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DOENÇA DE MÉNIÈRE

Inchaço no rosto do Padre Fábio de Melo é perigoso? Médico explica doença

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Padre Fábio de Melo antes (à esquerda) e depois (à direita) do uso de corticoides

Padre Fábio de Melo antes e depois do uso de corticoides: religioso controla doença de Ménière

IVES FERRO

ives@noticiasdatv.com

Publicado em 14/6/2022 - 6h20

Padre Fábio de Melo surgiu com o rosto inchado durante uma apresentação no Altas Horas, na Globo, e revelou que o problema é efeito colateral dos medicamentos que toma para controlar a doença de Ménière. A patologia, que não tem cura, afeta diretamente os ouvidos e deve ser tratada o quanto antes, já que sua evolução pode causar perda auditiva.

O neurologista Saulo Nader explica ao Notícias da TV que a tríade de sintomas dessa doença são os "zumbidos" crônicos, crises de vertigem com fenômenos auditivos e perda parcial ou total da audição. O problema tem origem no labirinto, região da orelha ligada a audição, noção de equilíbrio e percepção de posição do corpo.

"O labirinto capta os movimentos do corpo, ou seja, se o indivíduo está caminhando, subindo degraus, sentando-se numa poltrona, entre outros atos, ele capta tudo e leva para o cérebro. Dentro dele, há um líquido chamado endolinfa, que é produzido de forma harmônica sempre em estabilidade. Em alguns indivíduos, pode ocorrer um distúrbio, havendo uma produção excessiva desse líquido e pressionando o labirinto, causando a doença ou síndrome de Méniére", conta o especialista.

Com a produção excessiva desse líquido, o labirinto começa a sofrer com pressão alta e causa o inchaço, o que gera um vazamento pelos orifícios. Isso ocasiona crises de inflamação, com vertigens que podem durar de 20 a 30 minutos ou até horas e dias com desequilíbrios, náuseas, vômitos, e a diminuição da escuta, como é o caso do padre.

Quais os tratamentos?

Existe outro caso de portador de anticorpos anormais que afeta o labirinto, conhecido como doença autoimune da orelha interna. Para esse tipo específico, o melhor tratamento indicado é com o uso de corticoides –método utilizado por Fábio de Melo. O uso prolongado dessa medicação causa inchaço na área das maçãs do rosto.

"Outros medicamentos mais antigos para o tratamento da doença de Méniére provocam ganho de peso e retenção líquida, sedação e, em casos mais graves, depressão. O uso dos medicamentos cinarizina e flunarizina não são mais habituais, principalmente por terem outras opções como a betaistina, hidroclorotiazida, entre outros, que são bem mais seguros e com menos chances de efeitos colaterais", aponta o neurologista.

A descoberta da doença em sua fase inicial, mesmo sendo crônica, pode ser tratada de forma adequada e auxilia o paciente a conviver com mais qualidade de vida, mesmo com os riscos de perda da audição. Qualquer pausa na medicação faz com que os sintomas retornem de forma agressiva. É um grande desafio que pode implicar até no uso do aparelho auditivo.


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