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TRAVESSIA CRUEL

Deborah Secco teve coração dilacerado nos bastidores de América: 'Desigual'

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Deborah Secco, caracterizada como Sol em América: atris está bronzeada, com as sardas bem aparentes; o cabelo castanho escuro está solto. Ela tem a expressão apreensiva.

Deborah Secco viveu a sofredora Sol em América (2005); atriz ouviu histórias "emocionantes"

SABRINA CASTRO

sabrina@noticiasdatv.com

Publicado em 4/5/2022 - 11h57

Para dar vida à sofredora Sol de América (2005), Deborah Secco teve de ouvir histórias de dilacerar o coração. Assim como a personagem, muitos brasileiros largaram tudo para tentar uma vida melhor nos Estados Unidos. Arriscavam as próprias vidas --e a de seus familiares-- para atravessar a fronteira entre México e o país norte-americano de forma ilegal. A atriz conversou com algumas destas pessoas e se sensibilizou.

"Nosso país é tão desigual e cruel que, às vezes, as pessoas se encontram no limite para tentar viver com alguma dignidade. E fazem loucuras para isso. Essa é a história da Sol", destacou a intérprete, em entrevista ao Gshow.

No folhetim de Gloria Perez, que chegou ao Globoplay no último dia 25, a mocinha faz de tudo para ir aos Estados Unidos. Ela teve uma infância miserável no Rio de Janeiro e acreditava que teria mais chances de prosperar em solo norte-americano.

Por isso, após ter o visto rejeitado, a personagem decidiu fazer a travessia ilegalmente. Uma das cenas mais lembradas da novela, aliás, é justamente deste momento. Para tentar chegar ao país, a protagonista se espremeu dentro do porta-luvas de um carro, sem largar o globo de neve que simbolizava seu "sonho americano". Contudo, ela foi flagrada pela polícia da fronteira.

"Muitas pessoas perderam familiares durante a travessia, e esse era um tema que me emocionava muito. São histórias muito fortes, que dilaceram o coração. E a história da Sol também me emocionava muito. De alguém que tem essa força de mudar a sua vida, mudar de país, correr risco de vida absoluto para tentar uma chance de uma vida melhor", relembra a intérprete.

divulgação/tv globo

Sol (Deborah Secco) escondida no porta-luvas de um carro em cena de América (2005)

Sol (Deborah Secco) em porta-luvas de carro

A chegada de Marcos Schechtman na direção-geral do folhetim, porém, afetou a personagem. Na opinião do profissional, Sol precisava ter uma personalidade mais alto astral para dar leveza à história trágica. Até então, a mocinha tinha um perfil mais dramático.

A mudança de rumo aconteceu após a saída de Jayme Monjardim, que se desentendeu com a autora da novela. "A gente se adapta, nada é fácil. Aquele período foi difícil para mim, pois eu estava envolvida com todas as questões, mas se era para o bem da novela e o bem de todos, a gente conseguiu fazer uma virada de chave que acho que agradou a todo mundo", afirma a atriz.

Das gravações, a artista recorda um perrengue inusitado. O cobertor verde que usou nas cenas da travessia causava uma coceira delirante. 

"Um assistente de iluminação, sem querer, bateu com o rebatedor em um cacto, e voaram vários pelinhos nele, que ardiam e pinicavam, e meu cobertor ficou cheio desses pelinhos. Meses depois, quando viemos no Brasil gravar a continuidade dessas sequências e eu, quando botava o cobertorzinho, começava a me coçar inteira. Lá no deserto eu tive que tirar completamente a roupa para tirar todos os pelinhos malditos", disse a artista.

Escrita por Gloria Perez, América foi ao ar entre março e novembro de 2005, na faixa das nove da Globo. Todos os capítulos do folhetim estão no Globoplay, a plataforma de streaming da emissora.


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