Menu
Pesquisar

Buscar

Facebook
twitter
Instagram
YouTube

CASO DAS 'RACHADINHAS'

Flávio Bolsonaro x Globo: Entidades apontam censura em decisão da Justiça

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Montagem de fotos com Flávio Bolsonaro discursando e William Bonner no Jornal Nacional

Flávio Bolsonaro e William Bonner no Jornal Nacional: Justiça acatou pedido do senador contra a Globo

VINÍCIUS ANDRADE

vinicius@noticiasdatv.com

Publicado em 5/9/2020 - 12h19

Após a Justiça do Rio de Janeiro proibir a Globo de mostrar documentos ou peças relacionadas às investigações de um suposto esquema de "rachadinha" no gabinete do então deputado Flávio Bolsonaro na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), entidades da imprensa criticaram a decisão e apontaram censura na decisão.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) diz que a determinação "é mais um atropelo à liberdade de expressão" e pede "que o STF (Supremo Tribunal Federal) restabeleça o império de lei".

Já a Associação Nacional de Jornais (ANJ) "protesta contra a censura imposta pela juíza Cristina Serra Feijó à divulgação de informações relacionadas ao esquema de 'rachadinhas' na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro".

Marcelo Träsel, presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), falou à Veja que identifica censura prévia por parte da Justiça. "Quem perde são os eleitores do Rio de Janeiro e todos os cidadãos, que terão dificuldades para acompanhar o andamento das investigações contra o filho do presidente da República", afirmou ele.

Confira abaixo a nota da ANJ:

Ver essa foto no Instagram

NOTA À IMPRENSA A Associação Nacional de Jornais (ANJ) protesta contra a censura imposta pela juíza Cristina Serra Feijó à divulgação de informações relacionadas ao esquema de “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Qualquer tipo de censura é terminantemente vedada pela Constituição e, além de atentar contra a liberdade de imprensa, cerceia o direito da sociedade de ser livremente informada. Isso é ainda mais grave quando se tratam de informações de evidente interesse público. A ANJ espera que a decisão inconstitucional da juíza seja logo revogada pelo próprio Poder Judiciário. Brasília, 4 de setembro de 2020 Associação Nacional de Jornai

Uma publicação compartilhada por Associação Nacional de Jornais (@anj_jornais) em

Na sexta-feira (4), a juíza Cristina Serra Feijó, da 33ª Vara Cível do Rio de Janeiro, acatou uma petição da defesa de Flávio Bolsonaro e determinou que a Globo não pode mostrar documentos sobre os desdobramentos das investigações do Ministério Público sobre o suposto esquema de "rachadinhas" na Alerj. A justificativa é de que o caso corre em segredo de Justiça.

Notícias da TV entrou em contato com a Globo e questionou se a emissora vê a decisão como uma forma de censura e se vai recorrer, mas ainda não teve uma resposta até a publicação deste texto.

O Ministério Público apurou envolvimento de Flávio Bolsonaro e seu grupo em peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Por ser senador, o político ganhou foro especial, e o caso foi para a segunda instância. O filho do presidente da República é suspeito da prática de "rachadinha", quando servidores públicos devolvem parte do salário ao parlamentar.

Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, é apontado pelo MP como operador financeiro do suposto esquema. A Globo noticiou a conclusão das investigações na segunda-feira, e a repórter Andréia Sadi informou no dia seguinte que o órgão vai discutir se denuncia ou arquiva as investigações.

Flávio Bolsonaro ataca a Globo

Logo após a decisão da Justiça contra a Globo, o filho de Jair Bolsonaro comemorou a decisão e atacou a emissora, com uma imagem de "Globo lixo". "Não tenho nada a esconder e expliquei tudo nos autos, mas as narrativas que parte da imprensa inventa para desgatar minha imagem e a do presidente Jair Bolsonaro são criminosas", escreveu o parlamentar.

"A juíza entendeu que isso é altamente lesivo à minha defesa. Querer atribuir a mim conduta ilícita, sem o devido processo legal, configura ofensa passível, inclusive, de reparação", disse ele. Veja o post abaixo:


Leia também


Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.

Mais lidas

Enquete

O que você quer ver no retorno de Amor de Mãe?