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DIA DA SÍNDROME DE DOWN

Mãe de Mel de Um Lugar ao Sol vê inclusão tímida na TV: 'Precisa de muitos anos'

DIVULGAÇÃO/DÉCIO FIGUEIREDO

Samanta Quadrado está ao lado da mãe Denise Pacifico Quadrado

Denise Pacifico Quadrado é mãe de Samanta Quadrado, a Mel de Um Lugar ao Sol, novela das nove

LUANA BENEDITO

luanab@noticiasdatv.com

Publicado em 21/3/2022 - 6h30

Mãe de Samanta Quadrado, a Mel de Um Lugar ao Sol, a dona de casa Denise Pacifico Quadrado vê a inclusão na TV de pessoas com deficiência ainda de forma tímida, apesar de reconhecer os avanços a passos lentos das últimas décadas. "Precisa de muito anos", opina a também escritora, de 57 anos, no Dia Internacional da Síndrome de Down.

"Vejo que estamos caminhando muito bem na luta de conscientização e aceitação daqueles que são 'diferentes'... Todas essas campanhas e falas de aceitação são bastante recentes, acredito que ainda serão preciso muitos anos para que verdadeiramente isso seja transformado. Terão que nascer novas gerações, mas o caminho foi aberto, e não tem volta", diz mãe da atriz da novela das nove da Globo ao Notícias da TV.

Denise foi mãe de Samanta, hoje com 34, aos 23 anos. Quatro anos depois, teve Victor Hugo, 30, que, além da mesma deficiência da irmã, nasceu com complicações neurológicas por causa da má formação fetal. Por conta disso, a dona de casa decidiu se dedicar exclusivamente ao cuidado dos filhos.

A escritora vê Helena (Claudia Mauro) como pessoa estressada em relação à filha Mel. "Isso acaba dificultando muito todas as situações, em muitos momentos devemos parar, respirar, refletir, ponderar, analisar, avaliar e tentar buscar a melhor resposta", observa. 

"Às vezes, conseguimos solucionar com simples palavras, muitas vezes, tudo deve ser repetido, informado novamente e redirecionado para as pessoas que têm a síndrome de Down", acrescenta. 

Com os filhos já crescidos, ela vai publicar seu primeiro livro, Down ao Quadrado (Life Editora) sobre as descobertas e desafios da maternidade de ter dois filhos deficientes: "Meu objetivo principal é que possa atingir famílias com crianças que tenham a síndrome de Down, ou alguma outra alteração, apenas isso, levar afeto, carinho, apoio, esperança e uma palavra de confiança no futuro que terão adiante." 

A escritora lembra que há mais de 30 anos mães e pais não tinham os mesmos acessos da atualidade sobre a condição genética. "As mamães agora podem acessar a exames bem complexos e muito precisos. Quer dizer, aquelas que vão em busca de uma gravidez mais tardia ou que saibam de antemão que precisam fazer uma checagem por conta de alguma alteração familiar", diz ela, que descobriu a mutação genética após o nascimento da primeira filha.  

"Até o nascimento de minha filha não sabia o que era um médico geneticista, foi ele quem depois, nos orientou sobre todo o histórico familiar de alteração de cromossomo. Só soube que a Samanta tinha a síndrome de Down no momento do nascimento, para meu outro filho fiquei sabendo através de um exame chamado vilo corial, era o que tínhamos de mais moderno na época", recorda a autora. 

Assim como os avanços na medicina, Denise também vê mudanças sociais. "Todos os setores da sociedade têm se esforçado muito em tentar seguir isso que parece 'muito novo' a todos. Acho que todos precisaremos de mais paciência. Difícil alterar em tão pouco tempo uma história que vem se passando a séculos. A TV também está tentando fazer sua parte. Não temos muita inclusão, mas já está muito diferente do que era há trinta anos atrás. Isso é maravilhoso. Estamos indo na direção certa."

Dia Internacional da Síndrome de Down

Criado em 2006, o Dia Internacional da Síndrome de Down é comemorado no dia 21 de março (21/3) porque faz alusão à triplicação (trissomia) do cromossomo 21 que causa a condição genética. A data tem como missão divulgar informações para promover a inclusão na sociedade. 

"Acho uma ótima oportunidade para que todos possam abrir os pensamentos por um minuto nessa data e procurar captar um pouco sobre as informações que acabam sendo amplamente divulgadas nesse dia específico", aconselha Denise. 

Um Lugar ao Sol é uma novela escrita por Lícia Manzo. Por conta do novo surto da Covid-19, o folhetim ganhou mais duas semanas no ar e será esticado até 25 de março, com reprise do capítulo no dia 26. A trama será substituída pelo remake de Pantanal em 28 de março.

Confira os resumos dos capítulos da novela das nove que o Notícias da TV publica diariamente.


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