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NA NOVA ZELÂNDIA

Após 40 anos, José de Abreu sai da Globo para tentar carreira internacional

JOÃO MIGUEL JUNIOR/GLOBO

José de Abreu em cena como Otávio em A Dona do Pedaço, da Globo

José de Abreu em cena como Otávio em A Dona do Pedaço, da Globo; ator encerrou contrato com a emissora

REDAÇÃO

Publicado em 4/6/2020 - 0h01

José de Abreu, 74, anunciou que está saindo da Globo, emissora na qual trabalhou por mais de 40 anos. O ator revelou que assinou seu acordo demissional e agora investirá na carreira internacional. Ele viajou para Nova Zelândia e já está em um curso para aprimorar seu inglês. "Há dois meses, a gente começou uma negociação e fechamos há cerca de um mês. Vou me desligar no dia 30 [de junho]", contou.

Abreu decidiu comunicar seu desligamento da Globo durante live para o canal do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, no YouTube. Em transmissão ao vivo com a deputada federal Benedita da Silva e o poeta Sérgio Vaz, o artista pediu um minuto na conversa sobre Covid-19 para falar sobre sua nova empreitada.

"Eu acabei de fechar um distrato com a Globo de uma maneira extremamente boa para os dois lados. Semana passada eu tive uma boa conversa com o [Carlos Henrique] Schroder, que é o diretor artístico. Continuo trabalhando lá por obra certa, mas sem contrato, depois de 40 e tantos anos", disse nesta quarta-feira (3)

"É uma nova maneira da Globo se relacionar com seus artistas. Para mim também estava muito difícil sobreviver fora do Brasil com o salário em Real. Quando eu saí do Brasil pela primeira vez, em 2014, o dólar estava R$ 2,22. Quer dizer, eu precisava de R$ 2,22 para comprar US$ 1, hoje eu preciso de R$ 6", analisou.

Abreu criticou que com seu salário no Brasil seria difícil manter o padrão de vida em dólar, por isso, decidiu colocar em prática um desejo antigo de se arriscar com a vida de ator no exterior.

"Estou aqui na Nova Zelândia, aprendendo e melhorando meu inglês. Tentando tirar meu sotaque. Por sorte, não sei por que todo mundo acha que sou italiano quando falo inglês. Talvez eles saibam muito bem como é o sotaque de brasileiro", analisou.

O artista enfatizou que mesmo vivendo no exterior se comprometeu a trabalhar na Globo quando surgisse um convite para alguma novela. Por enquanto, ficará na Oceania. "Aos 74 anos, vou mudar de vida outra vez. Vou tentar uma carreira internacional e arriscar mais uma vez essa loucura que é essa carreira artística", reforçou.

Abreu confessou que sua decisão foi influenciada pelos últimos acontecimentos políticos em que se envolveu. "Eu vivia no Brasil, em quarentena, desde a primeira eleição da Dilma (Rousseff). Porque eu não posso sair. Quem gosta de mim, tira fotografia. Quem não gosta, é petista. Você sabe que sou pavio curto, sou visceral. Aí, começa a confusão. Aí, tem a cuspida no restaurante", relembrou.

Em 2016, o ator protagonizou uma briga com um casal em um estabelecimento de São Paulo, que resultou em xingamentos e cuspe na cara de um indivíduo. "Essa história da cuspida eu já escrevi no meu livro, é impressionante. O cara mandou uma carta para o rola-bosta, desculpe o palavrão, para Reinaldo Azevedo, criador do termo petralha, que depois virou de lado e agora é endeusado até por alguns esquerdistas. Mas foi o cara que começou com o ódio ao PT criando esse termo: petralha", relatou.

"Ele escreveu uma carta ao Reinaldo Azevedo dizendo que tinha direito porque o restaurante ficava no bairro dele, que ele tinha de perguntar para mim por que eu estava no restaurante dele. Isso é um negócio completamente de louco", reclamou.

Diante de ocasiões polêmicas como essa, Abreu considerou difícil permanecer no Brasil. "É ameaça de morte. Eu não levo a sério porque acho que muitas dessas são os fortões de computador, os heróis do teclado. Aí você vai ver, é um menino de 'Piroquinhas do Sul' que tem 20 anos e resolveu me ameaçar de morte", debochou.

"Mas é muito ruim para mim viver no Brasil. Eu só passo aí o tempo necessário para fazer uma novela. Eu saí do Brasil, mas o Brasil não sai de mim. Leio todos os jornais, revistas e vejo os noticiários. Me informo diariamente sobre o que está acontecendo. Sofro muito e choro diariamente", desabafou.

Mesmo distante, o ator tem acompanhado o aumento da pandemia no Brasil e diz temer que a população se manifeste negativamente. "Estou rezando para que não aconteçam saques, invasões a hospitais, que eu acho que é isso que o genocida quer: criar o caos social para criar uma situação de intervenção", acusou.

"Eu me emociono e choro muito. Sou um artista, não sou político. Tenho meu sangue muito vermelho, um sangue italiano forte. Me incomodo muito em saber que o mesmo povo, não quero dizer as mesmas pessoas, mas o mesmo povo que te elegeu [Lula], elegeu o Bolsonaro. Isso me dá uma tristeza imensa porque eu fico sem compreender como isso pode ter acontecido", finalizou.

Confira transmissão ao vivo de José de Abreu no canal de Lula:

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