Rotas do Ódio

Série da TV paga provoca ao mostrar crimes de ódio e assassinato de imigrantes

Divulgação/Universal TV

Mulheres africanas são alvo de exploração sexual na nova temporada de Rotas do Ódio, no Universal TV - Divulgação/Universal TV

Mulheres africanas são alvo de exploração sexual na nova temporada de Rotas do Ódio, no Universal TV

FERNANDA LOPES - Publicado em 04/08/2019, às 06h03

Rotas do Ódio chega à terceira temporada com cenas fortes de exploração sexual, escravização e violência contra imigrantes em São Paulo. A série do Universal TV volta ao ar neste domingo (4) com um novo tema principal: os crimes de ódio contra imigrantes e refugiados. Os policiais da trama investigarão um assassinato cometido por neonazistas.

Nos novos episódios, a delegada Carolina (Mayana Neiva) continua na chefia da Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância). Ela já começa a temporada desmantelando um esquema de prostituição de mulheres negras (algumas africanas) e prendendo um cafetão.

Mas o grande desafio de Carolina e sua equipe será desvendar quem cometeu o assassinato de duas mulheres bolivianas que trabalhavam em regime de escravidão numa confecção clandestina. O crime foi idealizado por um grupo de neonazistas que aterrorizam as minorias e pregam a supremacia branca. 

A série contou com vários estrangeiros que fizeram seus primeiros trabalhos como atores. "Existe uma transformação na nossa vida nesse processo. [No set] Tinha uma camaronesa, uma angolana, bolivianas... A conversa com essas mulheres de outros lugares era muito rica, trazia a gente para um certo encantamento. Eram de lugares de fala e lugares humanos completamente diferentes", diz Mayana.

divulgação/universal TV

Miguel (Samuel de Assis) e Carolina (Mayana Neiva) vão batalhar por direitos dos imigrantes

Para ajudar Carolina a lidar com os crimes de xenofobia e com as histórias de vida difíceis dessas pessoas, um novo personagem entra em cena: Miguel (Samuel de Assis), advogado de uma ONG que auxilia imigrantes e pessoas que vivem em um prédio ocupado. A série quer abordar a importância dos direitos humanos, acima de qualquer partido ou ideologia política.

"Nós, artistas, nascemos pra provocar. A arte é uma forma de provocação, mas para provocar a reflexão, não para irritar. Estamos muito seguros do que fazemos nessa série. As normas que a gente defende são baseadas na Declaração Universal de Direitos Humanos. A série não tem posicionamento politico partidário. A gente quer sensibilizar, não quer de forma alguma trazer uma imposição de ideologia", afirma Susanna Lira, criadora e roteirista de Rotas do Ódio.

"Acho que a intolerância cresce no Brasil e ganha um espaço cada vez mais absurdo. Refletir sobre isso e usar nossos talentos pra refletir sobre a loucura desse tempo é o melhor que a gente pode fazer. Quero usar minha vida para contar coisas dessa natureza", declara Mayana, que esteve em O Outro Lado do Paraíso (2017) na Globo.

Os episódios de Rotas do Ódio vão ao ar aos domingos, às 23h, no Universal TV.

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