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ESPECIAL DE NATAL

Pai de santo gay processa Porta dos Fundos e pede indenização de R$ 1 bilhão

REPRODUÇÃO/NETFLIX

Os atores e humoristas Gregorio Duvivier e Fabio Porchat no especial de Natal do Porta dos Fundos

Gregorio Duvivier e Fabio Porchat como um casal homossexual no especial do Porta dos Fundos: caso na Justiça

KELLY MIYASHIRO

kelly@noticiasdatv.com

Publicado em 1/9/2020 - 10h25

O Porta dos Fundos está sendo processado por um pai de santo homossexual que considerou extremamente ofensivo o especial de Natal da produtora, lançado em dezembro de 2019 na Netflix, que retrata Jesus como gay. Líder do centro de umbanda Ilê Asé Ofá de Prata, Alexandre Montecerrathe pede uma indenização de R$ 1 bilhão em danos morais e exige a retirada do conteúdo do serviço de streaming.

De acordo com informações da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, Montecerrathe entrou com uma ação na Justiça do Rio de Janeiro contra a produtora responsável pelo filme que satiriza a santa ceia. No longa, Jesus (Gregorio Duvivier) chega do deserto na companhia de um namorado, interpretado por Fabio Porchat.

Montecerrathe explicou que abriu o processo em nome do seu centro de umbanda porque considerou o programa uma "afronta aos valores religiosos" e como "homossexual" se sentiu "ofendidíssimo". 

"A produção mencionada traz o homossexualismo como uma chacota! Isso porque, não é o simples fato de trazer um personagem de Jesus homossexual que ofende, mas sim a forma de como aquele homossexual se comportou, o que foi, nitidamente, descomedida e abusiva", declarou o religioso em entrevista à repórter Marta Szpacenkopf. 

"Estamos tratando de religião, não é a particularidade da vida das pessoas, trata-se de uma questão milenar, a qual não tem como, de forma alguma, ser objeto de brincadeira", completou o umbandista, que pede a retirada do conteúdo de humor da Netflix para que outras pessoas que buscam por Cristo na plataforma de streaming sejam "poupadas" do teor do especial de Natal. 

"Uma pessoa que inocentemente escolhe o filme com o intuito de assistir algo com cunho religioso, vai se deparar com uma sátira insultante e vergonhosa", definiu ele. 

O processo foi aberto na 4ª Vara Cível de Madureira, no Rio de Janeiro, mas a juíza Sabrina Valmont já declinou competência para julgar o caso porque o endereço do Porta dos Fundos é da área de Foro Central da capital carioca. Agora, a ação está na 26ª Vara Cível e aguarda decisão do juiz Marcos Antonio Brito.

O Notícias da TV entrou em contato com a produtora Porta dos Fundos, mas ainda não obteve resposta.

Confira o trailer do especial do Porta dos Fundos: 


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