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MÁQUINA DE VENDAS

Rei do merchan no esporte, Milton Neves explica como a Globo o consagrou

KELLY FUZARO/BAND

Milton Neves sorri em foto tirada no programa Show do Esporte, da Band, em 2018

Especialista em propaganda, Milton Neves está feliz com os merchandisings feitos por jornalistas da Globo

VINÍCIUS ANDRADE

Publicado em 20/12/2019 - 5h15
Atualizado em 20/12/2019 - 5h16

Ele vende água, remédio, TV por assinatura, ferramentas, cursos, tratamento dental e mais uma infinidade de produtos nos seus programas de TV e de rádio. Aos 68 anos, Milton Neves é o rei do merchandising no esporte. O apresentador da Band comemora as ações publicitárias realizadas pelos principais nomes do jornalismo esportivo da Globo neste ano e acredita que essa foi a sua consagração contra todos aqueles que o criticaram por misturar informação com vendas.

"Quem não 'milta', se trumbica" é a frase que o comunicador repete em diferentes momentos da entrevista ao Notícias da TV, como um bordão. No dicionário próprio de Milton Neves, "miltar" significa fazer propaganda.

"Eu estou feliz, quero cumprimentar a Globo. Os ordinários ficam condenando merchandising e agindo contra os veículos de comunicação. A Globo me consagrou. Eu nunca trabalhei lá, mas a Globo me consagrou. Eles 'miltaram', estou muito orgulhoso", exalta o apresentador.

Neste ano, a Globo liberou seus profissionais do departamento de Esporte para práticas publicitárias, com ações de merchandising durante programas e transmissões esportivas.

Galvão Bueno, Luis Roberto, Cleber Machado, Walter Casagrande, Roger Flores, Caio Ribeiro, Júnior, Felipe Andreoli e Alex Escobar foram alguns dos nomes que já faturaram com propaganda. A tendência é que 2020 traga ainda mais movimentação, com ações que incluem as redes sociais.

"É uma grande vitória profissional. Eles [jornalistas da Globo] estão fazendo muito bem, mas ainda não têm embocadura. Você vê que eles estão lendo o script direitinho, mas está muito bom. A Globo tem muita audiência e é um sucesso. Todo mundo está ganhando. Os jornalistas estão ganhando o cachê deles, e a Globo embolsando uma fortuna porque tudo na Globo é mais caro", opina Milton Neves.

A Band foi a emissora em que o jornalista se consolidou como apresentador de TV, com os programas Supertécnico e Gol: O Grande Momento do Futebol, em 1999. Ele já era famoso por seu trabalho na Jovem Pan e tinha montado a sua primeira agência de publicidade para comercializar espaços no rádio. "O pulo do gato [da carreira] foram esses dois programas na Band", diz.

"Passei a ter contato com a grande publicidade. A publicidade do rádio era boa, eu tinha muito cliente na Jovem Pan, mas o rádio é mais barato. Você vende uma cota de patrocínio por R$ 200 mil ou R$ 300 mil na TV, a sua comissão de agência de 20% é muito maior. E aí foram pintando outros anunciantes contratados pelo departamento comercial da Band/Traffic e comecei a fazer merchan", explica.

DIVULGAÇÃO/RECORD

Milton Neves em edição do Terceiro Tempo na Record: passagem pela emissora foi lucrativa


Altos lucros na Record

O recorde de propagandas e de ganhos financeiros, no entanto, foi atingido na Record, onde trabalhou entre 2001 e 2007. O jornalista chegou a embolsar mais de R$ 1,2 milhão por mês. Era um dos maiores salários da televisão, só competindo com Fausto Silva, Gugu Liberato (1959-2019) e Carlos Massa, o Ratinho, na ocasião.

"Eu tinha um salário absurdo na Record. Eu tenho um salário muito bom na Band também, mas na Record foi um absurdo. Meu Deus do Céu! Eu tinha um salário espetacular na Jovem Pan também. E eu acabei forjando uma geração de jornalistas que faz publicidade", se orgulha.

Durante uma edição do Terceiro Tempo na Copa do Mundo de 2006, Milton Neves fez 27 merchans em três horas: "Eu fazia um merchan na volta do intervalo comercial, aí botava um gol e eu fazia outro merchan. Aí entrava o comercial e na volta eu fazia um merchan. Gol da Copa do Mundo e outro merchan".

Merchan que gera empregos 

Dono de fazendas, imóveis, site e agências, Milton Neves ganhou o prêmio Comunique-se de Jornalista Empreendedor neste ano. Foi uma vitória pessoal contra o que ele classifica como "patrulheiros ordinários", aqueles que sempre o criticaram por ser jornalista e fazer propaganda. Ele revela que sempre foi alvo de muita inveja.


Milton Neves é dono de imóveis até em Nova York (Foto: Reprodução/Instagram)

"Eu digo que a inveja é o mau hálito da alma. Teve patrulheiro ordinário que disse eu era um mau exemplo pro jornalismo, que jornalista não pode fazer propaganda. Hoje, esses patrulheiros calaram a boca por causa da Globo. Agora, até os canais não tão importantes quanto a Globo fazem merchandising. Na TV aberta e na fechada", comemora o apresentador e empresário.

Figura ativa nas redes sociais, Milton gosta de publicar fotos em bons restaurantes, visitas em suas fazendas e imóveis. Mas ele só exibe na web uma pequena parte de suas posses. E há uma razão nisso.

"Quando eu mostro alguma coisa na internet dos meus imóveis nos Estados Unidos ou das minhas fazendas no Brasil, o que eu mostro são rápidas pinceladas. Eu mostro só a ponta do rabo de um bezerro. Se eu mostrar todo o rebanho, vai ter suicídio coletivo de jornalista invejoso. Eu morro de dó deles. É gente infeliz, gente triste e gente pobre, de espírito e de bolso", dispara.

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