva.

Segundo Jairo Bouer, há ainda um terceiro elemento nestas cenas: os demais brothers, que viraram plateia das agressões de Karol, sem questionarem os xingamentos dela.

"Será que o agressor não pratica a agressão exatamente porque sabe que vai ser visto? E, ao ser visto, ele se sente, de alguma forma, chancelado a fazer isso e está buscando alguma forma de liderança? Quando a gente vê a pessoa praticando bullying na escola, ela está buscando a chancela da plateia, e a plateia tende a assistir calada e muitas vezes até dar suporte, pra ter essa estrutura de poder e eventualmente de proteção dessa pessoa", reflete.

"Karol tem reações talvez desproporcionais aos comportamentos do Lucas. Os dois têm temperamentos fortes, a gente tem duas histórias de vida marcadas por situações de preconceitos, exclusões, que podem contribuir para reações inflamadas e têm uma mistura explosiva. As duas atitudes provocaram reações de desconforto, sofrimento, dor, isolamento. Talvez a gente consiga enquadrar numa perspectiva de pressão psicológica bastante importante", conclui dr. Jairo Bouer. 

Para ouvir mais explicações do profissional sobre o comportamento e a descompensação emocional dos participantes do BBB21, ouça o podcast O Brasil Tá Vendo:

Ouça "#25 - O que está acontecendo com o emocional dos brothers no BBB21? - com dr. Jairo Bouer" no Spreaker.


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