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DANCING WITH THE DEVIL

De estupro a recaída: Cinco bombas do documentário de Demi Lovato no YouTube

Fotos: Divulgação/OBB Media

Com uma roupa de seda, Demi Lovato está sentada no sofá de sua casa, com o rosto apoiado na mão esquerda, em cena da série documental Dancing With the Devil

Demi Lovato em cena da série documental Dancing With the Devil, que estreia no YouTube dia 23

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 17/3/2021 - 6h45

Demi Lovato não vai falar apenas da overdose que teve em 2018 na série documental Dancing With the Devil, que estreia no YouTube no próximo dia 23. A cantora e atriz solta bomba após bomba nos quatro episódios da atração e revela que foi estuprada mais de uma vez, inclusive pelo traficante que quase tirou sua vida. Também admite que teve recaídas depois do encontro com a morte.

A ex-estrela da Disney ainda lembra os traumas que envolvem o pai, Patrick Lovato (1960-2013), cujo corpo foi encontrado mais de uma semana após sua morte, já em estado de decomposição. E confessa que seu noivado com o ator Max Ehrich não foi para a frente porque ela precisa explorar melhor sua sexualidade antes de assumir um compromisso definitivo com alguém.

O Notícias da TV teve acesso à série antes de sua estreia oficial no canal de Demi na plataforma de vídeos e adianta um pouco das revelações que vêm por aí. São temas tão pesados que cada episódio da atração começa com um aviso de alerta de gatilho e chega ao fim com sites e telefones de apoio para quem enfrenta crises de depressão ou luta contra vícios.

Confira cinco das principais bombas de Dancing With the Devil:

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Morte do pai

Demi nunca teve uma boa relação com o pai, diagnosticado com esquizofrenia e transtorno bipolar e que lutava contra o vício em drogas e álcool. No documentário, ela conta que, ao perceber a situação em que ele se encontrava, decidiu cortá-lo de sua vida.

Patrick morreu em junho de 2013, sozinho, e foi encontrado mais de uma semana depois. Os legistas não conseguiram determinar sequer a data exata de sua morte, e o corpo já estava em decomposição. Por isso, a família Lovato não pôde fazer um velório com caixão aberto.

Como a tragédia ocorreu próxima ao Dia dos Pais, a cantora e atriz até hoje sente dificuldades para celebrar a data com o padrasto, Eddie de la Garza. Ela admite no documentário que se culpa por não ter tentado ajudar mais Patrick e, ironicamente, acabou seguindo muitos dos passos dele.

Relação com a comida

A protagonista de Camp Rock (2008) nunca escondeu que tinha distúrbios alimentares e problemas com o próprio corpo. Em Dancing With the Devil, porém, ela leva a crise para outro nível ao afirmar que sua relação com a comida era ruim desde a primeira infância, quando começou a disputar concursos de beleza. "Eu dizia a mim mesma que, se não ganhasse, nunca mais ia comer nada", admite.

Já famosa, ela tinha uma alimentação tão restrita que proibia amigos e integrantes de sua equipe de comerem quando estivessem com ela, para que não fosse tentada pelas guloseimas dos outros. Quando abriu mão da dieta, passou a odiar o próprio corpo e a reclamar dos figurinos que precisava usar nos shows, desenhados para mulheres mais magras.

Sexualidade sem rótulos

No ano passado, Demi iniciou um namoro com o ator e cantor Max Ehrich, que rapidamente se transformou em noivado. O relacionamento era tão sério que ela levou o amado para morar com a mãe e com o padrasto durante o período de isolamento social. Mas o romance terminou em setembro, dois meses depois de fazerem planos de se casarem.

No documentário, Demi admite que o noivado foi apressado. "Acabei percebendo que eu não conhecia realmente a pessoa de quem estava noiva. Senti que foi uma propaganda enganosa", diz, sem citar o nome de Ehrich.

Mais do que isso, porém, ela fala que precisa explorar sua sexualidade melhor antes de assumir um compromisso para a vida toda --Demi se define como queer, ou seja, integrante da comunidade LGBTQ+.

"Eu não vou colocar um rótulo em mim mesma, mas acho que tem muitas coisas que eu preciso explorar antes de me comprometer assim. Eu quero me permitir viver a vida da maneira mais autêntica possível. O que eu ainda não pude fazer por causa do meu passado", confessa ela para as câmeras.

Overdose e recaída

Ponto principal do documentário, a overdose que Demi teve na madrugada de 24 de julho de 2018 abre uma teia de outras revelações. Ela conta, por exemplo, que nenhum de seus fãs tem ideia de quão perto ela chegou da morte. "Os médicos disseram que, se minha assistente me encontrasse 10 minutos depois, eu não estaria mais aqui", afirma.

A crise ocorreu depois que Demi misturou vários tipos de drogas diferentes depois de seis anos de sobriedade. "Eu experimentei coisas que nunca tinha tomado. Metanfetamina, junto com MDMA, cocaína, maconha, álcool, oxicodona... Só isso já deveria ter me matado", diz ela, que duas semanas depois também passou a usar heroína e crack.

Ela teve três derrames e um ataque cardíaco na ocasião, além de pneumonia e falência de múltiplos órgãos. Até hoje lida com consequências da overdose, como danos cerebrais e pontos cegos na visão --que a impedem de dirigir, por exemplo. "Acho que as pessoas não percebem quão ruim a situação foi de verdade, eu tenho muita sorte de estar viva", resume.

A cantora também admite que teve recaídas depois disso. "Eu queria poder dizer que a última noite em que eu usei heroína foi a da overdose, mas não foi", lamenta.

Atualmente, ela fuma maconha e bebe álcool com moderação, como uma forma de aliviar o estresse, mas ressalta que mantém distância das drogas mais pesadas. "Ter que dizer a mim mesma que eu nunca mais vou beber ou fumar é me preparar para o fracasso, porque comigo é tudo preto ou branco. E eu quero ter algum alívio com um baseado, entende?", justifica.

Abusos sexuais

A cantora também abre o jogo sobre ter sido estuprada mais de uma vez. Ela revela que o traficante que lhe havia vendido as drogas que resultaram na overdose abusou sexualmente dela na mesma noite. "Me encontraram nua e azul. Ele me deixou na cama literalmente para morrer depois de se aproveitar de mim", lembra.

Em um momento difícil, Demi conta que voltou a procurar o traficante depois da overdose para comprar drogas novamente. E fez sexo com ele --dessa vez, de maneira consensual. "Eu queria reescrever a escolha dele de me violar, e queria que fosse uma escolha minha. Eu liguei pra ele e falei: 'Agora eu vou transar com você'. E não consertou nada, só fez com que eu me sentisse pior. Mas foi a minha maneira de recuperar o controle", reconhece.

Não foi a primeira vez que ela sofreu um abuso. Demi diz que perdeu a virgindade em uma relação forçada quando ainda era adolescente. Ela não cita o nome do abusador no documentário, mas dá pistas de que é alguém da indústria do entretenimento, pois diz que ele continuou trabalhando em um filme depois de estuprá-la.

Confira o trailer de Dancing With the Devil, série documental dirigida e produzida por Michael D. Ratner e que serve de preparação para o álbum homônimo que Demi Lovato lançará em 2 de abril:


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