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Em crise com Bolsonaro, Globo recebe menos publicidade do que Record e SBT

REPRODUÇÃO/FACEBOOK

Jair Bolsonaro durante transmissão ao vivo no Facebook na madrugada de 30 de outubro de 2019

Jair Bolsonaro em transmissão no Facebook em que criticou a Globo; emissora perdeu verba de publicidade

REDAÇÃO - Publicado em 12/11/2019, às 12h18 - Atualizado às 13h34

Em crise com o presidente Jair Bolsonaro, a Globo está recebendo menos verba de publicidade oficial do governo federal do que a Record e o SBT, que têm audiência menor. Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) mostra que o investimento do governo na emissora caiu 58,3% em um ano.

Segundo o documento, obtido pelo jornal Folha de S.Paulo, a Globo ficou com 39,1%  da verba de publicidade em televisão em 2018. No primeiro semestre deste ano, mesmo detendo 33,1% de audiência média no país, a emissora recebeu 16,3% dos recursos.

Record (13,1%) e SBT (14,5%) tiveram menos audiência, juntas, do que a Globo. O governo, porém, passou a destinar mais de 80% dos recursos para as duas redes.

A Record teve o crescimento mais exponencial entre 2017, nos governos de Dilma Rousseff e Michel Temer, e no primeiro semestre de 2019: foi de 26,6% para 42,6% das verbas de publicidade na TV. O SBT disparou de 24,8% para 41%.

A distribuição de verba para propaganda governamental segue, desde 2018, uma normativa que prevê a audiência como um dos critérios para a compra de mídia, mas não o único. Também passaram a ser levadas em conta outras características das emissoras, como o perfil de sua programação e o alcance no país, além do público-alvo de suas atrações.

Conforme informado pelo Notícias da TV, no ano passado a Globo faturou R$ 400 milhões líquidos com publicidade do governo. Em 2019, o número só não será menor que um quarto disso porque o Banco do Brasil já tinha fechado antes da posse de Bolsonaro o patrocínio do Bom Dia Brasil e do programa Pequenas Empresas Grandes Negócios.

Os R$ 400 milhões que a emissora arrecadou com propagandas de orgãos do governo federal em 2018 representaram apenas 4% dos R$ 10,060 bilhões de seu faturamento total.

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