JAIME MAUSSAN

Ridicularizado, ufólogo mexicano tenta se provar com múmias alienígenas na TV

Reprodução/History

Vestido com camisa azul e um colete de fotógrafo, Jaime Maussan observa raio-x de supostas múmias

O jornalista e ufólogo mexicano Jaime Maussan observa raio-x das supostas múmias alienígenas

LUCIANO GUARALDO - Publicado em 11/07/2020, às 07h10

Há vida inteligente fora da Terra? O jornalista e ufólogo mexicano Jaime Maussan está disposto a provar não apenas que ela existe, como se infiltrou no planeta. Há mais de três anos, ele investiga as múmias de Nazca, tema do especial que o History exibe neste sábado (11). Ridicularizado por alguns colegas, que o acusam inclusive de forjar evidências, Maussan tenta provar a veracidade de suas pesquisas na TV.

Em 2017, uma equipe teria encontrado no Peru, mais especificamente entre Nazca e Palpa, nove corpos mumificados com aparência nada humana. Eles tinham três dedos nas mãos e nos pés, além de um crânio mais largo do que o de homens. Jaime Maussan começou a pesquisar a descoberta com a ajuda de estudiosos de Rússia, México, Estados Unidos, Canadá e do próprio Peru.

"O DNA deles, especialmente das [múmias] menores, não é parecido com o de nenhuma espécie da Terra. Compararam com cerca de 1 milhão de espécies e não acharam nada similar. E, de acordo com testes de carbono-14, os corpos têm cerca de 1.700 anos", revela Maussan ao Notícias da TV. "Não tenho dúvida de que estamos diante da maior descoberta do século!"

Os críticos do ufólogo, porém, não estão tão certos disso. Como as supostas múmias são brancas demais, acusam até que elas sejam feitas de gesso. Já Rodolfo Salas-Gismondi, do departamento de Paleontologia de Vertebrados do Museu de História Natural de Lima, alega que os "corpos alienígenas" foram montados com partes de diferentes humanos, em uma espécie de quebra-cabeça sinistro.

Como Nazca já chama a atenção de quem acredita em vida extraterrestre por causa de suas famosas linhas que formam desenhos vistos apenas do céu --e que já foram considerados uma "pista de pouso para aliens"--, a região seria o cenário ideal para forjar um registro de ETs no planeta.

Jaima Maussan não se abala com os críticos. "Esses antropólogos do Peru me acusam de ter modificado [as múmias] sem nenhuma investigação. Tudo o que disseram sobre mim há três anos não foi analisado até agora. Se Galileu Galilei, Nicolau Copérnico e outros revolucionários da história tivessem parado para ouvir os críticos, nunca fariam nada. Tem que persistir quando acredita algo sem se importar com o que vão dizer sobre você", minimiza o jornalista.

"Nós temos o apoio de instituições prestigiadas do Canadá. Nós apresentamos as tomografias, os testemunhos de muitos especialistas diferentes, da Rússia, do México, do Peru, dos Estados Unidos. E meus críticos não têm nada disso. Eles não apresentaram até agora uma única evidência para provar que esses corpos não são reais. Não preciso lidar com as críticas porque já estou acostumada com elas."

"Nós convidamos qualquer universidade ou instituição do mundo para olhar esse caso e fazer a própria pesquisa, porque as críticas vieram de pessoas que não fizeram nada além de criticar. O que eu sei é que estamos abertos para compartilhar todos os recursos que temos, podemos oferecer isso pro mundo. Quem quiser olhar, está tudo aí para ser visto", finaliza Maussan, elevando o tom.

Em formato de documentário, o especial As Múmias de Nazca vai ao ar neste sábado (11), a partir das 23h, no canal History. É um bom passatempo tanto para quem acredita em vida inteligente para fora do planeta quanto para quem deseja se juntar ao bonde dos críticos de Jaime Maussan.

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