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VOCÊ SE LEMBRA?

De Mara Maravilha a César Tralli: dez fracassos dos 65 anos da Record

DIVULGAÇÃO/RECORD

Mara Maravilha apresentou programa de auditório na Record em 1996: não completou um ano no ar - DIVULGAÇÃO/RECORD

Mara Maravilha apresentou programa de auditório na Record em 1996: não completou um ano no ar

GABRIEL SOUZA

Publicado em 27/9/2018 - 6h32

Nem só de bons momentos vive a Record. Atualmente vice-líder de audiência na Grande São Paulo, a rede que completa 65 anos nesta quinta-feira (27) tem na sua história uma imensa lista de programas fracassados, que foram esquecidos pelo grande público e até pela própria emissora. Nem mesmo nomes consagrados e que estão na TV até hoje, como Mara Maravilha e César Tralli, escapam do histórico de flops.

O atual âncora do SP1, da Globo, teve uma rápida passagem pela emissora no início dos anos 1990. Revelado no Aqui Agora, do SBT, o jornalista migrou para a Record no segundo semestre de 1992 para apresentar um programa de turismo nas noites de segunda-feira. Sem sucesso, pediu demissão e assinou com a Globo no início de 1993.

Já Mara Maravilha viu sua carreira naufragar na rede de Edir Macedo. Ficou lá durante dois anos, sem sucesso à frente de nenhum programa. Só ressurgiu do quase ostracismo em 2015, quando participou do reality A Fazenda. Um ano depois, foi escolhida por Silvio Santos para apresentar o Fofocando, no SBT.

Os dois são apenas alguns dos nomes que comandaram programas ignorados pela emissora nas comemorações de seu 65º aniversário, excluídos das retrospectivas promovidas pelo Jornal da Record e Programa do Porchat. Confira dez deles:

Kliptonita
Estreou em 1990, com a apresentação do locutor de rádio Serginho Caffé. Inspirado em atrações da MTV, exibia os clipes musicais mais pedidos pelo público nas ligações feitas para o "vídeo line" e sorteava prêmios para quem enviasse cartas. Caffé ficou no programa até 1992, quando foi substituido por Leandro Resende (foto). O Kliptonita saiu do ar um ano depois.

Flórida On Line
Após se destacar como repórter do Aqui Agora, no SBT (foto), César Tralli foi convidado pela Record em 1992, para apresentar um jornalístico nas segundas. Ele mostrava pontos turísticos e a rotina de quem mora na Flórida. Flertando com o traço de audiência, saiu do ar em abril de 1993. A única menção ao programa na internet é na biografia do próprio Tralli.

Alta Rotação
Se você leu Alta Estação e pensou na novelinha teen exibida em 2006, releia. Incomodada com o sucesso do Aqui Agora, em 1993, a Record criou uma cópia. Batizado de Alta Rotação, era apresentado por Vera Galhardi, Loc Pestana (foto) e Miguel Vaccaro Netto. Tinha duas edições: às 8h e às 18h, antes do Jornal da Record. Dava um ponto e durou apenas seis meses.

Tati Bi Tati
Tentando surfar na onda do Bozo e das loiras apresentadoras de infantis, como Xuxa e Angélica, a Record estreou em 1993 uma atração que copiava suas concorrentes. Tati Bi Tati era comandado por Tatiane Martins e pelo palhaço Fosco, interpretado por Edílson Oliveira. Ele ficou mais conhecido anos depois interpretando Chiquinho nos programas de Eliana Michaelichen.

Mara Maravilha Show
O primeiro programa de Mara Maravilha após sua saída do SBT, em 1994, foi marcado por mudanças de horário e de formato. Com baixa audiência, durou só dez meses, entre abril de 1996 e fevereiro de 1997. Ela saiu magoada da Record, em 1998, mas voltou em 2002 e 2006, em rápidas passagens por A Noite É Nossa e Gospel Line. Em 2015, foi a nona eliminada de A Fazenda.

Programa Amaury Jr.
A segunda passagem de Amaury Jr. (foto) pela Record durou menos de um ano. Em 18 de setembro de 2002, o apresentador se demitiu da emissora. Um dia antes, em sua coluna na Folha de S.Paulo, Daniel Castro noticiou que o programa havia sido suspenso por desagradar à emissora, que se recusou a ter uma atração que promovesse festas, bebidas e cassinos.

No Vermelho
Em sua eterna saga para se livrar de programas policiais, José Luiz Datena estreou nos domingos da Record em 2002, à frente de No Vermelho. O game não foi bem no Ibope, e o jornalista pediu para sair da atração em fevereiro de 2003. Foi substituído por Otaviano Costa (foto), que espantou o pouco público da atração, cancelada quatro meses depois.

Metamorphoses
Primeira novela de Paolla Oliveira (foto) e Ellen Rocche, Metamorphoses foi mais vista na Netflix do que na Record. Grande aposta da emissora em 2004, a trama de Arlete Siaretta e Vivian de Oliveira foi um fracasso. Com orçamento de R$ 120 mil por capítulo, nunca atingiu a meta de 20 pontos no Ibope. Seu recorde (11 pontos) foi na estreia. Chegou a marcar 0,7 ponto.

12 Mulheres
Maria Cândida teve um programa para chamar de seu na Record. Além de narrar pegadinhas canadenses no Programa da Tarde, a jornalista apresentou em 2009 uma atração de empoderamento feminino nas noites de sábado. O formato, que mostrava a história de mulheres inspiradoras, rendeu um livro e um DVD, mas não teve ibope. Durou só três meses.

Marcas da Vida
Em 2011, preocupada com o crescimento do Casos de Família, do SBT, a Record decidiu ter uma versão própria dos telebarracos. Com apresentação da atriz Maga Bianchi (foto), o programa tinha representações dramatúrgicas de casos reais. Em quarto lugar no Ibope, não durou nem um mês. Ficou no ar entre 21 de novembro e 13 de dezembro.

Amazônia
Nem mesmo o mais aficcionado fã de realities deve se lembrar de Amazônia. Exibido nas noites de domingo em 2012, era focado na sustentabilidade da Floresta Amazônica. Comandado por Victor Fasano (foto), só repercutiu depois que acabou. A Record foi condenada em 2015 a indenizar em R$ 150 mil um participante eliminado em uma prova por um erro da produção.

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