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Festival na TV paga mostra que Globo Repórter já foi além da vida animal

Divulgação/Viva

O jornalista Sérgio Chapelin, que gravou novas apresentações para o canal Viva - Divulgação/Viva

O jornalista Sérgio Chapelin, que gravou novas apresentações para o canal Viva

REDAÇÃO

Publicado em 22/8/2016 - 5h18

Um dos programas mais longínquos da TV ganha um festival nostálgico no canal pago Viva. Vai ao ar entre esta segunda (22) e quinta-feira, às 23h, o Festival Globo Repórter, que exibirá quatro edições sobre música produzidas originalmente nos anos 1980. O festival evidencia grandes mudanças pelas quais o Globo Repórter passou ao longo de seus 43 anos na grade da Globo. Nos anos 1980, os temas iam muito além de saúde, turismo e vida animal. Pedro Bial, jovem e barbudo, fazia entrevistas em tom de intimidade com artistas desprendidos.

Quando estreou, em 1973, o programa tinha a proposta de mostrar um documentário por semana. Durante a década seguinte, se modificou e assumiu tom mais jornalístico, exibindo reportagens de temas diferentes durante a mesma edição. Todas as editorias da emissora colaboravam com o programa, que tinha política, ciência e cultura como alguns assuntos frequentemente abordados.

Os quatro episódios escolhidos para serem reprisados mostram um panorama da música brasileira nos anos 1980. A primeira edição fala da trajetória de Luiz Gonzaga, do sertão ao estrelato. O segundo também traça perfis de ídolos da música popular brasileira, Elba Ramalho e Gal Costa. O terceiro programa aborda os contextos sociais do pagode e da bossa nova, com entrevistas com Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Nara Leão e Tom Jobim. Já o episódio final fala da efervescência do rock nacional na época, com destaque para a banda Blitz e os cantores Ritchie e Lulu Santos.

Alguns dos repórteres que aparecem nessas edições continuam em atividade na Globo, como Ernesto Paglia, Sandra Passarinho e Pedro Bial, que fazia sua estreia no programa, aos 25 anos. A aparência deles mudou muito desde então, e o estilo do Globo Repórter também. O programa registra boa audiência na Globo, não raramente superando a do Jornal Nacional, mas transformou sua identidade com o tempo. Hoje, por exemplo, não há mais espaço para temas de cultura pop e para a descontração entre entrevistados e jornalistas em frente à câmera.

Confira alguns fatores que faziam do Globo Repórter um programa totalmente diferente do que é hoje:

Reprodução/Globo 

Pedro Bial aos 25 anos, estreando no Globo Repórter

Repórteres íntimos

A descontração nas entrevistas é uma forte marca dessas edições sobre música do Globo Repórter, o que fazia com que surgisse uma intimidade maior entre repórter e entrevistado. Pedro Bial, com penteado farto dos anos 1980, canta com Evandro Mesquita do alto da Pedra do Arpoador e anda de bicicleta com Elba Ramalho na orla do praia. Como um amigo, ele pergunta o que ela acha do fato de suas pernas serem um símbolo sexual para os homens. À vontade no bate papo, a cantora responde tranquilamente que acha bom, sem se ofender.

Entrevistados despreocupados

Repórteres descontraídos favoreciam o desprendimento dos entrevistados _que chegavam a passar do limite do bom senso. Evandro Mesquita, na época em que a Blitz estourou, parecia tão feliz e deslumbrado com a fama que não tomava muito cuidado com o que dizia. Ele chama Pedro Bial de “Pedrão”, diz que já imaginava que faria sucesso e confessa que gostava de ver fotos de "mulheres gostosíssimas" aos 12 anos.

Lulu Santos também estava em ótima fase nos anos 1980, e ainda mais sem noção. Ele recebeu a equipe do Globo Repórter no estúdio em que trabalhava como produtor da banda Premeditando o Breque. Durante a reportagem, fingiu começar uma briga com os integrantes do grupo e criou uma saia justa. A preocupação com a imagem que criariam na mídia certamente não era tão grande para os cantores.

Reprodução/Globo

A cantora Nara Leão participa da edição do Globo Repórter sobre a bossa nova

Cultura pop 

Nos anos 1970 e 1980, o Globo Repórter dedicava várias edições a perfis de personalidades, investigações de temas polêmicos e fatos da atualidade. Hoje o foco é em reportagens de comportamento, saúde, viagens e natureza.

Temas de cultura pop, como música e cinema, ficaram no passado. De acordo com a Globo, a "marca do programa tem sido informar o telespectador, com riqueza de imagens, sobre os lugares mais exóticos do Brasil e do mundo, novas pesquisas científicas nas áreas de saúde e tecnologia, além de curiosidades sobre o mundo animal".

Forma de contar histórias

Além dos temas abordados no Globo Repórter serem mais amplos nos anos 1980, a forma de contar as histórias não é mais a mesma. Naquela década, alguns resquícios da época em que o programa era feito como uma produção documental, cinematográfica, ainda eram frequentes no programa, como dar close no repórter e em pessoas comuns que observavam as gravações externas, longos silêncios e cenas sem trilha sonora.

Hoje, as reportagens do Globo Repórter ainda são mais longas e se aprofundam mais nos temas que se propõem a abordar do que os trabalhos produzidos para outros telejornais da Globo. 


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