Mulheres no comando

TV dos EUA bate recorde de contratação de diretoras para nova safra de séries

Divulgação/ABC

Regina King (à esq.) dirige Kerry Washington em Scandal: mais espaço para diretoras em 2018 - Divulgação/ABC

Regina King (à esq.) dirige Kerry Washington em Scandal: mais espaço para diretoras em 2018

REDAÇÃO - Publicado em 27/02/2018, às 05h22

Numa resposta às críticas recebidas no ano passado, as redes de TV aberta norte-americana contrataram um número recorde de mulheres para a direção de séries da nova safra. Dos 41 pilotos de dramas encomendados até agora, 14 serão comandados por diretoras.

A função continua sendo quase um privilégio exclusivo dos homens, mas já foi pior: em 2017, apenas uma mulher recebeu a missão de realizar o episódio que pode definir o futuro ou a morte de um projeto.

No jargão televisivo, piloto é o nome dado ao primeiro episódio de uma série. No começo de cada ano, a TV aberta dos Estados Unidos, formada pelas redes ABC, CBS, CW, Fox e NBC, encomenda dezenas de pilotos e escolhe alguns deles para transformar em séries.

Geralmente, as produtoras deixam a tarefa da direção nas mãos de um homem mais experiente, pois as carreiras de muitos profissionais estão em jogo. E esse único episódio de teste é muito caro, com orçamento em torno dos US$ 8 milhões (R$ 26 milhões). Na maioria das vezes, é o mais custoso de toda a série.

O paradigma foi quebrado por um seleto grupo liderado pelas experientes Liz Friedlander e Zetna Fuentes. Os trabalhos de Liz vão de séries de heróis (The Gifted) a suspenses (Segredos e Mentiras). Ela está encarregada de The Rookie (ABC), história sobre um homem quarentão que vira recruta na polícia de Los Angeles.

Indicada ao Emmy pela novela One Life to Live, Zetna já passou por grandes produções, como Ray Donovan e How to Get Away with Murder. Nesta nova safra, ela será a diretora de Chiefs (CBS), outra série policial ambientada em Los Angeles, mas protagonizada por três mulheres.

Dois aguardados reboots (séries antigas repaginadas) também terão mulheres diretoras. O drama adolescente Roswell (The CW), exibido originalmente entre 1999 e 2002, está nas mãos de Julie Plec. Uma das criadoras de The Vampire Diaries (2009-2017), ela tem experiência com o público teen.

Divulgação/CBS

A diretora Rosemary Rodriguez (à esq.) com a atriz Julianna Margulies em Good Wife

No ar entre 1981 e 1988, Cagney & Lacey, sobre uma dupla de detetives mulheres, ganhará uma cara nova na rede CBS, com a direção de Rosemary Rodriguez, que trabalhou em produções de alto calibre, de Walking Dead a Good Wife (2009-2016).

Primeira vez
Seguindo a tendência mostrada na temporada passada, em que muitas mulheres estrearam na direção de episódios, a TV dos EUA entrega na mão de dez diretoras a experiência inédita de dirigir um piloto.

É o caso de Regina King, à frente de uma trama ainda sem nome definido da ABC, sobre cinco irmãs negras integrantes da polícia de Nova York. Atriz de The Leftovers e American Crime, King tem em seu currículo trabalhos como diretora em episódios de This is Us, The Good Doctor, Scandal, entre outras.

Representatividade
A TV norte-americana aproveita a atual pilot season para responder às criticas recebidas recentemente sobre o pouco espaço cedido a diretoras e o baixo número de contratação de atores negros protagonistas.

As cinco emissoras estão focadas em dar papéis de destaque a afroamericanos, e a cada dia a imprensa divulga novos contratados. O nome mais requisitado do mercado, Damon Wayans Jr. (New Girl), acertou na semana passada com a CBS para ser a estrela de uma comédia. E Taye Diggs (Private Practice) estará em uma produção da CW.

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