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TEM LÚPUS

No grupo de risco, Astrid Fontenelle dribla pandemia para trabalhar na TV

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Astrid Fontenelle no cenário do Saia Justa,  do GNT, em 30 de setembro de 2020

Astrid Fontenelle no cenário do Saia Justa, do GNT, em 30 de setembro; apresentadora voltou ao estúdio

ELBA KRISS

elba@noticiasdatv.com

Publicado em 3/10/2020 - 7h00

A pandemia não impediu Astrid Fontenelle, 59 anos, de seguir com seus projetos profissionais. Após um temor inicial por ser do grupo de risco --ela foi diagnosticada com lúpus em 2012--, a apresentadora tomou coragem e decidiu voltar para o comando do Saia Justa, no GNT, diretamente do estúdio. Também seguiu com seu canal no YouTube e driblou os desafios do período.

Quando a pandemia causou temor no Brasil, Astrid se preocupou por ser portadora de uma doença autoimune que não tem cura. "Lembro que o Saia Justa estreou [a temporada] em 11 de março. No dia 12, eu falei: 'Não saio mais de casa'. Fizemos a estreia, e eu liguei: 'Não vou mais. Esse negócio [o vírus] chegou aqui [no Brasil]'. Partiu de mim. 'Não vou, não vou e não vou'", conta ela ao Notícias da TV.

"Todos [da produção] ficaram meio desesperados, mas também foram muito compreensivos. Vimos todas as possibilidades e chegamos à conclusão de fazer a primeira semana pelo aplicativo, com cada uma na sua casa", relembra Astrid, sobre as negociações com Pitty, Gaby Amarantos e Mônica Martelli.

De acordo com a apresentadora, a primeira semana do Saia Justa no formato "home office" deu certo. No entanto, na segunda semana, quando receberam a colega Rita Lobo, o caos imperou. "A gente pegou de frente, no mesmo horário, a live da Marília Mendonça, que derrubou a internet. Não tinha conexão que segurasse. Foi uma pena, ficou todo mundo digitalizado, com voz de pato", narra.

Nesse momento, os 36 anos de profissão falaram mais alto. "Falei: 'Se precisa de mim para botar o programa no ar, por questão de domínio técnico da televisão… Então, eu vou [para o estúdio], e elas ficam em casa'. E assim está sendo e assim será até o final do ano", entrega. Foi dessa maneira, após ser derrubada por uma cantora sertaneja, que Astrid voltou a comandar a atração fora do confinamento.

Ao mesmo tempo, a comunicadora seguiu com outro projeto profissional: seu canal no YouTube, que estreou em março, no auge da quarentena. O isolamento social não atrapalhou sua empreitada na plataforma de vídeos. Pelo contrário, nesta semana, ela estreou o quadro As Mesmas 12 Perguntas, uma série de entrevistas com famosos sobre os efeitos da pandemia. Ou seja, ela se adaptou.

"O curioso é que muitas das coisas que a gente planejava fazer [no YouTube] giravam em torno mesmo de trabalhar em casa. Minha casa é, entre aspas, o cenário das situações. Com relação a isso, até que foi fácil. Eu já não tinha projetos de viajar. Era tudo para acontecer aqui dentro. Tudo isso facilitou a vida", analisa.

Apresentadora, mãe e dona de casa

Ainda durante o isolamento social, Astrid conseguiu gravar uma segunda temporada do quadro Mulheres Admiráveis, em que narra histórias de mulheres marcantes. "Para esse [quadro], eu preciso de equipe para gravar e adotei o protocolo da Globo para botar gente dentro da minha casa, que é o mesmo que a gente segue no Saia Justa. Então, eu tenho três pessoas que entram na minha casa. Três que são os mais importantes", narra.

Mesmo assim, abraçar o home office trouxe novos desafios para a apresentadora. Afinal, todo o resto ela faz sozinha. "Aqui em casa sou eu, meu fone, o microfone e minhas luzes. O engraçado é que aparece tudo bonitinho, mas abaixo de mim tem fios para tudo quanto é lado (risos)", revela.

"O mais difícil nessa quarentena foi gravar um programa para o YouTube da GNT, o Casa GNT, que eu gravei sozinha. Isso implica em: fazer o cabelo, a maquiagem e o figurino. A gente não pode menosprezar essas coisas. Eu não era boa de cabelo, tive que ficar. Eu era boa de maquiagem, fiquei um pouco melhor (risos)", considera.

Além de apresentadora, youtuber, influenciadora digital, há o lado mãe e mulher. Astrid se desdobra entre a rotina do filho Gabriel, de 12 anos, e do marido, Fausto Franco, secretário de Turismo da Bahia, que mora em Salvador.

"Trabalhei muito mais [na quarentena]. Muito mais! Por uma simples questão de matemática. A diferença é que tenho que me desdobrar em ser dona de casa, ser lavadora de roupa e passar roupa... Tenho as coisas do Gabriel, o almoço e a faxina da casa, que é aos sábados", diverte-se.

Veja vídeos de Astrid Fontenelle para seu canal no YouTube e para o GNT:


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