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CONSUMO DE TV

Dados do Ibope revelam: Quarentena é coisa de rico e já está em declínio

JOÃO MIGUEL JÚNIOR/TV GLOBO

A personagem Tereza Cristina (Christiane Torloni) com postura esnobe em cena da novela Fina Estampa, da Globo

Christiane Torloni em Fina Estampa, a atração de maior ibope da Globo; consumo de TV aumentou 17% no Brasil

VINÍCIUS ANDRADE

Publicado em 16/4/2020 - 5h31

Com as regiões metropolitanas do país de quarentena, o consumo de televisão no Brasil aumentou 17% no último mês. De acordo com dados da Kantar Ibope, obtidos com exclusividade pelo Notícias da TV, o crescimento mais significativo aconteceu entre a parcela mais rica da população. O levantamento aponta ainda que o número de televisores ligados está em declínio, confirmando o afrouxamento no isolamento domiciliar detectado pela monitoramento de telefones celulares.

Na Grande São Paulo, dos dias 16 de março a 12 de abril, houve um aumento de 24% no consumo de televisão entre pessoas das classes A e B, na comparação com as quatro semanas antes da quarentena (17 de fevereiro a 15 de março). Nesse mesmo período, a classe C1 assistiu 19% mais TV e a C2, mais 16%.

Os mais pobres, que compõem as classes D e E, foram os que tiveram o menor aumento percentual no número de televisores ligados, com um crescimento de 9%.

Outro comportamento identificado no estudo realizado com os dados do Ibope é que a população brasileira viu mais TV na semana de 23 a 29 de março, que foi a segunda da quarentena, quando 44% dos televisores estiveram ligados na média das 24 horas do dia.

Consumo de TV tem ligeira queda em abril

No PNT (Painel Nacional de Televisão), que mede a audiência das 15 principais regiões metropolitanas do país, o tempo médio de consumo domiciliar de televisão durante as 24 horas apresentou um aumento de 1 hora e 32 minutos. O salto foi de 9 horas e 36 minutos na média das quatro semanas antes da quarentena para 11 horas e 8 minutos entre os dias 16 de março e 12 de abril.

Na semana de 23 a 29 de março, as residências brasileiras ficaram em média 11 horas e 25 minutos com os televisores ligados por dia. Já entre os dias 7 de 12 de abril, esse tempo caiu para 11 horas e 9 minutos. Curitiba, Distrito Federal, Porto Alegre, Goiânia e Vitória foram as que apresentaram quedas mais significativas no consumo.

Os números do comportamento do brasileiro com a televisão batem com o índice de isolamento social disponilizado pela empresa de tecnologia In Loco, que criou o Mapa Brasileiro da Covid-19 e faz análises da permanência das pessoas em casa a partir dos dispositivos de localização dos celulares.

Segundo os dados, entre os dias 22 de março e 5 de abril, a quarentena atingiu o pico e fez com que até 69,6% da população ficasse em casa. Desde o último dia 6, no entanto, o índice não ficou acima dos 60% nenhuma vez. Dia 13, a data mais recente apontada no levantamento, ficou em apenas 46,2%.

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