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Reprise do penta só dá menos ibope do que clássico e jogos do Corinthians

DIVULGAÇÃO/CBF

Ronaldo Fenômeno comemora gol na final da Copa do Mundo 2002, que o Brasil derrotou a Alemanha

Ronaldo Fenômeno comemora gol na final da Copa do Mundo 2002: Globo exibiu jogo do penta do Brasil

REDAÇÃO

Publicado em 13/4/2020 - 13h51

Depois de quase um mês sem futebol, a Globo encontrou uma saída para amenizar a crise de R$ 1 bilhão com os patrocinadores. No domingo (12), a reprise do jogo Brasil x Alemanha, na final da Copa do Mundo de 2002, marcou 20,8 pontos na Grande São Paulo. O resultado está acima da média do que partidas ao vivo de São Paulo e Palmeiras renderam à emissora no Campeonato Paulista deste ano --só não supera um clássico e partidas do Corinthians.

Antes da paralisação por conta do coronavírus, a Globo havia transmitido sete jogos do Paulistão na faixa das 16h do domingo, horário tradicional do futebol na TV aberta nos fins de semana.

O desempenho da partida do penta aumentou em 2 pontos, ou 11%, a média da faixa nos domingos de 5 de janeiro a 15 de março, o último antes da quarentena. O crescimento é o mesmo na comparação com os quatro domingos anteriores. 

No ranking, a reprise da Seleção foi mais vista do que os dois confrontos do São Paulo contra equipes do interior e deu mais ibope do que um dos jogos do Palmeiras. No entanto, ficou atrás de Palmeiras x São Paulo (21,4 pontos), Corinthians x Inter de Limeira (22,7), Corinthians x Ituano (21,7) e Red Bull Bragantino x Palmeiras (20,9).

No Rio de Janeiro, a reprise de Brasil x Alemanha marcou 19 pontos, o que representa um aumento de 2 pontos, ou 12% a mais, na média da faixa nos domingos de 5 de janeiro a 15 de março -- é o mesmo crescimento na comparação com os quatro anteriores.

Com o resultado positivo, a Globo já confirmou que passará uma nova reprise de jogo da Seleção Brasileira no próximo domingo. A partida, que foi escolhida por telespectadores em votação no site da emissora, é a vitória do Brasil sobre a Argentina na final da Copa das Confederações de 2005.

Resposta para anunciantes

A reprise foi uma saída encontrada para contornar a pressão de patrocinadores. Diante da falta de jogos inéditos, alguns anunciantes pediram a revisão de seus contratos. Com Futebol e Fórmula 1, a Globo faturou R$ 2,337 bilhões e recebeu antecipadamente dos patrocinadores, somente no ano passado, a quantia de R$ 1,045 bilhão, de acordo com balanço contábil.

Conforme o Notícias da TV antecipou em março, a emissora adotou um discurso de cautela diante do impasse, já que não considera a hipótese de devolver dinheiro a clientes. Aos anunciantes, seus executivos disseram que esperam retomar as transmissões esportivas ao vivo em maio, o que permitiria entregar quase todos os 85 jogos que prometeu no plano comercial do Futebol 2020.

Seria o melhor dos mundos. O problema é que há previsões bem mais pessimistas sobre a duração da pandemia.

Em que pese a política da Globo de não deixar patrocinador na mão, é inevitável o impacto do coronavírus em seu faturamento de quase R$ 10 bilhões anuais nos últimos exercícios fiscais. Em 2020, quase R$ 3 bilhões dessas receitas estão ameaçados. Nessa quantia, estão somadas as cotas de Futebol 2020 (R$ 1,842 bilhão), Fórmula 1 (495 milhões) e Olimpíada (R$ 581milhões).

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