'A GENTE É HUMANO'

Comandante Hamilton se emociona com morte de Gugu e precisa pousar helicóptero

REPRODUÇÃO/RECORD

O comandante Hamilton Rocha precisou pousar o helicóptero durante um plantão com Luiz Bacci

O comandante Hamilton Rocha precisou pousar o helicóptero durante um plantão com Luiz Bacci

REDAÇÃO - Publicado em 24/11/2019, às 11h16

Convidado por Luiz Bacci para participar de um plantão especial com homenagens para Gugu Liberato (1959-2019) na manhã deste domingo (24), o comandante Hamilton Rocha precisou pousar seu helicóptero ao vivo após serem exibidos vídeos com participações do piloto nos programas de auditório do apresentador na Record e no SBT. Hamilton justificou que tinha ficado emocionado e não estava mais em condições de comandar a aeronave.

"Não consegui ver e manter a boa integridade para a segurança do voo. É difícil, meu irmão", justificou o comandante, que informou que parou em um campo de treinos vazio em São Paulo e cedeu o controle do helicóptero.

"A gente é humano, algumas coisas são difíceis, meu irmão. A minha vida mudou muito, o Gugu me ajudou pra caramba. Ainda não estou acreditando que aconteceu isso com ele. Outro piloto está assumindo porque aí eu consigo ouvir e falar com mais tranquilidade. Aviação é uma coisa séria", avisou Hamilton, sem dar detalhes sobre quem estava assumindo a aeronave. Confira o vídeo com a justificativa:

Antes de entrar o vídeo com as participações do comandante nos programas do Gugu, Hamilton interagiu com Luiz Bacci. O piloto estava sobrevoando a capital paulista e relembrou sua relação de amizade com o apresentador.

Depois de pousar o helicóptero e falar sobre sua emoção, o comandante ouviu de Bacci que faria outras participações mais tarde, já que estava prestes a começar a edição especial ao vivo do Domingo Show, com Geraldo Luís.

Morte de Gugu

Gugu sofreu um acidente doméstico na quarta (20), em Orlando, nos Estados Unidos, onde morava. A morte foi confirmada na noite de sexta (22). Ele sofreu uma queda acidental de quatro metros em sua casa quando fazia um reparo no ar-condicionado do sótão.

Logo após o acidente ele deu entrada no hospital Orlando Health Medical Center, onde permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva, acompanhado pela equipe médica local.

Na admissão, deu entrada em escala de Glasgow de 3 [usada para medir a consciência e a evolução das lesões cerebrais em um paciente] e os exames iniciais constataram sangramento intracraniano. Em virtude da gravidade neurológica, não foi indicado qualquer procedimento cirúrgico. Durante o período de observação foi constatada a ausência de atividade cerebral.

A morte encefálica foi confirmada pelo médico Guilherme Lepski, neurocirurgião brasileiro chamado pela família, que após ver as imagens dos exames em detalhes, confirmou a irreversibilidade do quadro clínico.

O corpo de Gugu Liberato (1959-2019) será velado na Assembleia Legislativa de São Paulo em cerimônia aberta ao público. O enterro será no jazigo da família, no Cemitério do Morumbi, na zona sul da cidade. Ainda não há confirmação sobre a data exata.

Atendendo a uma vontade de Gugu, todos os órgãos foram doados. Segundo informações da equipe médica responsável, essa doação poderá beneficiar até 50 pessoas.

Gugu deixou a mulher, Rose Miriam di Matteo, e três filhos: João Augusto, de 17 anos, e as gêmeas Marina e Sofia, de 15.

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