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ATIVISTA FEZ ACUSAÇÕES

Justiça obrigou SBT a fazer campanha LGBTQIA+ após fala de Patricia Abravanel?

REPRODUÇÃO/SBT

Patricia Abravanel discursa em campanha à favor da diversidade no SBT

Patricia Abravanel: após críticas à comunidade LGBTQIA+, ela surgiu em campanha a favor da diversidade

IVES FERRO

ives@noticiasdatv.com

Publicado em 12/1/2022 - 14h33

Uma campanha do SBT a favor da diversidade LGBTQIA+ circula nos intervalos comerciais do canal desde o início do ano. Mas a peça ganhou repercussão na terça-feira (11) após a ativista Marina Ganzarolli, da Associação Brasileira de Mulheres LGBTIs, afirmar que denúncias da ONG "obrigaram" a empresa de Silvio Santos a tomar tal atitude após falas de Patricia Abravanel.

Notícias da TV apurou que a história não é bem assim. O SBT criou, há três anos, um comitê interno que promove a diversidade e inclusão entre os funcionários. Intitulado de Universidade Corporativa, o grupo é responsável por organizações de workshops, comunicados, entre outras atividades sobre cultura inclusiva.

Procurada, a assessoria da emissora também negou as acusações de Marina: "Não é verdade que sua campanha sobre a importância de combater a LGBTfobia foi ordenada pela Justiça. Ao contrário do que está sendo divulgado, não existe condenação contra a emissora nem contra a artista Patricia Abravanel".

"O SBT lançou essa campanha na TV e em todas as plataformas digitais com o intuito de conscientizar e transformar as pessoas. A emissora sempre teve o seu Comitê de Diversidade e Inclusão para tratar dessa e de outras temáticas ao longo dos anos", esclareceu o SBT em nota oficial divulgada à reportagem.

No vídeo em questão, profissionais do SBT como Maria Gal, Eliana, Celso Portiolli, Chris Flores e Gabriel Cartolano aparecem para pedir respeito à comunidade LGBTQIA+.

Mas a Associação Brasileira de Mulheres LGBTIs de fato fez uma denúncia ao Ministério Público em 5 de junho de 2021, dias depois de Patricia ter criticado a luta pela diversidade no Vem Pra Cá. Futuramente, o documento se torna um Termo de Ajustamento de Conduta, caso o MP aceite as declarações. Confira abaixo o registro:

Mais cedo, Marina havia compartilhado no Instagram um registro da Lei 10.948/01, que dispõe penalidades a serem aplicadas à prática de discriminação em razão de orientação sexual. Ela escreveu que Patricia e o SBT foram obrigados a veicular a campanha, mas apagou este trecho horas depois. A ativista foi procurada, mas não retornou os contatos até a publicação deste texto.

Pelas redes sociais, a emissora argumentou que está aprendendo a evoluir e convidou os telespectadores a abraçarem a causa.

"O Brasil é um país diverso e cheio de oportunidades, mas infelizmente não consegue abraçar ou incluir toda a sua diversidade. Sabendo dessa dura realidade, precisamos, juntos, buscar a transformação... E ela começa em cada um de nós. A família SBT quer evoluir junto com você. E aí, você vem?", pontuou.

Crítica ao orgulho LGBTQIA+

Em 1º de junho de 2021, início do mês do orgulho LGBTQ+, a filha de Silvio Santos minimizou a importância da luta contra o preconceito na atração matinal que ela então apresentava com Cartolano.

"Nós, que fomos educados com pais mais conservadores, estamos aprendendo, se (sic) abrindo. Mas acho que também é um direito [ser intolerante]. As pessoas deviam respeitar [a intolerância]. Por que não concordar em discordar? A gente pode ter opiniões diferentes, mas tudo bem", iniciou ela na ocasião.

"Se os 'LGDBTYH' (sic), não sei, querem o respeito, eles precisam ser mais compreensivos com aqueles que hoje ainda não entendem direito e estão se abrindo para isso. É difícil educar filhos ao falar sobre isso, sabia? Vou dizer ao público 'LGBTC' (sic) que é muito difícil saber o que eu vou falar? Como vou falar? A gente não sabe lidar! Tem que ter respeito, compreensão, e não massacre nem cancelamento", criticou.

Diante da repercussão negativa, Tiago Abravanel, sobrinho de Patricia, rebateu as falas dela: "Não é uma questão de tolerância, tia, de calma. As pessoas sofrem por isso, as pessoas morrem por causa disso. Quando um homem ou um casal de gays está andando na avenida Paulista e leva uma lampadada na cabeça, não dá tempo de explicar".

Confira abaixo a campanha transmitida em janeiro no SBT:


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