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Jornal Nacional da pandemia perde ibope e se aproxima de recorde negativo histórico

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

William Bonner e Renata Vasconcellos apresentando o Jornal Nacional, da Globo

William Bonner e Renata Vasconcellos no Jornal Nacional, que está abaixo da média de ibope em 2021

VINÍCIUS ANDRADE

vinicius@noticiasdatv.com

Publicado em 26/6/2021 - 7h05

Telejornal de maior audiência da televisão brasileira, o Jornal Nacional está com menos público em 2021. De acordo com dados obtidos com exclusividade pelo Notícias da TV, o noticioso, que dedica boa parte do seu tempo a tratar sobre a crise causada pela pandemia de Covid-19, perdeu ibope e está próximo de bater o recorde negativo histórico, registrado em 2015.

Naquele ano, a atração apresentada por William Bonner e Renata Vasconcellos bateu de frente com o fenômeno Os Dez Mandamentos, da Record, e fechou com 24,7 pontos de média anual no PNT (Painel Nacional de Televisão), que aponta os índices das 15 principais regiões metropolitanas do país.

Também em 2015, pela primeira vez na história, o JN havia terminado o ano abaixo do índice de 40% de televisores sintonizados no mercado nacional --o share ficou em 39,7% na ocasião. Até então, os piores números tinham sido registrados em 2014, com 25,5 de média e 43,6% de share.

Entre 2016 e 2020, o noticioso se manteve sintonizado por mais de 42% dos brasileiros e com um mínimo de 27,7 de média. Nesse período, o ano em que o Jornal Nacional teve mais público foi 2017, com 29,3 de ibope no PNT.

Desde o início de abril deste ano, quando a inédita Amor de Mãe foi substituída pela reprise de Império, o horário nobre da Globo começou a perder força. Os índices naufragaram de vez em maio, mês em que o BBB21, com os seus mais de 30 pontos no fim de noite, chegou ao fim.

O Jornal Nacional, que costuma ter o desempenho impulsionado quando a novela das nove está em alta, tem sofrido com essa fuga de audiência nas noites da emissora. Até 22 de junho, o telejornal de Bonner e Renata havia acumulado média anual de 25,5 pontos (só não fica abaixo do índice de 2015) e share de 38,7%, o pior de todos os tempos.

Na Grande São Paulo, principal e mais populoso mercado brasileiro, a atração não marca mais de 30 pontos desde 8 de abril. Em junho, foram registrados dois recordes negativos,com edições que anotaram apenas 21,5 de ibope, índice digno de novela das seis.

A diferença de 2021 para 2015 é que, dessa vez, a liderança do Jornal Nacional ainda não foi ameaçada nas principais capitais. Em alta na Record, a inédita Gênesis tem "roubado" parte do público que deixou de ver a novela das nove da Globo, mas os índices da trama não são suficientes para ameaçar a hegemonia do noticioso.

No entanto, não deixa de ser um problema para a líder de audiência ter o JN com menos público do que a média. O telejornal tem um dos intervalos mais caros da televisão brasileira e é visto como uma potência pelos anunciantes, que desembolsam altas quantias justamente pelo alcance da atração.

Confira abaixo uma tabela com o ibope no PNT e o share (porcentagem de televisores sintonizados no programa na faixa) anual do Jornal Nacional de 2010 até 22 de junho de 2021. Em destaque, os piores resultados anuais.

AnoIbopeShare
201030,752,3%
201132,754,9%
201230,953,5%
201328,448,7%
201425,543,6%
201524,739,7%
201627,742,1%
201729,343,9%
201829,244,2%
201928,043,1%
202027,842%
2021 (até 22/6)25,538,7%


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